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21 de abril de 2018

NO CARVALHIDO, À CHUVA


Ora vamos lá a fazer uma publicaçãozita aqui no blogue, a ver se ele ressuscita!

Depois de uma semana abençoada de sol, eis que a tarde de sábado nos reservou um belo brinde. Mas os PoSk não se deixam intimidar: uma dependência do Multibanco mesmo em frente da antiga Igreja Paroquial do Carvalhido, no Porto, caiu-nos... do céu. E saiu um desenho:


No local, um cruzamento movimentado e barulhento que o esboço não conseguiu traduzir, o registo foi este, aqui mostrado numa fotografia tenebrosa que nem eu consigo explicar:


Vêm aí mais encontros de desenho, pelo que espero pôr aqui mais notícias em breve!

29 de janeiro de 2018

FIM DE ANO NA ESTAÇÃO


Ando com os desenhos atrasados e com a agenda baralhada. Este Encontro dos PoSk / Porto Sketchers foi antes do que mostrei aqui, mas só agora o publico. Aconteceu no dia 30 de Dezembro, um dia antes do Ano Velho, portanto. Um sábado à tarde — cheio de gente, e ruído, e compras de última hora. Já no ano passado ali nos tínhamos encontrado, e eu desenhei a Estação de S. Bento vista do outro lado da rua. Desta feita, optei por me sentar num dos degraus da Estação, olhando de frente para a Rua Mouzinho da Silveira. O desenho, com três guindastes incluídos e a Sé do lado esquerdo, ficou assim:



Perto do solstício de inverno, o sol pôs-se cedíssimo, pelas cinco da tarde, iluminando a partir da zona do rio os prédios ascendentes. Felizmente eu já estava a dar a "obra" por concluída. É um relevo acidentado e complexo, este da zona de S. Bento e da Sé:


E aqui estou eu, compenetrada no meu afã "desenhístico", (bem) apanhada pelo Abnose:


Um mestre da rapidez e do traço (o Paulo J. Mendes) captou-me neste curioso retrato, feito em menos de 5 minutos:


E aqui estamos todos, bem sorridentes e com a sensação de dever cumprido:

Esperemos que, em Dezembro, haja de novo uma despedida de ano neste sítio, que é afinal um dos locais mais típicos, rudes e barulhentos do Porto!

16 de janeiro de 2018

UMA CAPELA INSUSPEITA


Este sábado, dia de meteorologia temperamental, tivemos mais um Encontro PoSk (Porto Sketchers), desta vez na Rua dos Caldeireiros. Depois de um saboroso almoço (com uns filetes de polvo deliciosamente tenros), dirigimo-nos calmamente, rua abaixo, à procura do que apetecesse desenhar. Na verdade, apetecia tudo: a rua tem tanto de íngreme como de típica. De repente, à esquerda, surgiu o que parecia uma casa com um enorme oratório ao nível do primeiro andar. Era uma capela! Capela de Nª Senhora da Silva, dizia a placa, com oratório do séc. XVIII. Parámos logo ali, claro. O meu desenho, muito fracote e com erros crassos de perspectiva que tentei corrigir atabalhoadamente, ficou assim:


Quase no final da sessão de desenho, durante a qual o sol brilhou, um céu que de repente se pôs ameaçador desabou sobre nós com uma chuva gelada. Mas não há elementos que detenham os PoSk! Corajosamente, com guarda-chuvas e arrepios, ainda conseguimos tirar uma bela fotografia de grupo (por Abnose):


24 de abril de 2017

O BOLHÃO NUMA BOLHA DE TEMPO


Consta que o Mercado do Bolhão tem os dias contados no seu formato e aspecto actuais. Vai sofrer remodelações interiores profundas, ficando fechado por longos meses para obras. E os POSK, autêntico exército de registo patrimonial, meteram pés ao caminho antes que seja tarde! Foi no dia 8 de Abril. Eu, soldado-raso das canetas e pincéis, pus-me cá fora e registei a fachada da Rua Formosa, a qual talvez venha afinal a sofrer mudanças menos significativas:



O desenho no local, onde não o cheguei a pintar, ficou assim:



O meu poiso foi bem escolhido, no vão de uma montra de pijamas, defendida da multidão que calcorreava os passeios estreitos durante a manhã de sábado (obrigada ao Paulo Pebre pela interessante fotografia, que reflecte o motivo do meu desenho):


Mesmo assim, não me livrei do comentário de um miúdo de 5 anos, mimoso mas de língua afiada, que me informou, olhando com desdém para o meu esboço: "Tu não tens jeito nenhum para desenhar!" Ora bolas, lá se foram as minhas pretensões de ser a próxima Paula Rego!

