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4 de março de 2018

RUA DE S. VÍTOR


Mais de um mês depois, eis-me de volta. Foi um Fevereiro cheio de afazeres, daqueles que passam sem deixar rasto nem mossa. E volto com um desenho já feito há algum tempo mas só pintado hoje, neste domingo de chuva tão tristonho e escuro. O desenho, esse, fi-lo numa tarde de sol, sentada num banco da Rua de S. Vítor, com a igreja homónima em frente e os prédios de cada lado. Em pleno passeio, um carro, como é costume naquela zona por causa dos stands de automóveis que ali há:



Foi bom voltar a pintar, como é sempre aliás. Mas tenho sempre receio de o fazer quando gosto do desenho, por não saber o que dali vai sair. E o desenho, de facto, agradou-me quando o fiz, meio incompleto e meio torto, como também o é aquela rua antiga de Braga:


Claro que as cores ficaram tudo menos fiéis à realidade. Mas hoje não quero pensar na realidade.

25 de março de 2017

EM LIVRO


Pois é, já tenho cadastro no que toca à falta de consciência ecológica. Não contente com a minha existência virtual, eis que publico em papel:



Mas trata-se de um belo livro, daqueles pequenos no tamanho mas grandes no prazer que dão aos olhos. (Não no caso acima forçosamente 😊!) É todo ele sobre Portugal, de norte a sul e de este a oeste. A editora é a Zest. E a capa é assim:


O lançamento do livro mereceu ampla cobertura mediática 😉:
  • O DN dedicou-lhe um belo artigo de fundo, que pode ler-se aqui.
  • E a TimeOut também. Vejam aqui.
  • Last but not least, tivemos direito a aparição televisiva! Ora espreitem aqui.
O meu modesto contributo foi...

6 de junho de 2016

UMA ESQUINA, DUAS ÉPOCAS


Fiz este esboço ainda em Maio, num dos poucos dias de sol resplandecente que temos tido por aqui nesta Primavera desconsolada. Esquina da Avenida Central com a Rua dos Chãos. À direita, o Banco de Portugal, à esquerda, um edifício de escritórios e apartamentos, de estilos tão diferentes como as décadas que os viram erguer-se (Anos 20 e 70, respectivamente):


Depois de variados pontapés, sobretudo nas varandas caprichosas do edifício moderno, onde falhei miseravelmente a perspectiva, pus uns transeuntes nos passeios e uns turistas debaixo do guarda-sol de uma das esplanadas da Arcada. Foi, aliás, na esplanada ao lado que também eu me sentei comodamente, com um sumo de laranja a acompanhar o desenho. Só em casa, como é costume, apliquei a aguarela, fiel à minha filosofia de que devemos acarinhar os "filhos" aleijados da mesma forma que os escorreitos. 


Nota de rodapé: podem mandar o sol outra vez cá para cima. Não nos importamos.

6 de abril de 2016

UMA RUA A DESPEDIR-SE DO INVERNO


A rua é a Avenida Central, no centro histórico de Braga, mas o inverno podia ser qualquer um. Todos os invernos despem as árvores, escurecem o céu e dão às pessoas um certo ar cabisbaixo, entre o transido e o alheado:



Este desenho fi-lo in situ, de dentro do carro, já ao entardecer: muitas janelas, muitas sacadas, uma igreja (sempre) e uma tília à espera da primavera:


24 de fevereiro de 2016

PEDRA FRIA EM DIA CÁLIDO


De volta ao desenho in situ, aqui na urbe. Uma rua sem carros, casas coloridas, a torre de uma igreja (what else?, Braga will be Braga), as traseiras da Arcada, arcada também. 18ºC em Fevereiro! Mas o meu rabo gelado, porque sentado no degrau de pedra. E um desenho certinho, teimosamente certinho:


Depois, em casa, as cores, numa paleta variegada e vibrante, em honra deste calorzinho fora de estação (e também porque não consegui escurecê-las decentemente, pffff):



14 de outubro de 2015

UM CARRO QUALQUER


Num dos meus passeios a pé até ao centro (em Braga não se diz "baixa"), parei num dos bancos da Avenida Central. À minha frente estavam carros estacionados em espinha e, por trás deles, as fachadas dos palacetes que por ali abundam. Nunca tinha desenhado um carro, ou melhor, nunca em primeiro plano, com honras de protagonismo, embora já os tivesse usado várias vezes como adereços nos meus desenhos urbanos. Mas andava com o bichinho da curiosidade a roer-me desde que um colega "sketcher" me disse que só se vê se as pessoas sabem de facto desenhar quando lhes pedimos um desenho de um automóvel. Pois bem, pensei, vamos a isto! Com o meu bloco na mão e uma caneta nova - uma Pigma Micron 0.1, que adorei - tratei de registar o primeiro carro a jeito, que estava mesmo à minha frente. E ficou assim:


