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11 de janeiro de 2018

DE PAPAGAIO AO OMBRO


Já tinha aqui escrito que, depois do falecimento do Jacinto, o meu canário despenteado, estava com ânsias de adoptar um novo pássaro (leia-se "comprar", já que não conheço onde se adoptem pássaros). Pois bem, eis o Óscar:


É um psitacídeo, um Pyrrhura Hypoxantha, de flancos amarelos sob as asas, oriundo do sudoeste do Brasil. Bastou-me vê-lo na loja de animais, de olho vivo e cabecinha levantada, fazendo-se ao cumprimento, que logo percebi que tinha de ser aquele. Não era o mais bonito, longe disso: havia lá outros com plumagens bem mais coloridas e poupas bem mais majestosas, mas eram apáticos e indiferentes. Também não era o mais económico: outros papagaios mais vistosos eram mais baratos. E também não era, decididamente, o de maior porte: digamos que ao pé de outros parecia um mini-papagaio. Mas este, com a sua cabecita escura, as enormes pálpebras brancas, tipo palhaço, e os olhos bojudos com ângulo (dir-se-ia) de 360º, tipo camaleão, fez-me rir. E a forma como me olhou nos olhos abanando o bico enorme para cima e para baixo derreteu-me o coração. Veio logo comigo para casa. E, em casa, depressa começámos a fazer concorrência aos piratas:


Pois é, de papagaio ao ombro! Na verdade, não tardou muito a que o habituasse a ser mansinho. No início,

29 de dezembro de 2017

AO ESPELHO COM A NANÁ


A minha gata costuma aproveitar-se do meu colo durante o inverno, ignorando-me com altivez quando fica calor. Nestes dias mais frios, é certo e sabido: quando me sento, lá vem ela. E eu deixo, claro. Como resistir-lhe? Enroscada sobre as minhas pernas, ronrona deliciada enquanto me autoriza a fazer-lhe festas. Hoje, entre um afago e outro, vi-a tão sossegada que resolvi tentar um retrato. Pedi que me trouxessem um espelho e mo colocassem em frente. Desta vez usei primeiro o lápis — e ainda bem, pois tive de apagar várias vezes. Mas lá acabou por sair, com a roupa amarrotada, a caneta na mão inversa e a Naná a servir de secretária:


E aqui fica o registo do momento em fotografia, com dentes incluídos, na qual se pode ver...

17 de julho de 2017

VERÃO VS. INVERNO


Cá continuo, toda divertida, com os meus estudos de pessoas em movimento. Desta vez, uma indumentária de Verão, feminina, lado a lado com três espécimes invernosos, masculinos. Só o cão é uni-estação – e de sexo indefinido. Deixemo-lo assim, qual ser angélico a vogar por esferas livres, sem normas nem atavios. (Mesmo nessa dimensão, fazia-lhe bem uma dieta.)




9 de junho de 2017

PASSARADA


Gosto de pássaros. Sou aquele tipo de pessoa que quando vai à feira pára nas tendas de periquitos, canários e quejandos com sorrisos de prazer. Sim, já sei, esses são pássaros enjaulados e isso é errado, condenável, blá-blá-blá. Ok, prendam-me também a mim como castigo, mas a verdade é que essa é a única maneira que tenho de os ver de perto. E acho-os adoráveis, com aquelas patinhas finas, o corpo vibrátil e os olhos muito vivos. Não sendo ornitóloga nem bird watcher, contento-me com isso e com ... desenhá-los! Deixo hoje aqui uma amostra ao acaso, de espécies não-relacionadas, unidas apenas na delicadeza do porte e na diversidade da cor:

Aquela bolinha amarela ali no meio é em honra dos meus dois canarinhos, que me acompanharam por longos anos em fases bem diferentes da minha vida. O nº 2, de nome Jacinto, andava solto dentro de casa, esvoaçando alegremente por aqui e por ali, mas não se afastando muito da gaiola. Nunca chegou a aprender as habilidades do Pimpim, o meu canário nº 1, que andava sobre o meu ombro e voava FORA de casa, voltando sozinho, todo contente, para a sua gaiola. 
     Acordo muitas vezes a ouvir o chilrear dos pássaros. Julgo que essa é até a definição habitual do despertar perfeito, não é? E sei, obviamente, que esse é o despertar perfeito para os pássaros – em liberdade. Mas, havendo tantos passarinhos à espera de ser adoptados e acarinhados, sem hipótese já de vida alternativa uma vez que foram criados em cativeiro, creio que vou reincidir. Não me batam, vá. 😇

6 de fevereiro de 2017

ARCA DE NOÉ


Eis o resultado de um sábado de dilúvio com o meu filho de seis anos em casa a desenhar ao meu lado...