Mais tarde, tirámos a fotografia de grupo, numa das escadarias interiores:



E, já cá fora, o grupo remanescente dirigiu-se, todo animado, ao lançamento do livro (sim, outro!) intitulado "Porto por / by Urban Sketchers". Foi um dia excelente, numa Primavera toda decidida.

5 de março de 2017

NO MIRADOURO DA VITÓRIA


Mais uma vez me dei conta de como desconhecemos o que nos está mais próximo. Refiro-me a lugares, se bem que as pessoas também possam ser exemplo disso. Nunca em toda a minha vida tinha descido a Rua de S. Bento da Vitória, em pleno coração do Porto, que desemboca no miradouro homónimo (propriedade privada mas aberta ao público – até quando, é caso para apreensão). Fi-lo num sábado, dia 25 de Fevereiro, uma manhã radiosa em que os PoSk tiveram o 12º Encontro. A vista é assombrosa, e mais assombrada estava eu por nunca ali ter ido. A aguarela, pintada depois em casa, ficou assim:


Sentada no meu banquinho de pescador, rabisquei no local a Sé, o Palácio Episcopal, a Igreja dos Grilos e a Ponte D. Luís:


Sob um sol dir-se-ia de Verão, tive de me pôr em manga curta, com o casaco de malha ridiculamente pousado sobre a cabeça a fazer as vezes de chapéu, enquanto as hordas de turistas iam e vinham. No fim da manhã, tirámos todos sorridentes a fotografia de grupo, cortesia do António Osório:




8 de janeiro de 2017

OS 100 ANOS DA ESTAÇÃO DE S.BENTO


A minha primeira publicação de 2017 é, afinal, de 2016 – mas do último dia, pelo que ainda se reveste de alguma novidade! Trata-se do desenho que fiz, na companhia dos Porto Sketchers, na tarde do dia 31 de Dezembro, para celebrar o centenário da Estação de S. Bento (vejam aqui alguns dados históricos interessantes). Estava um dia lindo, cheio de sol... e briol. E eu, sentada no meu banco novo de tripé, mesmo em cima da perigosa curva descendente, lá me lancei àquela quantidade de informação, sempre incapaz de a resolver com poucas linhas:



A páginas tantas, já cansada, com os pés gelados e quase a ponto de atirar com o caderno a algum dos turistas que constantemente se interpunham entre nós e a Estação, dei por terminado o esboço. Como disse depois, foi a versão possível dos 100 anos de S. Bento, com 100 gatos e 100 paciência para mais... Enfim, salvou-se o sorriso, num grupo muito simpático e produtivo:


Foi uma bela maneira de encerrar o Ano Velho!

16 de dezembro de 2016

A BATALHAR NA BATALHA


Ultimamente tenho andado tão preguiçosa para o desenho (e tão ocupada com coisas do trabalho) que praticamente só pego no caderno quando há encontros convocados. E este – o oitavo dos PoSk – foi ainda por cima convocado por... mim! Estava um frio gélido naquela manhã de fim de Novembro e caíam de vez em quando umas gotas impertinentes, mas como podia eu faltar? Lá fui, de barrete soviético na cabeça e bem enchouriçada. O meu plano era desenhar a fachada do Teatro S. João que se via no meu cartaz, mas resolvi-me antes pela Igreja de Stº Ildefonso e pelo largo em frente, onde desagua a Rua de Stª Catarina. O desenho foi mais uma vez pintado em casa e ficou assim:


As figuras que se avistam são o António, o Armando e a Alberta, eles também na labuta dos lápis e dos pincéis:


Depois do agradável almoço conjunto, que foi ali mesmo num snack-bar da Praça da Batalha, comecei a desejar ardentemente o meu sofá e umas pantufas. E assim desisti de mais empreendimentos pseudo-artísticos. Mas ficou a fotografia do grupo, essa cheia de calor humano, cujo mote parecia ser: "Contra o frio e os chuviscos... desenhar, desenhar"!



8 de dezembro de 2016

CASARIO DE MIRAGAIA


Finalmente pintei o desenho da manhã do Encontro PoSk 7, que teve lugar há mais de um mês em Miragaia. Foi no dia 29 de Outubro, um sábado extemporaneamente quente para vésperas dos Santos. O plano do Encontro era desenharmos o ambiente em torno da Alfândega na parte da manhã, e à tarde o Museu dos Transportes, onde estava patente uma mostra dos carros presidenciais, que eu já mostrei aqui. E assim foi. Quando cheguei sentei-me logo ali, de costas para o enorme edifício da Alfândega, numa escadaria que dava para um pequeno largo de paleta variada e muita vida:



O desenho mostra um presépio de casas, tão desencontradas quanto harmoniosas na sua diversidade:






Uma curiosidade é que os turistas, que abundam por ali, paravam de vez em quando a observar-nos, fazendo perguntas ou, gentilmente, algum elogio. Este foi um desses momentos, apanhado ao longe pelo Abnose com o zoom do seu telemóvel, em que um simpático grupo se acercou para dar dois dedos de conversa:



E nota-se como estávamos todos deliciados ao sol daquele Verão de S. Martinho antecipado...