Em casa tentei as cores, e foi então que fiz uma descoberta: muito mais difícil do que desenhar carros é pintá-los. A razão é simples: eles reflectem não só a luz mas as cores em seu redor. As sombras e os tons de base saem por isso diferentes, não sendo os normais de um objecto mate. Por outro lado, como têm linhas sinuosas e arredondadas, os carros distorcem os reflexos que adquirem. Enfim, só dificuldades! Mas aqui deixo o resultado...





14 de junho de 2015

AGORA A CORES...


Só agora tive tempo de voltar a olhar para os meus desenhos do último Encontro USkPN em Braga e dar-lhes cor. Sei que isto contraria a filosofia "in situ" do movimento, mas não quis deixar a preto e branco o registo de um dia que foi tão colorido! Eis o resultado.

O oratório e o campanário de Nª Srª da Torre:


A Capela e a Casa dos Coimbras:


E a Casa do Passadiço, no Largo de S. João do Souto:



Sim, eu sei, aquele azul celeste no segundo desenho era escusado. É o que eu chamo de "Síndrome de Azulite": somos acometidos de uma força sobrenatural que nos impele a pintar o céu de... azul celeste! E o efeito é o de um calendário da loja do chinês. Bah!

4 de junho de 2015

8º ENCONTRO USKPN - EM BRAGA


Pois o 8º Encontro dos Urban Sketchers Portugal Norte foi em Braga, este dia 31. E eu lá saí à rua toda contente, num lindo domingo de sol, com o meu bloco e as minhas tintas (que não cheguei a usar, hélas!). Desta vez, fiz os desenhos logo a caneta e, apesar dos erros e tropeções, não me arrependi, pois a definição é logo muito maior. A primeira paragem foi no cruzamento das ruas D. Gonçalo Pereira com D. Afonso Henriques. Ao fundo, o belíssimo campanário de Nª Srª da Torre, em plena Cividade, ladeado, como é mote bracarense, por nada menos que duas igrejas - à esquerda, a Igreja de S. Paulo; à direita, a Capela de Nª Srª do Oratório:


Nova caminhada e, antes do almoço, outro desenho. Desta vez, a vista é a de um dos mais belos monumentos da cidade: a Capela dos Coimbras (1525), ao lado da casa manuelina com o mesmo nome, reconstruída em 1924. Infelizmente o meu esboço, que tão ligeirinho ia, teve de ser interrompido porque era hora do almoço. Tivemos de avançar, para nos juntarmos ao resto do grupo, já à espera. Tirei esta fotografia já a correr:


À tarde, em "modo" digestivo e num espírito recreativo menos empreendedor, devo confessar que a preguiça atacou, e acabei por só fazer um desenho: o da Casa do Passadiço, soberbo solar setecentista onde funciona hoje uma loja de decoração:


Ficámos por ali, no Largo de S. João do Souto, em amena cavaqueira até ser hora da despedida. Mas não sem antes tirarmos a fotografia de grupo!


Foi um encontro fantástico, com um tempo magnífico e sobretudo em óptima companhia. Temos de organizar mais ocasiões destas!

15 de maio de 2015

ÀS PORTAS DA CIDADE


Mais um desenho de Braga, e mais um do Arco da Porta Nova. Desta vez, no entanto, o ângulo é o oposto do que representei na anterior aguarela, olhando-se agora de fora para dentro. O esboço era exigente, com prédios altos em primeiro plano e, mais uma vez, muitas janelas. O Arco, esse, precisou de várias camadas de tinta, para dar voz a tantas marcas do tempo:


As janelas eram de todos os tipos: das de guilhotina às de abertura longitudinal, altas e baixas, com e sem sacada:


Passei às sombras, carregando nos cantos e nos beirais, como os do Museu da Imagem, o prédio vermelho do lado esquerdo, que me saiu de um rosa desmaiado...


De seguida defini três transeuntes - um, distante, caminhando devagar, e duas jovens em primeiro plano, todas despachadas - terminando, por fim, com o céu claro lá em cima:


Acabado!



