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1 de maio de 2018

NA PRAÇA DO GIRALDO


O meu terceiro e último desenho de Évora foi, como não podia deixar de ser, a praça mais conhecida da cidade, com a Igreja de Sto. Antão ao fundo. Da célebre fonte quinhentista, só um vislumbre aqui se vê, e foi uma sorte, pois com o vento gélido que havia este sábado de manhã, quase larguei caderno, caneta e tudo!


Devo acrescentar que a minha versão ficou mais luminosa, e "alentejana", que a realidade — bem mais tristonha antes do meu regresso a casa:


29 de abril de 2018

MAIS ÉVORA AO ENTARDECER


Não se pode dizer que seja um ângulo muito original, mas diga-se em meu abono que é a melhor prova do meu afã "desenhístico" pela cidade:

Conhecem aquela esplanada mesmo em frente ao Templo de Diana? Aproximavam-se as 19 horas, o sol já ia baixo, a temperatura também, e o empregado já se afadigava a acorrentar a mobília para o encerramento do estaminé. Mas, vendo-me tão concentrada no desenho, com a gola do casaco levantada e a meia de leite a arrefecer, compadeceu-se e lá me deixou ir ficando. Quanto dei por terminada a empreitada "arqueológica", vi-me sozinha, rodeada de castelos de mesas e cadeiras, com as orelhas geladas mas com as pedras ancestrais bem guardadas no meu caderno...
 
 

27 de abril de 2018

TELHADOS DE ÉVORA

Agonia
dos lentos inquietos
amarelos,
a solidão do vermelho
sufocado,
por fim o negro,
fundo espesso,
como no Alentejo
o branco obstinado.
(Eugénio de Andrade)
Vistas do meu hotel, ontem ao entardecer...


Não sei bem aonde fui buscar tantas cores! Acreditem que, no ar morno do fim do dia, a paleta alentejana era tipicamente branco-sobre-branco, ou aquele "branco obstinado" de que fala Eugénio de Andrade:


Devo ter sido atingida por uma epifania supra-sensorial... Seja como for, como é linda Évora!