21 de novembro de 2016

UM PACKARD PRESIDENCIAL


Na tarde do dia 29 de Outubro, o Encontro dos PoSk previa uma visita ao Museu dos Transportes, na Alfândega. Ali fomos ver os carros dos Presidentes da República, desde o Cadillac Sixty-Two de Craveiro Lopes, passando pelo Rolls de Américo Tomás, até ao discreto Citroën de Soares. Eu fiquei-me por um belo Packard Super Eight, de 1939, que serviu a Presidência ao longo de mais de 20 anos. Resolvi sentar-me no chão (que remédio!) e lá me encarreguei de o maltratar, tanto de trás...




...como depois, de pé e sem apoio para a mão direita, de frente:


Aqui deixo as provas circunstanciais:


Éramos poucos mas trabalhadores! 😊Aqui fica também o nosso retrato triunfal, depois de umas horas na semi-obscuridade, sem cadeiras, enquanto o dia cá fora estava radioso:




26 de outubro de 2016

UM 'OLDIE' JUNTO AO RIO


O meu segundo desenho do Encontro PoSk-6 foi feito numa agradável esplanada, em alegre converseta e com a Ponte da Arrábida logo ali. Estacionado sobre o passeio estava um carro antigo, a reluzir orgulhosamente ao sol pálido de Outono:


Era um Fiat 850 de 1968 (averiguei eu depois), vermelho vivo, coupé – uma pequena pérola muito estimada, como se ouve dizer no que toca a carros vintage. Eram para aí onze e meia da manhã quando o sol foi repentinamente engolido por um nevoeiro denso que vinha do mar. Mal tive tempo de terminar o esboço, antes de correr para a fotografia da praxe. Aqui está ele, ainda incompleto:


Foi outro belo encontro de desenho e convívio. Venham mais!

20 de outubro de 2016

ENCONTRO EM OUTUBRO


O sexto encontro dos PoSk (Porto Sketchers) foi num domingo de Outubro, numa manhã temperamental que começou com sol e acabou enevoada. Encontrámo-nos no Largo de Massarelos, ao fundo da Rua da Restauração, mesmo junto ao rio. Logo ali ao lado, fiz o meu primeiro desenho: o edifício da S.T.C.P. (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto), que data de 1915 e alberga hoje o Museu do Carro Eléctrico:



A sigla faz-me sorrir, pois era costume traduzir-se por "Somos Tratados Como Porcos", uma alusão aos desconfortos sofridos nos autocarros e eléctricos da Invicta. Aqui a versão a caneta, feita no local:


Fiz, como é meu costume, um segundo desenho – que mostrarei depois – mas agora deixo aqui a fotografia de grupo, já com folhas outonais no chão, antes da almoçarada num tasquiómetro local. Eu sou a segunda a rir da direita; o fotógrafo (Abnose) está à esquerda, em pose tensa depois das acrobacias da temporização:



12 de setembro de 2016

JARDIM BOTÂNICO DO PORTO


Foi na tarde deste sábado, dia 10, o 5º Encontro dos PoSk. O sol estava quente depois do almoço, pelo que optámos por começar pelas zonas mais sombreadas do grande recinto. Eu e o António ficámo-nos por um lago bem fresco, coberto por uma espécie de lentilha-de-água verde-limão, junto ao que parecia ter sido um moinho. Uma enorme costela-de-Adão subia por um dos lados da parede de pedra, ao passo que do outro havia um canavial. Deixei o desenho a preto e branco, pois trabalhei os contrastes com mais pormenor:


Quando comecei a sentir a sombra a tornar-se demasiado fresca, procurei o sol, sentando-me num dos jardins de buxo da enorme Casa Andresen. O desenho, bem torto, veio a merecer cor, numa tentativa esforçada de resgate:




Perto da hora do fecho, depois de analisados e comentados os desenhos de todos, posámos para a fotografia da praxe, que custou a sair, pois não acertávamos nem com o enquadramento nem com o temporizador:


Mais uma tarde muito bem passada, com boa companhia e bons desenhos!

31 de agosto de 2016

A CAPELA E O GUINDASTE


Como convém em zonas de faina marítima, a capela de Stª Catarina perfila-se junto ao Porto de Leixões, em Leça da Palmeira, muito perto do forte. Foi o meu segundo desenho do Encontro PoSk 4 (aqui particularmente entortado pela digitalização foleira feita em casa com o iPhone). E sim, aquela sucata em primeiro plano é, supostamente, uma carrinha Mercedes:



Este esboço bateu um recorde no meu historial de sketcher: o de o fazer em pé, com o caderno meio periclitante numa mão e a caneta, sem apoio, na outra. E quase bateu um segundo, o da velocidade, pois fi-lo em menos de um quarto de hora, uma raridade sempre para mim...


O meu terceiro e último desenho deste dia foi feito na marina de Leça. Porém, a profusão de informação visual e a proximidade cromática dos motivos (os barcos eram todos em branco e azul, azul e branco) fizeram com que o meu desenho se perdesse completamente. Mas lá o acabei. Só não pintei...


E aqui fica mais uma recordação de um belo encontro de quem gosta de desenhar (fotografia temporizada do Jorge Guedes):


29 de agosto de 2016

FORTE DE LEÇA


No 4º Encontro dos PoSk (Porto Sketchers) desenhei finalmente o monumento que passei a ver com tanta frequência desde que me instalei aos fins-de-semana em Leça da Palmeira. Fiz ao todo, ao longo daquele dia de sábado, 20 de Agosto, três desenhos, o que é dois terços mais do que o meu mísero saldo habitual. Mas fico-me pela quantidade, poupando os meus estimados leitores à questão da qualidade. Neste ângulo em que me coloquei apanhei o Paulo Pebre, ele próprio entretido a desenhar o dito:


Para produzir estes sarrabiscos pedi emprestada uma caixa de fruta vazia a uns vendedores ambulantes que descarregavam a camioneta ali no largo. E foi bem sentada nesse banco improvisado que o Jorge Guedes me fotografou...


3 de agosto de 2016

JARDIM DE S.LÁZARO


Só agora tive tempo de publicar o primeiro dos meus desenhos no Encontro PoSk 2 - Porto Sketchers. Foi no Jardim de S. Lázaro, no dia 16 de Julho, mas da parte da manhã. Adorei aquele jardim, que não conhecia bem, delimitado por um gradeamento clássico, cheio de sombras, de bancos e de gente a passear. Mas para o meu desenho escolhi um ângulo externo ao jardim: o Passeio de S. Lázaro, com as suas casas de fachadas estreitas, cobertas de azulejo e com pequenas sacadas, tão típicas do Porto. Ali no meio, um quiosque, típico também. E, em primeiro plano, as grades de ferro:


Aqui, o esboço, feito a partir de um banco de jardim muito concorrido, tanto por pardais como por humanos, porque ao lado de um bebedouro:


Faltaram-me os ramos das árvores ali por cima e as pessoas... Algumas dessas aparecem aqui, moi inclusive, na sorridente fotografia de grupo:





21 de julho de 2016

SERRA DO PILAR

Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
Vê um velho casario
Que se estende até ao mar
(Carlos Tê, "Porto Sentido")

Foi este sábado, dia 16, o segundo encontro dos PoSk - Porto Sketchers. E que bem se passou o dia, com boa conversa e agradável convívio! O desenho que aqui trago foi o da tarde. Sim, porque fiz apenas um mísero desenho depois dos pregos no pão. Aqui a signatária não consegue trabalhar com mais produtividade... Um pouco à frente das Fontainhas, esta é a vista para a Serra do Pilar, com um pedaço da ponte D. Luiz (ortografia antiga) a aparecer:


Desta vez não me apeteceu tentar a cor "on the spot". Pu-la em casa. O desenho só a tinta foi este:


Ainda sinto a brisa do rio nesta tarde quente de Verão... Fiz o meu esboço sentada num banquinho que o Armando cavalheirescamente me emprestou, de contrário não teria aguentado nem dez minutos. A fotografia foi, como se diz em gíria jornalística, "cortesia" do Jorge, simpático repórter de serviço nesta divertida jornada de riscos e rabiscos:


23 de junho de 2016

MANHÃ AZUL


Uma coisa boa deste passatempo dos desenhos é poder fazê-los em grupo, em alegre convívio e amena cavaqueira. Desta vez o encontro foi na escadaria do jardim da Cordoaria, mesmo em frente à Rua do Dr. Barbosa de Castro, que desce em direcção ao rio e a Gaia, a surgir verdejante do outro lado. Estava uma manhã de sábado luminosa e movimentada, cheia de turistas a circular por ali, mas o desenho surgiu calmamente, sem pressas nem preocupações com os erros de percurso. Logo a seguir, e também no local, as cores:



Acham que saíram berrantes, demasiado garridas, sanjoaninas? Eu concordo, mas paciência. Ficam as memórias agradáveis que o registo evoca!