31 de maio de 2019

POR BARCELONA


Estive na semana passada em Barcelona, a participar numa conferência de dois dias. Antes e depois, tive tempo para passear pela cidade e para a desenhar. Na quarta-feira, recém-aterrada, fui logo de manhã procurar um amigo, até então "virtual", o Joshemari Larrañaga, cujo blogue acompanho há vários anos. Tínhamos combinado que eu me juntaria à Colla dels Dimecres, o grupo que reúne para desenhar Barcelona às quartas-feiras. O ponto de encontro era a "Estació del Nord", com uma linda abóbada central em ferro e vidro e um parque adjacente. O meu desenho, pintado mais tarde, ficou assim:



Como se pode ver, tomei bastantes liberdades de perspectiva na fase do desenho "in loco", ali com uns entortanços de alto-lá-com-eles:


Mas o melhor da manhã foi mesmo conhecer o Joshemari, grande artista de barcos e marinhas, com quem tinha travado uma amizade à distância, através dos blogues e do Facebook. Foi realmente como reencontrar um velho amigo!


Obrigada, Joshemari, por esta manhã inesquecível e pela menção tão simpática que mereci no blogue La Colla dels Dimecres.

19 de maio de 2019

IGREJA DE S. FRANCISCO


O 60º Encontro dos PoSk (Porto Sketchers) aconteceu ontem, sábado, no Largo de S. Francisco. Muitos turistas ali pela Ribeira, muito sol e muito para desenhar! O conjunto arquitectónico do antigo convento de S. Francisco é tão encantador como complexo, com os seus desníveis vários e as diferentes fachadas que se alinham junto a ele:


O desenho no local saiu, por isso, com uns bons gatos, mas pelo menos não desisti! E, é claro, a cor ajuda a esconder essa "gataria"...


A fotografia do grupo, cheia de sorrisos, é um festival de luz:


13 de maio de 2019

BROKEN BICYCLES


Broken bicycles, old busted chains,
With rusted handlebars out in the rain.
Somebody must have an orphanage for
All these things that nobody wants any more!

(Tom Waits, 1982, "Broken Bicycles") 

Estive em Londres em Janeiro, mas só agora pintei os desenhos que lá fiz. Este que aqui trago hoje foi feito numa terça-feira inundada de um sol inesperado. Vi esta esquina - anónima mas com um vizinho eminente (o Museu Britânico) - e adorei o seu 'pub' pintado de um azul escuro forte, engalanado ainda de luzes de Natal. No poste em frente, uma bicicleta com uma só roda jazia, esquecida. Era uma das muitas bicicletas abandonadas que se vê por tantas cidades europeias:


A cena trouxe-me à memória a canção do Tom Waits. E esta, por seu turno, transportou-me para a minha adolescência nos anos 80. Não há como a música para nos fazer reviver recordações antigas, não é?


Aqui fica o desenho, recém-acabado, quando já me gelavam as mãos e a ponta do nariz. Neste caso, tenho que admitir: o desenho só a tinta agrada-me muito mais do que a versão aguarelada. É um daqueles exemplos em que um desenho que nos sai bem pode ser deitado a perder na fase da cor:

7 de maio de 2019

QUEIXO NA MÃO


... ou mão no queixo? Seja o que for, aqui mostro mais um auto-retrato, publicado no grupo "Self_Portrait Sundays". Este foi feito directamente a caneta, sem esboço a lápis. Cada vez gosto mais desta técnica de sombreado a que os ingleses chamam "hatching" e nós "trama". Vou continuar a explorá-la!


6 de maio de 2019

TRÊS QUARTOS


Auto-retrato a 3/4 significa que estamos a olhar pelo canto do olho para nós mesmos ao espelho, enquanto tentamos manter as proporções e fazer algo que não pareça um desenho cubista, com um olho na testa e o nariz na barriga. Bem, a coisa não é pêra doce. Ainda por cima, fiz o desenho directamente a caneta, o que significa que não pude corrigir. Mas gostei do resultado, apesar de a boca estar projectada para a frente e com uma comissura que não tem nada a ver com a minha. Ah, e de o cabelo parecer uma touca... Mas a luz, que vinha de um candeeiro baixo de leitura à minha esquerda, gerou umas sombras giras sobre o rosto:




5 de maio de 2019

NUMA CADEIRA DE PALHINHA


Eis-me sentada em frente ao espelho, de caderno e lápis na mão, resolvida a tentar o meu segundo auto-retrato para o "Self Portrait Sundays". Um retrato de corpo inteiro não é brincadeira, ainda mais quando é feito à vista! Mas, bem, com a borracha à mão tudo se consegue... Só me faltaram os pés! Ficam para outro dia.


1 de maio de 2019

QUEM PASSA POR ALCOBAÇA...


...não passa sem lá voltar. Pois bem, Alcobaça seja, e barroca, e bela! Já foi há uns tempos que ali passei (em Outubro do ano passado, com um sol glorioso de Outono), mas só agora pintei o desenho:

Fi-lo a partir de uma das muitas esplanadas que, do outro lado da imensa praça forrada a calcário, permite aos turistas admirar de longe toda aquela monumentalidade: