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23 de janeiro de 2018

POR CASA


Desenhar também é bom no aconchego do lar, sobretudo num dia frio e cinzento — e ainda mais se for domingo. Para não enferrujar a mão pus-me anteontem a rabiscar a sala, a partir do sofá. O esboço lá foi saindo, com um pontapé aqui e outro ali, esticadelas por um lado e encolhimentos por outro:



Mas pintar é que não é nada fácil quando as cores são o branco sobre branco e vários tons neutros. Enfim, lá me valeram os apontamentos de cor dos objectos e dos livros. A luz, essa, esteve sempre tímida, e depressa se apagou, com o sol a pôr-se pelas cinco e meia. Que saudades dos dias grandes de Verão!


20 de fevereiro de 2017

O QUARTO DA MINHA FILHA


Aqui vai, atrasadíssimo, o desenho correspondente ao dia 6 de Fevereiro do "A Drawing a Day": "room". Aproveitei um momento raro em que o quarto ao lado do meu estava arrumado e deitei mãos à obra:




Não foi fácil desenhar de tão perto uma cama de dossel, que equivale a encaixar um cubo enorme, feito apenas de arestas, num outro cubo (o quarto) com outras tantas linhas. Mas lá dá para ter uma ideia...

Pergunto-me quanto mais tempo este quarto estará assim, habitado e iluminado pela presença tão vibrante como caótica da sua ocupante. Uma parte da mãe que sou deseja que assim continue por muitos anos; outra parte sabe que isso nem sempre é bom sinal. Felizmente, a decisão não é minha. O quarto, esse, será sempre dela. É o quarto a que poderá sempre regressar.

2 de março de 2015

O MEU CADEIRÃO


É um Corbusier que veio com um "brinde" da loja, onde era o último da colecção: uns riscos fundos no couro, pelos quais não obtive desconto algum, pffff! Mas lá me mentalizei que lhe davam patine e passei adiante... Olho para ele sempre que me sento no sofá do escritório, vendo-o ali junto à varanda e aos livros da estante, com a yucca a verdejar lá fora, e continuo a gostar das suas linhas geométricas e limpas:


A aguarela começou pela dita yucca e suas folhas pontiagudas, passando às cores variadas do kilim:


Depois vieram os livros, multicores e trabalhosos, seguidos do primeiro problema: a cor do soalho. Não sei por que carga de água o castanho me saiu esverdeado... Mas está a andar que se faz tarde!


O cadeirão veio de seguida e, para terminar, toques de sombra aqui a ali:


Ah, e a correcção da cor do soalho, com uma capa de siena queimada:


Aqui fica a "obra" terminada, para registo futuro, com tons bem mais vivos do que costumo usar. É o meu segundo desenho de interiores, e descobri que também gosto de rabiscar estes espaços domésticos, mais pessoais. Que vos parece?

16 de fevereiro de 2015

FERRAMENTA PARA SONHAR: A MINHA ALMOFADA


A minha primeira aguarela de interiores surgiu-me da ideia de desenhar uma ferramenta. Leram bem: uma ferramenta. É que na comunidade Urban Sketchers Portugal de que faço parte foi lançado um desafio para o mês de Fevereiro que consistia em "desenhar o que quer que seja que se considere uma ferramenta". Não me apetecendo desenhar objectos cinzentos ou metálicos, cortantes ou perfuradores, tão severos no seu propósito, tão sisudos na sua eficácia, olhei o termo "ferramenta" com alguma largueza conceptual... A saber: a minha almofada é a ferramenta que me permite conciliar o sono, ou o utensílio sem o qual não consigo realizar o acto de dormir. Aqui está ela:


E aqui estão, mais uma vez, os passos do processo, o mais íntimo que fiz até agora - e um dos mais fluidos e divertidos. Comecei pela parede, num cinza azulado:


Depois, o padrão floral dos reposteiros e o abat-jour pregueado do candeeiro da mesa-de-cabeceira:


Seguiram-se os livros, os reflexos da luz sobre o cadeirão de leitura e, lá fora, os prédios da cidade, espraiada ao longe sob os meus olhos:


Mais uns toques de sombra: sobre os lençóis e sobre a parede...


... E assim ficou. Caso o meu contributo para o Desafio USkP não convença, vou ali aproveitar e dormir uma sesta. Uma sesta de sábado à tarde, com este sol a entrar, em barras horizontais, cálidas, desenhando sonhos sobre uma almofada macia.