8 de agosto de 2016

BRITISH MUSEUM


Ficando no quarteirão mesmo ao lado do University College, não admira que tivesse sido um dos poucos sítios para onde me pude escapulir num dos intervalos dos trabalhos do congresso. O desenho até começou bem: o corpo central da fachada neoclássica, encimado pela bandeira, não me desagradou. Mas logo tive a infeliz ideia de meter gente. Num instante dei cabo do desenho, com aquele mostrengo em pleno centro da composição, meio a gravitar sobre a passadeira e com uma écharpe ridícula que eu, ainda por cima, havia de pintar de vermelho:



Esta obra-prima foi realizada a partir dos degraus de um prédio fronteiro onde, por entre as centenas de turistas que por ali passavam, lá fui aldrabando nas volumetrias e nas verticalidades (como podem ver, o meu dedo está estrategicamente a esconder o mostrengo da écharpe):


Com uma certeza fiquei: esta preciosidade não vai ficar exposta neste museu. Curadores do British Museum, conformem-se!

6 comentários:

  1. Miú, el dibujo que nos enseñas inacabado en tus manos es genial! Me gusta mucho más que el acabado con colores. Creo habértelo dicho alguna vez por estas páginas.
    Poner gente, no es malo. Cuando se dibuja una gran panorámica urbana es imprescindible. Insinuando solamente, como tampoco considero desacertado colocar algún coche, bicicleta o un bus londinense. Le da mucha calidez a la obra. Dejar partes del cuaderno con dibujo inacabado suele hacerlo más interesante. La imaginación inventa el resto.
    Miú, dibujas muy bien pero creo que sería mejor simplificando un poco.
    Ya sé que no es fácil, pero hay que intentarlo. Ya lo tenías hecho en el dibujo sin color que nos enseñas.
    Un abrazo.

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    1. Estimado Joshemari, tem mais uma vez toda a razão.
      O desenho inacabado está muito melhor que o finalizado e colorido. Aliás, foi por sentir isso que o fotografei nesse momento, quando, depois de meter a tal figura em primeiro plano, me apercebi que tinha perdido o desenho. Quis abandoná-lo, mas optei por o acabar, apenas pelo valor documental. E, depois de o pintar, achei-o tão primário e kitsch que hesitei em publicá-lo... Mas acho que um blogue como este é mesmo isso: é mostrar o meu percurso e a minha aprendizagem (que muitas vezes me parece DESaprendizagem, eheheh!)
      E é verdade: nada é mais difícil do que simplificar. Parece paradoxal, mas não.
      Obrigada pelos comentários sinceros e didácticos - de quem sabe tanto e tem tanto talento!
      Um grande abraço

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    2. Amiga Miú, tienes mucha razón de exponerlos. Siempre es interesante exponer aquello que uno ha realizado con o sin éxito. Qué más da! Lo importante es disfrutar pintando y con amigos (si están ahí). En el momento de dibujarlo, lo hiciste de corazón y muy bien. Lo que sucede es que luego, al verlo expuesto, uno recapacita y se da cuenta de algunos errores. Eso es bueno!! Y lo más importante es aprender de los propios errores.
      El pintor, pinta y nunca acierta aquello que quiso hacer, pero son los demás que lo pueden criticar. Tu hiciste lo que querías y encima dejaste constancia de que estuviste en ese museo, que conozco y que tantas cosas hermosas tiene en su interior. Muy bello!!!
      Un fuerte abrazo.

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    3. Muchas gracias, Joshemari! Realmente, o que importa é que nos consigamos divertir um pouco com tudo isto. Senão, para quê?
      Outro abraço

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  2. Miú, eu e a cara metade tínhamos decidido não perder um único desenho teu, e eis que nos apercebemos, que já publicaste muita coisa nova, sem um único comentário nosso!!É o que faz passar dias e dias no mar, longe da civilização... Mas já vimos tudinho o que desenhaste e aguarelaste, e por aqui ficamos embevecidos como sempre com o teu talento:) E sim, aguardamos ansiosos pelo dia de ver estas maravilhas expostas em algum lugar de destaque!Beijinhos grandes.

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    1. E que bom é passar dias e dias de despreocupação, sem ter obrigações nem horários!
      Muito obrigada, querida Manela, pelas tuas palavras sempre generosas.
      Beijinhos!

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