Em resposta ao primeiro desafio do grupo "Self Portrait Sundays" (Draw yourself with a hat), um retrato com chapéu. De palha, pois então, que o Verão está aí e o sol não perdoa. Caneta e aguarela por cima, com esboço a lápis por baixo. Se casas e paisagens eu arrisco fazer logo a tinta, retratos não. E, mesmo com esta ajuda, a coisa nem sempre sai a contento. Desta vez, enfim, digamos, que fiquei com uma boca esquisita q.b. Quase podíamos dizer que fiquei com um "stiff upper lip", uma expressão inglesa que significa, mais ou menos, ser inexpressivo e não mostrar emoções. Nada mais longe da realidade, eh eh, mas enfim, aqui fica a imagem:
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24 de julho de 2019
8 de abril de 2019
BÁRBARA GUIMARÃES
Será que a beleza conta para o #portraitchallenge_2019? Talvez não. Mas a minha contribuição final para esta iniciativa de desenho que fechou a 31 de Março é a cara mais bonita da televisão portuguesa desde sempre. Que possa continuar a brilhar!
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5 de abril de 2019
MARIA JOÃO PIRES
Deu o 1º recital aos 5 anos, altura de que se lhe conhecem fotografias a tocar lindamente com as mãos atrás das costas! Maria João Pires é a minha quinta resposta, no feminino e em português, ao #portraitchallenge_2019, deixa "Músico". Pianista lusa de renome mundial, ganhou alguns dos mais prestigiados prémios internacionais, tais como o Beethoven Prize (1970), o Grand Prix du Disque (1990), o Music Prize of UNESCO (2002) e o Gramophone Concert Award (2015). Segundo li, está agora também de volta ao projeto educativo de Belgais. Ainda bem!
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1 de abril de 2019
AMÁLIA
Rainha do Fado. A minha quarta resposta (metafórica) à deixa "rainha" do #portraitchallenge_2019 é Amália Rodrigues (1920-1999), uma voz absolutamente régia e um símbolo de Portugal. Como se não bastasse, tinha também uns traços perfeitos, ao mesmo tempo fortes e delicados. Foi um verdadeiro prazer desenhá-la.
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30 de março de 2019
PAULA REGO
Mais uma personalidade feminina portuguesa na minha galeria de retratos para o desafio #portraitchallenge_2019. A deixa, desta vez, era "artista". Paula Rego é única, complexa, visceral. Polémica para os que se chocam com facilidade, genial para todos os que se deixam atrair pelas "histórias" que os quadros contam. Histórias estranhas e crípticas, talvez por isso magnéticas. Histórias de um mundo que é só dela, e que dela transportam a marca inconfundível. É, talvez, a mais internacional de entre os artistas plásticos portugueses de todos os tempos.
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29 de março de 2019
CATARINA EUFÉMIA
Do nome tinha apenas uma vaga ideia. Sabia que era uma lutadora alentejana, mas desconhecia os contornos da história. Sei agora que esta jovem mulher é bem merecedora desta pequena homenagem, ela que foi celebrada por Sophia e que continua viva na memória de tantos.
Assassinada aos 26 anos, Catarina Eufémia (1928-1954) foi uma camponesa analfabeta, mãe de 3 filhos, que liderou um grupo de 14 mulheres trabalhadoras a reclamar melhores salários. Morreu no local com o filho mais novo nos braços, de três tiros disparados por um GNR que nunca foi a julgamento. Mantém-se símbolo da resistência ao regime fascista português e é a minha segunda resposta ao desafio de desenho #portraitchallenge_2019, deixa "Líder" -- no feminino, pois claro. Que rosto tão delicado, mas tão determinado, ela tinha!
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24 de março de 2019
A "MINHA" FLORBELA ESPANCA
Sim, digo "minha", porque nem a maturidade refreou este encantamento da minha juventude. Gosto do ímpeto, gosto do excesso e gosto da teatralidade desta escrita toda feita de emoção! Gosto do estilo grandiloquente e retórico, um pouco 'démodé' se visto à luz dos dias de hoje, em que a arte, julgando soltar-se, se prende ao quotidiano... E gosto até do egocentrismo exacerbado, tão romântico, tão trágico... A grande Florbela foi a minha primeira retratada feminina no desafio do Instagram chamado #portratit_challenge_2019, deixa "Autor". De tantas personalidades possíveis que admiro, preferi homenagear as mulheres e, porque não, figuras portuguesas. Pois aqui está quem amava "perdidamente" e era, porque poeta, "maior do que os homens"...
Em honra desta sensibilidade superlativa e inspiradora, celebrada por Pessoa, deixo aqui um dos meus exercícios de poesia (não é para rir!), também ele feito do ritmo que, pendularmente, evoca um passado perdido. É verdade: ainda hoje, por vezes, escrevo sonetos "à maneira de Florbela" (salvas, é claro, as devidas distâncias, de que estou muito humildemente ciente)!
MUITO TEMPO
Já faz tempo, muito tempo, que não vejo,
Pelas ruas da cidade adormecida,
O teu rasto, sempre dúbio, que o desejo
Transfigura face à dor em mim tecida.
Já há anos, tantos anos, que te sinto
Alheio e longe, num lugar desconhecido,
Tão estranho, transformado, bem distinto
Do que eras, ou a mim tinhas parecido.
Tua imagem nunca mais será igual,
Tua voz, teu gesto, já sem esperança,
De mim se afastam, para sempre, sem que o sinta.
Já são outros estes tempos, afinal,
Sem augúrio de afago ou de bonança,
E eu sou vento, sou memória quase extinta.
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22 de março de 2019
CAMÉLIAS
Foi um repto lançado aos PoSk (Porto Sketchers) através dos ASk (Aveiro Sketchers) no final de Fevereiro: desenhar camélias para uma exposição sobre as ditas, a ter ligar na Estação de S. Bento. Desenhar flores nem sempre é fácil, pois muito depressa se cai nos tons garridos e nas composições "pimba"... Numa primeira abordagem -- que, por pudor, não mostro aqui -- foi justamente esses erros que cometi. Mas à segunda lá me saiu uma coisita mais aceitável:
E aqui está a minha contribuição, devidamente emoldurada, na exposição:
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Flores e plantas
2 de março de 2019
REI, REININHO, REINAR...
Embarquei em mais um desafio de desenho, o #portraitchallenge_2019, no Instagram. Retratos? Pois sim, adoro. E, como não gosto nada da onda "selfie" dos dias que correm, com toda a gente a olhar apenas para o seu umbigo, quero praticar o retrato alheio. E começo em grande. Viva RR!
Começo em grande e começo pelos músicos, se bem que o Rui Reininho, letrista maior, encaixe também na categoria de poeta, ou "autor". É preciso explicar que as categorias do desafio são oito:
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25 de fevereiro de 2019
OUTRO AUTO-RETRATO
Juntei-me (ou melhor, juntaram-me) a um grupo do Facebook que apenas publica auto-retratos. E com uma particularidade: só aos Domingos. Por isso se chama "Selfportrait Sunday". Há-os de todas as formas e feitios, materiais e cores, tamanhos e fôlegos. É um espaço muito interessante e divertido. Como ontem foi Domingo, eis que me pus ao espelho de lápis e caderno na mão. Atenção: o caderno era um bloco "chunga" do meu rapazinho, que encontrei por ali. E saiu isto:
Não sei dizer se estou parecida, ou se apenas o estou em alguns aspectos... A minha irmã disse sem cerimónias que estou com "nariz à Michael Jackson"! Bah! O que importa é que deu para desenferrujar a mão. Outros auto-retratos virão. por certo melhores.
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31 de dezembro de 2018
UM ANIMAL QUE NUNCA VI
Acabo o ano com o desenho de um animal tão misterioso como familiar, resgatado dos meus cadernos atrasados, de uma página que remonta já a Outubro. Durante esse mês costuma decorrer um desafio internacional de desenho -- o Inktober, com uma deixa diária. Há muitos corajosos que o seguem religiosamente. Eu, avessa a obrigações nesta matéria lúdica, só tive vontade de fazer um único desenho durante o mês inteiro, o do dia 11. A deixa era "whale":
Como se vê, a minha baleia surge numa representação pouco original: a de se ver os dois níveis do mar, sobre e sob a linha da água. Pus ainda uma criança num barquito a afagar o focinho da dita e, depois, vários tons de azul e muita água. Gostei de dar rédea solta ao pincel e às manchas de tinta!
E é nesta cor versátil e infinita, o azul, que quero deixar os meus melhores votos de Ano Novo a quem visita este blogue. Depois da morte anunciada da blogosfera, verificar que ainda há pessoas -- muitas das quais eu também nunca vi mas que me são já tão familiares -- que continuam a passar por aqui, dando generosamente atenção aos meus desenhos, é motivo de muita alegria e gratidão. Muito obrigada pelo vosso apoio e carinho! E por aqui nos voltaremos a "ver", espero, daqui a um ano...
E é nesta cor versátil e infinita, o azul, que quero deixar os meus melhores votos de Ano Novo a quem visita este blogue. Depois da morte anunciada da blogosfera, verificar que ainda há pessoas -- muitas das quais eu também nunca vi mas que me são já tão familiares -- que continuam a passar por aqui, dando generosamente atenção aos meus desenhos, é motivo de muita alegria e gratidão. Muito obrigada pelo vosso apoio e carinho! E por aqui nos voltaremos a "ver", espero, daqui a um ano...
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20 de fevereiro de 2017
O QUARTO DA MINHA FILHA
Aqui vai, atrasadíssimo, o desenho correspondente ao dia 6 de Fevereiro do "A Drawing a Day": "room". Aproveitei um momento raro em que o quarto ao lado do meu estava arrumado e deitei mãos à obra:
Não foi fácil desenhar de tão perto uma cama de dossel, que equivale a encaixar um cubo enorme, feito apenas de arestas, num outro cubo (o quarto) com outras tantas linhas. Mas lá dá para ter uma ideia...
Pergunto-me quanto mais tempo este quarto estará assim, habitado e iluminado pela presença tão vibrante como caótica da sua ocupante. Uma parte da mãe que sou deseja que assim continue por muitos anos; outra parte sabe que isso nem sempre é bom sinal. Felizmente, a decisão não é minha. O quarto, esse, será sempre dela. É o quarto a que poderá sempre regressar.
Pergunto-me quanto mais tempo este quarto estará assim, habitado e iluminado pela presença tão vibrante como caótica da sua ocupante. Uma parte da mãe que sou deseja que assim continue por muitos anos; outra parte sabe que isso nem sempre é bom sinal. Felizmente, a decisão não é minha. O quarto, esse, será sempre dela. É o quarto a que poderá sempre regressar.
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6 de fevereiro de 2017
ARCA DE NOÉ
Eis o resultado de um sábado de dilúvio com o meu filho de seis anos em casa a desenhar ao meu lado...
Trata-se da primeira sugestão que agarro do Desafio "A Drawing a Day" para Fevereiro (sim, o desafio continua!). A dica do dia 4 era "Animal"... e não consegui decidir-me só por um!
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1 de fevereiro de 2017
TAXI DRIVER
A deixa do último dia de Janeiro do "A Drawing a Day" era "character". Depois de muitas gazetas, esta eu tinha de agarrar. É que soube desde logo qual queria escolher: a personagem de Scorcese. Desenhei Travis na versão pós-certinha, já vestido a rigor para o desastre:
Não me canso de rever este filme belíssimo (de 1976), nem de apreciar De Niro na pele do taxista icónico, um veterano de guerra mentalmente instável que percorre as noites de Nova Iorque num percurso descendente de revolta, solidão e morte.