5 de maio de 2015

MIL E UMA JANELAS


É um dos conjuntos de fachadas mais bonitos de Braga, cheio de cor e pormenor, em plena Rua do Souto. Fica em frente a um edifício que me é particularmente querido: a Reitoria da Universidade, outrora Paço Episcopal, onde defendi a minha tese de doutoramento e fiz as provas de agregação. Deitei mãos à obra, não sem antes ser assaltada por alguns pensamentos derrotistas: "onde me vou eu meter, com tantas janelas, e sacadas, e telhados?" Mas lá continuei, com paciência e determinação. Mais tarde vieram as cores, que desta vez tiveram uma função meramente decorativa, já que a informação estava toda no desenho:


Alguns dos prédios estão revestidos a azulejo (glup, mais pormenores) e no meu desenho passavam peões, uma das quais com um cão que me saiu um pouco como uma raposa (ou um qualquer mamífero de quatro patas, em todo o caso):


Aleluia, missão cumprida!


Trata-se de um desenho que, realmente, leva toda a primazia à aguarela, deixando pouco à imaginação. Foi um bom exercício, mas quero treinar mais a síntese nos próximos trabalhos. A ver vamos.

1 de maio de 2015

PONTO DE FUGA


Sentada à sombra numa das muitas esplanadas do centro histórico de Braga, tive tempo de sobra para captar a perspectiva afunilada dos prédios antigos que se situam no enfiamento do Arco da Porta Nova. Trata-se de uma rua pedonal, a D. Diogo de Sousa, muito bem conservada, com algum comércio tradicional e muitos cafés. O desenho tinha muita informação, mas optei por só a detalhar um pouco mais no primeiro plano. Depois de alguns avanços e recuos (leia-se, vários erros e rasuras), acabei por gostar do meu esboço, com linhas rectas e limpas:


A cor veio depois em casa. Do lado esquerdo, muitas varandas - algumas floridas! Do lado direito, sacadas com grades de ferro trabalhado:


Ao fundo, as portas da cidade, e em primeiro plano um lojista, de mãos atrás das costas (ficou um pouco marreco, mas paciência):


Manchas de sombra no chão e de azul no céu e...


Pronta! Eis a minha aguarela de uma tarde de sol em plena Primavera:


28 de abril de 2015

UMA FACHADA BARROCA


Braga é conhecida como "Cidade Barroca", e os Paços do Concelho, onde funciona a Câmara Municipal, fazem-nos perceber porquê. Trata-se de um exemplar lindíssimo, do séc. XVIII, a juntar a numerosos outros. Numa tarde de Março fui até à Praça do Município e, sentada num dos bancos de pedra, rabisquei parte da fachada - da autoria de André Soares. As cores, acrescentei-as apenas hoje:


Desta vez optei por um estilo mais livre - leia-se, borratado. E mantive o traço a lápis, sem reforço de tinta:


À hora a que captei o desenho, as sombras já se alongavam...



Mas o céu estava limpo, de um azul pálido, ainda com sabor invernal:


2 de abril de 2015

NÃO EXACTAMENTE UM "TRINTA E UM"...


Pois não: em rigor, não foi um "trinta e um" ou, segundo o dicionário, "um problema, uma coisa difícil de resolver". Foi apenas um... "vinte e quatro" aquilo que o meu filho de 4 anos armou, ou melhor, escreveu sobre o meu desenho. E eu resolvi o assunto com facilidade, ignorando-o! Mas comecemos pelo princípio. Foi ainda em Janeiro que, recém-chegados de Madrid, quis fazer o meu primeiro desenho de Braga. Fui por isso ao Bom Jesus, onde estacionei o carro junto à Casa de Chá. Estava a anoitecer apesar de serem cinco da tarde (os dias são curtos em Janeiro), pelo que tive de me apressar com o esboço:


Já em casa, deixei-o por ali, um pouco esquecido. Uns dias depois, apeteceu-me aguarelá-lo, mas eis o que encontrei: um 2 e um 4 bem visíveis sobre o fundo branco, escritos com a minha caneta de tinta permanente. Logo adivinhei quem tinha sido o "artista"! Mas não me zanguei nem desafinei e lá avancei com as cores:


Céu, cedros, rua...


Telhado e portão...


E assim ficou:


Vá lá, concedamos, aquele "24" até que não fica ali nada mal. Trata-se do meu primeiro "urban sketch" a duas mãos!

15 de março de 2015

UM CASTELO QUE ESPREITA


Fica no coração de Braga, por trás da Arcada, poupado ao bulício do trânsito. Este ângulo é o que se vê da Brasileira, no enfiamento de uma quelha que, noto-o agora, fica no lugar do que outrora foi a continuação do edifício. Fiz o esboço enquanto tomava um "café de saco", numa das mesas de tampo de vidro redondo, tão giras, do café mais emblemático da cidade (hei-de desenhá-lo). Em casa, depois, colori-o. Aqui deixo os passos da aguarela:


E o aspecto final: