21 de setembro de 2015

CONVERSA NA CATEDRAL


Se no romance de Vargas Llosa a conversa tem lugar num bar de Lima chamado "La Catedral", no meu caso a conversa decorreu ao lado de uma catedral a sério, a de Valladolid, e foi com uma senhora que estava sentada no banco onde me instalei, à sombra de uma árvore alta. Sem nunca se referir ao meu desenho (deve tê-lo achado pouco merecedor de menção), a senhora, aposentada, contou-me praticamente toda a sua vida. E eu fui escutando e rabiscando, enquanto compunha o segundo esboço que fiz na minha viagem à cidade este Julho:



Trata-se de um desenho um pouco complexo, com várias linhas de fuga e planos diversos. Com um ou outro gato, lá o dei por concluído, num registo convenientemente "incompleto". As cores, como quase sempre, foram aplicadas em casa e ficaram assim:





Ainda houve um terceiro desenho deste passeio ao centro de Espanha. Mostro-o depois.

6 comentários:

  1. Miú, não só um registo "convenientemente" incompleto, mas também "convenientemente" perfeito!
    Uma boa semana para ti!

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    1. A tua simpatia é que é perfeita, Manuela! :)

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  2. Também tive uma grande conversa à beira de uma Catedral, enquanto desenhava :) ficou bonito!

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    1. Acho que as catedrais se prestam a conversas e reflexões, Suzana... São sítios de introspecção e sossego.
      Obrigada!

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  3. Ó Miú, toda essa perfeição não vem directamente duma caneta, ou vem? Venha de onde vier, os teus desenhos estão cada vez mais fantásticos!

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    1. Não vem de uma caneta? Bem, a caneta às vezes é bastante desastrada e inepta, lá isso é!
      Muito obrigada pelo teu incentivo, Teresa! Os teus desenhos também me entusiasmam cada vez mais. :)

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