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29 de janeiro de 2017
THE SEA, THE SEA
Outro desenho para o "A Drawing a Day", este a responder à deixa "Landscape", do dia 28 de Janeiro. Nada como uma brincadeira assim, feita em conjunto, para nos motivar a desenhar! Escolhi uma paisagem marinha, de Leça da Palmeira, com a barra do Porto de Leixões ao fundo e um céu ameaçador:
E, como título, o do romance de Iris Murdoch (Prémio Booker de 1978), que acho lindo!
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Mar
25 de janeiro de 2017
SELFIE
Mais uma tentativa de auto-retrato, desta vez como resposta ao "A Drawing a Day" de anteontem, dia 23. Fiquei com a cara esticada, com o nariz afilado tipo Michael Jackson e com uma testa que nunca mais acaba, mas não pude corrigir nada pois o desenho foi feito directamente a tinta, sem contemplações nem desculpas. Pus-me ao espelho com uma luz lateral forte, para conseguir sombras marcadas. Diga-se em rodapé que o meu filho de 6 anos me reconheceu, o que é sinal de alguma coisa – de quê não sei (mas palpita-me que seja de que tenho afinal a cara mais torta e esquisita do que pensava)...
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20 de janeiro de 2017
UMA CHÁVENA MATINAL
O título do desafio "A Drawing a Day" do passado dia 17 era "CUP". Optei por uma "teacup", acrescentei-lhe um "saucer" e obtive a chávena (de chá) e o pires em que todas as manhãs tomo o meu... café:
Li algures que, depois de um período de guerra, a coisa de que muitas pessoas mais gostavam era poder tomar o café da manhã enquanto liam o jornal do dia. Ou seja, uma situação tão banal simbolizava não só o prazer das coisas simples e a segurança dos gestos rotineiros mas também... a própria paz. Viva ela, pois, a paz! (Que sortudos somos...)
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18 de janeiro de 2017
RIDÍCULO
Chamar-lhe ridículo é talvez enganador. Talvez ele meta mais medo do que vontade de rir. Mas a apresentação e a mímica desta figura peculiar têm bastante de cómico. O cabelo. Os esgares. O efeito "escaldão com óculos de sol". Ora, a deixa para o desafio "A Drawing a Day" de 16 de Janeiro era o adjectivo em epígrafe. E não encontrei nada, nem ninguém, de mais ilustrativo do que este (assim chamado) "pig in a wig":
Na língua inglesa, o termo "pig" surge em expressões variadas, naturalmente pejorativas. Um machista é um "chauvinistic pig"; um racista é um "racist pig". E, como uma das muitas pérolas com que este homem brindou a população feminina foi a de lhes chamar "pigs", devolvo-lhe a gentileza, com pena no entanto do inocente suíno, que não merecia ser assim destratado.
Descobri entretanto que esta versão caricatural já tem vários precedentes. Deixo aqui alguns:
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16 de janeiro de 2017
UM INTENSO DESEJO
O título de hoje é a tradução de "craving", o nome do desafio "A Drawing a Day" de 15 de Janeiro. Nunca tinha feito uma aguarela assim, de doçaria e gulodices. Mas gostei de trabalhar no plano do pormenor, habituada que tenho andado ao desenho urbano em grande escala:
Que versão mais cândida do desejo haverá que a estomacal? Mas, como é sabido, o desejo esfuma-se quando consumado. Daí que me esforce por manter estas bombas calóricas no plano do apetite – e não da saciedade. Há que manter a chama acesa. 😁
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15 de janeiro de 2017
NANÁ AO QUADRADO
Fiz este esboço duplo da minha gata, num blocozinho de folhas finíssimas que tinha à mão, em resposta ao desafio "Um desenho por dia", lançado pela SketchBook Skool. A deixa do dia 14 (ontem) era "pet" – e o meu animal de estimação, único e absoluto, é a Naná, já pintada aqui e desenhada ali. Ei-la, de novo:
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