31 de dezembro de 2016

UM NU PARA FECHAR O ANO


Com o frio que está lá fora não apetece muito tirar a roupa, mas esta modelo não se mostra nada arrepiada. Encontrei-a num site chamado "Quick Poses" para aprendizes de gatafunhices (como eu), onde algumas almas caridosas se despem para bem da arte. É o primeiro nu que aqui publico, e é um pouco inglório pois não foi feito ao vivo, mas a olhar para a fotografia. Bah! Servirá para dizer adeus ao ano velho – e fazer votos para que 2017 nos deixe mais aconchegados e menos despidos, digamos, de esperança!


16 de dezembro de 2016

A BATALHAR NA BATALHA


Ultimamente tenho andado tão preguiçosa para o desenho (e tão ocupada com coisas do trabalho) que praticamente só pego no caderno quando há encontros convocados. E este – o oitavo dos PoSk – foi ainda por cima convocado por... mim! Estava um frio gélido naquela manhã de fim de Novembro e caíam de vez em quando umas gotas impertinentes, mas como podia eu faltar? Lá fui, de barrete soviético na cabeça e bem enchouriçada. O meu plano era desenhar a fachada do Teatro S. João que se via no meu cartaz, mas resolvi-me antes pela Igreja de Stº Ildefonso e pelo largo em frente, onde desagua a Rua de Stª Catarina. O desenho foi mais uma vez pintado em casa e ficou assim:


O gigantone ali no meio não existia no esboço inicial, em que se avistam figuras sim, mas mais discretas, entre as quais o António, o Armando e a Alberta, eles também na labuta dos lápis e pincéis:


Depois do agradável almoço conjunto, que foi ali mesmo num snack-bar da Praça da Batalha, comecei a desejar ardentemente o meu sofá e umas pantufas. E assim desisti de mais empreendimentos pseudo-artísticos. Mas ficou a fotografia do grupo, essa cheia de calor humano, cujo mote parecia ser: "Contra o frio e os chuviscos... desenhar, desenhar"!



8 de dezembro de 2016

CASARIO DE MIRAGAIA


Finalmente pintei o desenho da manhã do Encontro PoSk 7, que teve lugar há mais de um mês em Miragaia. Foi no dia 29 de Outubro, um sábado extemporaneamente quente para vésperas dos Santos. O plano do Encontro era desenharmos o ambiente em torno da Alfândega na parte da manhã, e à tarde o Museu dos Transportes, onde estava patente uma mostra dos carros presidenciais, que eu já mostrei aqui. E assim foi. Quando cheguei sentei-me logo ali, de costas para o enorme edifício da Alfândega, numa escadaria que dava para um pequeno largo de paleta variada e muita vida:



O desenho mostra um presépio de casas, tão desencontradas quanto harmoniosas na sua diversidade:






Uma curiosidade é que os turistas, que abundam por ali, paravam de vez em quando a observar-nos, fazendo perguntas ou, gentilmente, algum elogio. Este foi um desses momentos, apanhado ao longe pelo Abnose com o zoom do seu telemóvel, em que um simpático grupo se acercou para dar dois dedos de conversa:



E nota-se como estávamos todos deliciados ao sol daquele Verão de S. Martinho antecipado...

21 de novembro de 2016

UM PACKARD PRESIDENCIAL


Na tarde do dia 29 de Outubro, o Encontro dos PoSk previa uma visita ao Museu dos Transportes, na Alfândega. Ali fomos ver os carros dos Presidentes da República, desde o Cadillac Sixty-Two de Craveiro Lopes, passando pelo Rolls de Américo Tomás, até ao discreto Citroën de Soares. Eu fiquei-me por um belo Packard Super Eight, de 1939, que serviu a Presidência ao longo de mais de 20 anos. Resolvi sentar-me no chão (que remédio!) e lá me encarreguei de o maltratar, tanto de trás...




