Mostrar mensagens com a etiqueta Carros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carros. Mostrar todas as mensagens

7 de maio de 2017

CORES E DOLORES


Com as cores de Cuba, o cigarro na mão, as argolas, as tatuagens, o olhar desafiador e toda a juventude do mundo. É a Dolores – outra modelo Sktchy. Agora estou nesta onda.


21 de novembro de 2016

UM PACKARD PRESIDENCIAL


Na tarde do dia 29 de Outubro, o Encontro dos PoSk previa uma visita ao Museu dos Transportes, na Alfândega. Ali fomos ver os carros dos Presidentes da República, desde o Cadillac Sixty-Two de Craveiro Lopes, passando pelo Rolls de Américo Tomás, até ao discreto Citroën de Soares. Eu fiquei-me por um belo Packard Super Eight, de 1939, que serviu a Presidência ao longo de mais de 20 anos. Resolvi sentar-me no chão (que remédio!) e lá me encarreguei de o maltratar, tanto de trás...




...como depois, de pé e sem apoio para a mão direita, de frente:


Aqui deixo as provas circunstanciais:


Éramos poucos mas trabalhadores! 😊Aqui fica também o nosso retrato triunfal, depois de umas horas na semi-obscuridade, sem cadeiras, enquanto o dia cá fora estava radioso:




26 de outubro de 2016

UM 'OLDIE' JUNTO AO RIO


O meu segundo desenho do Encontro PoSk-6 foi feito numa agradável esplanada, em alegre converseta e com a Ponte da Arrábida logo ali. Estacionado sobre o passeio estava um carro antigo, a reluzir orgulhosamente ao sol pálido de Outono:


Era um Fiat 850 de 1968 (averiguei eu depois), vermelho vivo, coupé – uma pequena pérola muito estimada, como se ouve dizer no que toca a carros vintage. Eram para aí onze e meia da manhã quando o sol foi repentinamente engolido por um nevoeiro denso que vinha do mar. Mal tive tempo de terminar o esboço, antes de correr para a fotografia da praxe. Aqui está ele, ainda incompleto:


Foi outro belo encontro de desenho e convívio. Venham mais!

13 de setembro de 2016

NUI - GALWAY


Retomo a publicação dos desenhos da minha viagem à Irlanda no fim de Agosto. Este foi feito no local do congresso, a NUI (National University of Ireland), em Galway. Mostra a fachada principal do edifício, de linhas góticas, profusamente coberta de hera. Estacionada à frente, uma camioneta de jardinagem denotativamente verde – "Radharc, Landscaping Co." – ou não fossem os imensos relvados do recinto académico autênticas jóias manicuradas:


Para fazer o esboço sentei-me no pequeno passeio defronte, com os pés no asfalto, num lugar para deficientes. Felizmente não estacionou nenhum legítimo ocupante, pelo que pude rabiscar à vontade:


12 de maio de 2016

VISTA À RÉ


Pelos vistos, tomei o gosto por desenhar carros, ou pelo menos o "nosso" carro (de família), o Volvo de que aqui falei há dias. Aqui o deixo com outra cor e outro ângulo:



E aproveito para oferecer uma pérola filosófica. Já repararam que muitos objectos não são concebidos para ser vistos por trás? Pensem por exemplo nos armários: alguém se preocupa com o design da face que fica virada para a parede? Ou os anéis: apesar de a mão se mover, abrindo, fechando e mostrando a palma e o interior dos dedos, a maioria dos anéis é feita para ser vista só de um lado, o lado de fora. E pela mesma lógica alinham tantas outras coisas. Pelo contrário, nos carros a parte de trás é tão ou mais importante, e identificadora, que a da frente ou a dos lados. Bem, e chega de profundas reflexões. Vou apenas ficar a aguardar que a editora do Wittgenstein me contacte, para finalmente enriquecer com um best-seller.

10 de maio de 2016

UM CARRO PARA FLORIAN


Fiz este desenho como tributo a Florian Afflerbach, um urban sketcher que, com apenas 35 anos de idade, morreu este dia 5 em Siegen, na Alemanha. Era arquitecto e professor universitário, mas era sobretudo, diz quem com ele conviveu, uma óptima pessoa. Apesar de eu nunca o ter conhecido pessoalmente, seguia com admiração as publicações dele no Facebook. Os carros antigos eram a sua paixão confessa, mas era também exímio no desenho arquitectónico, tendo um estilo depurado, de uma elegância serena (vejam aqui). Quando foi abalroado numa rotunda onde tinha prioridade, ia ironicamente a conduzir uma motocicleta clássica, a Quickly S, que ele tinha restaurado há pouco tempo e cujo desenho consta no cabeçalho da sua página FB. A minha modesta homenagem (cuja versão em inglês aparece no blogue internacional dos USk) não podia ser senão o desenho de um carro clássico:


Trata-se do Volvo Amazon, quase idêntico ao que foi o carro lá de casa durante longos anos. O nosso era preto, de 4 portas, com estofos vermelhos de cabedal que, curiosamente, eram corridos mesmo na parte da frente fazendo um longo banco único. O meu Pai comprou-o em 1962, vindo a vendê-lo no fim dos anos 80 por tuta-e-meia. O carro é um daqueles objectos que estão intimamente ligados à história de uma família, particularmente no tempo em que duravam tantos anos. Aqui deixo uma fotografia de 1966 com os meus pais, o meu irmão e a minha irmã (ao colo); eu nasceria uns anos depois - e viajaria no "nosso Volvo" toda a minha infância:


14 de outubro de 2015

UM CARRO QUALQUER


Num dos meus passeios a pé até ao centro (em Braga não se diz "baixa"), parei num dos bancos da Avenida Central. À minha frente estavam carros estacionados em espinha e, por trás deles, as fachadas dos palacetes que por ali abundam. Nunca tinha desenhado um carro, ou melhor, nunca em primeiro plano, com honras de protagonismo, embora já os tivesse usado várias vezes como adereços nos meus desenhos urbanos. Mas andava com o bichinho da curiosidade a roer-me desde que um colega "sketcher" me disse que só se vê se as pessoas sabem de facto desenhar quando lhes pedimos um desenho de um automóvel. Pois bem, pensei, vamos a isto! Com o meu bloco na mão e uma caneta nova - uma Pigma Micron 0.1, que adorei - tratei de registar o primeiro carro a jeito, que estava mesmo à minha frente. E ficou assim:


Em casa tentei as cores, e foi então que fiz uma descoberta: muito mais difícil do que desenhar carros é pintá-los. A razão é simples: eles reflectem não só a luz mas as cores em seu redor. As sombras e os tons de base saem por isso diferentes, não sendo os normais de um objecto mate. Por outro lado, como têm linhas sinuosas e arredondadas, os carros distorcem os reflexos que adquirem. Enfim, só dificuldades! Mas aqui deixo o resultado...