Trata-se da primeira sugestão que agarro do Desafio "A Drawing a Day" para Fevereiro (sim, o desafio continua!). A dica do dia 4 era "Animal"... e não consegui decidir-me só por um!


15 de janeiro de 2017

NANÁ AO QUADRADO


Fiz este esboço duplo da minha gata, num blocozinho de folhas finíssimas que tinha à mão, em resposta ao desafio "Um desenho por dia", lançado pela SketchBook Skool. A deixa do dia 14 (ontem) era "pet" – e o meu animal de estimação, único e absoluto, é a Naná, já pintada aqui e desenhada ali. Ei-la, de novo:


 E agora a cores:




Não me parece que consiga seguir o desafio com um mínimo de assiduidade, mas há-de haver um ou outro que me apeteça tentar... Deixo aqui a lista de dicas para o mês de Janeiro:



3 de maio de 2016

NANÁ


"Elle eut une dignité de reine offensée."
Émile Zola, Nana (1880)

A minha gata tem nome de heroína de romance. E, tal como a homónima de Zola, tem uma dignidade de rainha – ofendida ou não, tanto faz. O que é certo é que ela reina, soberana, dia fora, noite dentro, pela casa que é só dela. E dorme, dorme...
Três sarrabiscos, trinta segundos. Não se pode dizer que lhe tenha prestado vassalagem condigna com este desenho tão tosco. Mas fica o registo. E a verdade é que já, em tempos, a pintei de forma bem mais cuidada (aqui), também em sono profundo, por sinal. Viva o hedonismo onírico!

2 de maio de 2016

BAGAS VERMELHAS E UM CHAPIM


Os chapins são passarinhos adoráveis, com uma máscara ocular tipo Zorro, que se podem ver em grande parte de Portugal continental. Este que aqui deixo é um chapim azul. Trata-se do terceiro quadro para o tríptico de "paper cutting" que me deu na cabeça fazer (para juntar ao da corça e ao do veado). Desta vez, resolvi pintar o desenho principal todo a aguarela, já depois de o ter recortado. Não estou certa de ter feito uma boa escolha, mas o que está feito está feito:


Como já aqui disse, isto do paper cutting não é hobby para ninguém, pois requer antes de mais um seguro... aos dedos! Enfim, mas lá que é divertido, é. Aqui deixo uma imagem do processo e também a versão final, já emoldurada.



Eis o tríptico, com o fundo em papel ondulado bege a dar unidade ao conjunto (e com o meu rebento a dar-me indicações de enquadramento da fotografia):




18 de abril de 2016

UM VEADO ENTRE BÉTULAS


Quando estive na Finlândia há dois anos, lembro-me bem de ter notado a omnipresença das bétulas no imaginário turístico local: os seus troncos altos, finos e prateados, marcados por linhas negras horizontais, apareciam em tudo, de posters a brinquedos, de utensílios a souvenirs variados. Numa das excursões do colóquio a que fui, perto de Helsínquia, vimos florestas de bétulas, mas na altura verdejantes (era Junho). É claro que não tive a sorte de me cruzar com um veado de armação imponente como este (era bom, era), mas quis transpô-lo para a nossa latitude meridional, espreitando por entre o emaranhado de árvores:


Foi o meu segundo trabalho de paper cutting, feito a pensar num tríptico (para juntar a este e a um outro que há-de vir). Desta vez, usei aguarela sobre traço leve a lápis, apenas para destacar a figura do animal. Note-se que o fiz, algo estranhamente, antes de recortar o desenho pelo lado do avesso:

Passei depois ao x-acto, sempre na face interior, para não ficarem visíveis as marcas dos cortes. Corta-por-aqui, corta-por-ali e... pronto!


É caso para dizer que, desta vez, o corte-e-recorte me levou ao... Norte!

2 de abril de 2016

A CORÇA E O FILHOTE


Li algures que hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil, celebrando o nascimento de Hans Christian Andersen. Calha bem! Passei parte da manhã, neste sábado nublado e temperamental, a desenhar um novo quadro para o meu rapazinho (já falei doutras empreitadas aqui). À cena mãe-filho tipo "Bambi" acrescentei uma rosácea geométrica. Desta vez, no entanto, em vez de pintar resolvi fazer paper cutting. Nunca tal coisa tinha tentado, mas foi bem divertido. Aqui estou eu em pleno labor de corte e recorte, com o meu material novo em folha: 


Não sei que base é esta que me venderam numa papelaria especialmente para o efeito, mas é milagrosa: apesar de a lâmina ser finíssima, é impossível de perfurar ou riscar. Concluídos os recortes, feitos sobre o desenho a marcador preto, passei à moldura, virando do avesso o papel (convém que este tenha uma boa espessura para aguentar a pressão dos recortes - usei 180g). E tive, é claro, ajuda do meu pequeno art expert, que parece ter aprovado a bucólica cena:



29 de janeiro de 2016

O QUADRO DA GIRAFA PESTANUDA



Depois de uma longa paragem, volto finalmente a este blogue, que tantas alegrias me foi dando mas que abandonei sem saber bem porquê. Estive na verdade afastada dos desenhos, alheada e desatenta, sem vontade de notar ou me fazer notar. Mas 2015 acabou e, com ele, os meus três meses de inércia. Li algures que Janeiro é a segunda-feira dos meses, e para mim costuma ser uma época de neura, realmente. Mas este mês surpreendeu-me com uma energia nova. Tanto melhor! Aproveitemos.


Este é um desenho que fiz para o quarto do meu rapazinho de cinco anos. Aqui o deixo, como uma espécie de mote de recomeço.


Espero que, desse lado, continuem bem, despertos e criativos! :) Vou pôr em dia as visitas atrasadas. Um abraço a todos!

23 de agosto de 2015

ONDE ESTÁ O PATO?


Este foi o segundo dos dois desenhos que consegui fazer no zoo de Stº Inácio, de cuja visita no início de Agosto já aqui falei. Depois da arara, outra ave, e doméstica por sinal. Cheia de calor meti-me na estufa, onde havia sombras frescas e água a correr - e um banco com musgo onde me sentei confortavelmente. À minha frente um pato-real em pé coxinho meditava numa pedra junto ao lago. Mais uma pose ideal, a não desperdiçar. Desta vez, depois de feito o esboço aventurei-me a pegar nas minhas aguarelas. Mancha para aqui, sombra para acolá... e o desenho lá se foi preenchendo. Mas estava a levar demasiado tempo. Depois de três quartos de hora bem medidos, e com o meu cônjuge e o meu rebento a exasperarem enquanto entravam e saíam a saber de mim, resolvi interromper a empreitada:


Só hoje a terminei. A água foi muito difícil, com o repuxo a criar reflexos complicados, e o pato, bem...


...tantas foram as cores e tantas as formas que o dito se perdeu ali pelo meio, qual Wally a desafiar a nossa atenção.

15 de agosto de 2015

A ARARA ENSONADA


Também eu fui ao zoo desenhar. Não ao de Sete Rios, mas ao de Stº Inácio, no Porto. O tempo foi pouco para observar tantos espécimes com a atenção merecida. Comecei pelos pássaros. Esta arara vermelha, ou Ara Chloropterus (ah pois, que julgam?, têm aqui uma perita), estava ensonada, em pleno calor do princípio da tarde, e eu fiquei-lhe agradecida. Deu-me tempo para fazer um esboço decente, de corpo inteiro e com parte do canavial incluído, embora com traços muito soltos, pouco detalhados:


As cores pu-las em casa. Oh, que maravilha poder usar os tons quase puros naquela plumagem inacreditável!


Sei que a composição deixa um pouco a desejar: que a figura deveria estar voltada para dentro e não para fora do desenho; que o tronco da árvore não deveria surgir no centro exacto da moldura; que as canas na retaguarda também não deveriam produzir simetrias... Mas com o calor que estava já me dou por satisfeita!

24 de abril de 2015

NANÁ NOS BRAÇOS DE MORFEU


Foi apanhada na rua mas teve direito a nome de heroína de Balzac. Um nome, diga-se de passagem, que lhe assenta como uma luva, criatura bela e sedutora que ela é. A Naná é também uma óptima companhia. Terna e silenciosa, costuma aninhar-se ao pé de mim, no sofá, enquanto escrevo no computador. Quando a vi nesta posição adorável, de braços postos ao peito em pleno sono, não resisti a fazer-lhe o retrato. Aqui deixo os passos da aguarela:


E, secas as tintas, a Naná ficou assim plasmada para a posteridade:


Confesso que esta foi a primeira aguarela, desde que comecei esta aventura de sketching, que vai ter direito a ir para uma parede cá de casa, com moldura e tudo. A minha filha mais velha reclamou-a para o quarto dela, apesar daquela mancha teimosa que ficou a li a enodoar o fundo branco...