...como depois, de pé e sem apoio para a mão direita, de frente:


Aqui deixo as provas circunstanciais:


Éramos poucos mas trabalhadores! 😊Aqui fica também o nosso retrato triunfal, depois de umas horas na semi-obscuridade, sem cadeiras, enquanto o dia cá fora estava radioso:




26 de outubro de 2016

UM 'OLDIE' JUNTO AO RIO


O meu segundo desenho do Encontro PoSk-6 foi feito numa agradável esplanada, em alegre converseta e com a Ponte da Arrábida logo ali. Estacionado sobre o passeio estava um carro antigo, a reluzir orgulhosamente ao sol pálido de Outono:


Era um Fiat 850 de 1968 (averiguei eu depois), vermelho vivo, coupé – uma pequena pérola muito estimada, como se ouve dizer no que toca a carros vintage. Eram para aí onze e meia da manhã quando o sol foi repentinamente engolido por um nevoeiro denso que vinha do mar. Mal tive tempo de terminar o esboço, antes de correr para a fotografia da praxe. Aqui está ele, ainda incompleto:


Foi outro belo encontro de desenho e convívio. Venham mais!

20 de outubro de 2016

ENCONTRO EM OUTUBRO


O sexto encontro dos PoSk (Porto Sketchers) foi num domingo de Outubro, numa manhã temperamental que começou com sol e acabou enevoada. Encontrámo-nos no Largo de Massarelos, ao fundo da Rua da Restauração, mesmo junto ao rio. Logo ali ao lado, fiz o meu primeiro desenho: o edifício da S.T.C.P. (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto), que data de 1915 e alberga hoje o Museu do Carro Eléctrico:



A sigla faz-me sorrir, pois era costume traduzir-se por "Somos Tratados Como Porcos", uma alusão aos desconfortos sofridos nos autocarros e eléctricos da Invicta. Aqui a versão a caneta, feita no local:


Fiz, como é meu costume, um segundo desenho – que mostrarei depois – mas agora deixo aqui a fotografia de grupo, já com folhas outonais no chão, antes da almoçarada num tasquiómetro local. Eu sou a segunda a rir da direita; o fotógrafo (Abnose) está à esquerda, em pose tensa depois das acrobacias da temporização:



7 de outubro de 2016

BB


O acrónimo bem que podia significar "Bela-entre-as-Belas", mas Brigitte Bardot cedo se fartou do rótulo. Retirou-se antes dos 40 anos, com uma espécie de "indigestão" de imagens dela própria, como haveria de dizer numa entrevista. Mas percebe-se o porquê da perseguição e da glória, olhando-se para a geometria perfeita destas feições singulares:


Hoje com 82 anos, intocados pelo bisturi, BB persevera na luta pelos direitos dos animais. Porém, outras causas menos nobres a fizeram cair recentemente em desgraça, como a de uma França limpa de islamismo através do apoio à extrema-direita. Um ícone do séc. XX e um ídolo nacional – que deu corpo ao busto da République – feito de luzes e de sombras, aqui em desenho a grafite sobre papel reciclado.

6 de outubro de 2016

AINDA ARRAIOLOS


O meu último desenho de Arraiolos, feito neste Verão abrasador para que já olhamos retrospectivamente, foi uma variação do meu tema "piscinas e guarda-sóis". A Pousada caracteriza-se por, paralelamente às belas zonas remodeladas do antigo convento, ter uma zona de quartos construída de raiz, com um projecto minimalista muito elegante. No andar térreo fica o restaurante e, mais abaixo, a piscina, onde me encontro:


Lá ao fundo, no alto da colina, o castelo e a muralha:


O que não se ouve no desenho é o ruído das cigarras, escondidas sob as ervas secas ao longo dos montes e vales, ecoando em todas as direcções.

2 de outubro de 2016

INTERIOR MONACAL


A Pousada do Convento de Arraiolos, de que já falei aqui, é das mais bonitas que conheço, de entre as pousadas históricas de Portugal – e olhem que já fui a umas tantas, fã que sou deste tipo de turismo mais recolhido e contemplativo. Fiz este desenho numa das zonas de estar, adjacente ao restaurante. Os tectos abobadados e a decoração despojada tornam o espaço muito repousante, ao mesmo tempo acolhedor e fresco:


Com um gato aqui e outro acolá, lá fui dando conta do mobiliário esparso: um sofá às riscas, um cadeirão de verga, um contador antigo, um quadro abstracto na parede. E um lindo medalhão em baixo-relevo junto ao tecto:


Lá fora, quarenta e muitos graus. Aqui dentro, frescura, silêncio e paz... Foi em Agosto.

27 de setembro de 2016

HUGH JACKMAN A PARTIR DE LEIBOVITZ


Fazer o retrato da minha filha, que mostrei aqui, fez-me recordar o quanto sempre gostei de desenhar pessoas. O que trago hoje é algo de bem diferente, feito sem linha a tinta e com mancha de aguarela em camadas sobrepostas. Trata-se da minha versão de uma fotografia lindíssima de Annie Leibovitz. O actor aparece ataviado de personagem de Les Misérables, com sombras fortes e cores intensas no vestuário e no background - que eu, receosa de não lhes fazer justiça, optei por ignorar: 


Ok, sei que não está reconhecível, que o rosto ficou alongado demais e os olhos pequenos demais e que a distância do queixo ao ombro dá a impressão de um pescoço de girafa. Mas valeu pelo treino das sombras e da cor da pele em aguarela...

22 de setembro de 2016

NUMA PEQUENA ILHA


La Toja é uma ilhota ao largo de El Grove, nas Rias Baixas da Galiza. Perdão, agora escreve-se "A Toxa" e "O Grove", que me desculpem os independentistas galegos. Mas desde pequena que conheço estes locais com grafia e pronúncia castelhana! Estive lá no passado fim-de-semana, com sol e uma brisa já fresca, numa pausa bem-vinda depois do retomar das rotinas académicas. É uma paisagem encantadora, que eu infelizmente não cheguei a desenhar. O único desenho que fiz foi na piscina do Gran Hotel:



Eu sei, sou uma sacrificada. E acreditam que aquela água azul turquesa estava quentinha? A piscina era aquecida, mais tépida dentro do que ao vento cá fora:


"Buenísima!", disse alguém – um imperialista, sem dúvida, porque um galego deveria ter dito: "Moito boa"!

21 de setembro de 2016

VERDE NA TERRA, VERDE NO AR


Num país tão verdejante como a Irlanda, não admira que a cor da companhia aérea nacional seja...o verde. No final da minha viagem de seis dias, enquanto esperava num dos bares do aeroporto de Dublin, pus-me a desenhar os aviões. Os da Aer Lingus alinhavam-se lá em baixo, junto às mangas, num frenesim de cargas e descargas:





Já notei a popularidade deste tipo de desenho entre a comunidade sketcher, mas a minha produção dá-me vontade de rir: o primeiro avião, como me informou o meu meaningful other à chegada a casa, ficou "gordinho", parecendo-se com um avião de brincar. Paciência. A coisa foi melhorando conforme ia avançando para a direita. Fosse o papel mais espaçoso e o quarto avião, a existir, parecer-se-ia com um avião a sério!


Felizmente que consegui acabar o desenho antes de eles me fugirem, afastando-se rapidamente um a um na direcção da pista de descolagem.

18 de setembro de 2016

ENTARDECER EM DUBLIN


Tive uma sorte enorme com o tempo na minha viagem à Irlanda. Apesar de ter aterrado sob uma chuva persistente, no dia seguinte pôs-se sol – coisa rara por aqueles lados – que se foi aguentando por toda a semana. Em Dublin, junto ao rio Liffey, consegui fazer um desenho, mostrando parte da ponte de ferro para peões que aparece em tantos postais:



A tarde avançava depressa, pelo que tive de me despachar. E, concluído o esboço, lá o fotografei, como de costume, sobrepondo-o à paisagem desenhada:


Alguém me apanhou em plena ginástica fotográfica...


...ficando eu com mais esta recordação de Dublin.

13 de setembro de 2016

NUI - GALWAY


Retomo a publicação dos desenhos da minha viagem à Irlanda no fim de Agosto. Este foi feito no local do congresso, a NUI (National University of Ireland), em Galway. Mostra a fachada principal do edifício, de linhas góticas, profusamente coberta de hera. Estacionada à frente, uma camioneta de jardinagem denotativamente verde – "Radharc, Landscaping Co." – ou não fossem os imensos relvados do recinto académico autênticas jóias manicuradas:


Para fazer o esboço sentei-me no pequeno passeio defronte, com os pés no asfalto, num lugar para deficientes. Felizmente não estacionou nenhum legítimo ocupante, pelo que pude rabiscar à vontade:


12 de setembro de 2016

JARDIM BOTÂNICO DO PORTO


Foi na tarde deste sábado, dia 10, o 5º Encontro dos PoSk. O sol estava quente depois do almoço, pelo que optámos por começar pelas zonas mais sombreadas do grande recinto. Eu e o António ficámo-nos por um lago bem fresco, coberto por uma espécie de lentilha-de-água verde-limão, junto ao que parecia ter sido um moinho. Uma enorme costela-de-Adão subia por um dos lados da parede de pedra, ao passo que do outro havia um canavial. Deixei o desenho a preto e branco, pois trabalhei os contrastes com mais pormenor:


Quando comecei a sentir a sombra a tornar-se demasiado fresca, procurei o sol, sentando-me num dos jardins de buxo da enorme Casa Andresen. O desenho, bem torto, veio a merecer cor, numa tentativa esforçada de resgate:




Perto da hora do fecho, depois de analisados e comentados os desenhos de todos, posámos para a fotografia da praxe, que custou a sair, pois não acertávamos nem com o enquadramento nem com o temporizador:


Mais uma tarde muito bem passada, com boa companhia e bons desenhos!

10 de setembro de 2016

PRAIA DOS BEIJINHOS


Com o diminutivo parece algo de romântico, quase adolescente, lembrando beijinhos de namorados. Mas esta praia de Leça tem umas rochas dramáticas, escarpadas, cheias de arestas e bicos perversos. No inverno impõe respeito, mas no Verão também não é exactamente convidativa para banhos. Desenhei-a já em Setembro, numa manhã com uma aragem fresca e quase ninguém na praia:



Uma semana antes, um homem de 67 anos morrera ali mesmo, no rebentar das ondas. Segundo as notícias, não se chegou a aperceber do perigo que corria, pois não pediu socorro. A primeira onda embrulhou-o, a segunda atirou-o para as rochas, à terceira já estava sem sentidos. Beijo?... Beijo da morte, talvez.

Mas olhando para a direita, a paisagem torna-se mais domesticada, com barracas, sinalética e e esplanada do restaurante Fuzelhas. Desenhei-a também, num esboço muito rápido, que pensei descartar. Mas aqui o deixo, para marcar a estação balnear que agora finda, com uns banhistas algo incongruentes deitados directamente sobre a areia:



5 de setembro de 2016

ARCO-ÍRIS NA "HIGH STREET"


Foi a minha primeira ida a Galway - e à Irlanda também. No final de Agosto, mais uma conferência, mais uma viagem de trabalho, mais uma oportunidade de juntar o útil ao agradável. O que mais me impressionou desta cidade pitoresca foram as cores. Tantas, em todo o lado! Fachadas garridas e vibrantes, flores aos montes, em todos os tons de uma paleta inusitada, incongruente num clima tão cinzento. E a música, também por todo o lado: na rua, por vezes acompanhada do típico sapateado irlandês, e nos bares - tanto no palco como nas mesas, entre os clientes! O primeiro desenho que fiz foi em plena High Street, onde o arco-íris de que falo não era apenas metafórico:


As bandeiras gay-pride são omnipresentes nesta urbe bóemia e acolhedora, cheia de pubs e restaurantes, banhada por vários cursos de água e com uma costa recortada ali mesmo ao pé.  As cores podem parecer excessivas na minha aguarela trapalhona (e pessimamente digitalizada), mas olhem que nem por isso:



Galway é uma cidade linda para desenhar. Take my word for it! 

31 de agosto de 2016

A CAPELA E O GUINDASTE


Como convém em zonas de faina marítima, a capela de Stª Catarina perfila-se junto ao Porto de Leixões, em Leça da Palmeira, muito perto do forte. Foi o meu segundo desenho do Encontro PoSk 4 (aqui particularmente entortado pela digitalização foleira feita em casa com o iPhone). E sim, aquela sucata em primeiro plano é, supostamente, uma carrinha Mercedes:



Este esboço bateu um recorde no meu historial de sketcher: o de o fazer em pé, com o caderno meio periclitante numa mão e a caneta, sem apoio, na outra. E quase bateu um segundo, o da velocidade, pois fi-lo em menos de um quarto de hora, uma raridade sempre para mim...


O meu terceiro e último desenho deste dia foi feito na marina de Leça. Porém, a profusão de informação visual e a proximidade cromática dos motivos (os barcos eram todos em branco e azul, azul e branco) fizeram com que o meu desenho se perdesse completamente. Mas lá o acabei. Só não pintei...


E aqui fica mais uma recordação de um belo encontro de quem gosta de desenhar (fotografia temporizada do Jorge Guedes):


29 de agosto de 2016

FORTE DE LEÇA


No 4º Encontro dos PoSk (Porto Sketchers) desenhei finalmente o monumento que passei a ver com tanta frequência desde que me instalei aos fins-de-semana em Leça da Palmeira. Fiz ao todo, ao longo daquele dia de sábado, 20 de Agosto, três desenhos, o que é um terço mais do que o meu mísero saldo habitual. Mas fico-me pela quantidade, poupando os meus estimados leitores à questão da qualidade. Neste ângulo em que me coloquei apanhei o Paulo Pebre, ele próprio entretido a desenhar o dito:


Para produzir estes sarrabiscos pedi emprestada uma caixa de fruta vazia a uns vendedores ambulantes que descarregavam a camioneta ali no largo. E foi bem sentada nesse banco improvisado que o Jorge Guedes me fotografou...


22 de agosto de 2016

UMA RAPARIGA NO SOFÁ


Desta vez não precisei de sair de casa para caçar um desenho. Foi aqui mesmo, na sala. A presa? A minha filha:


Eis o esboço de 15 minutos, sob pressão, pois o modelo ia sair e estava com poucas contemplações para estas ideias peregrinas da mãe:


De bom grado ou não, acho que a minha filha vai servir de cobaia mais vezes...

17 de agosto de 2016

FÉRIAS BRANCAS


Brancas de cal e de luz, brancas de paz. Regressámos ao Alentejo profundo, em família nuclear (nós os dois e os dois rebentos), neste Agosto quente e preguiçoso, sempre acima dos 40º. Mais uma vez, fizemos um circuito de Pousadas históricas. "Os 3 Ás", dir-se-ia: Arraiolos, Alvito e Alcácer. Este desenho regista a primeira paragem, de três noites, na Pousada do Convento de Arraiolos:



Fi-lo do fresquinho do interior, no primeiro andar, olhando através da janela para o pátio central, contíguo ao claustro, que jazia sob o sol inclemente:


Olhando-o agora, já em casa, volto a sentir vontade do Alentejo, da brancura das casas, do calor e da imensidão. Já sei que vou voltar.

15 de agosto de 2016

NATIONAL GALLERY


Eis o terceiro e último desenho da minha ida a Londres no final de Julho:




Aproveitei o "day off" que o programa do congresso nos concedia à quarta-feira e lá fui, on foot, rever os sítios de sempre. No regresso do Big Ben e do nº 10 da Downing Street, sentei-me no muro lateral do Trafalgar Square, com a coluna de Nelson fora do enquadramento, mas de frente para a National Gallery: