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13 de maio de 2019

BROKEN BICYCLES


Broken bicycles, old busted chains,
With rusted handlebars out in the rain.
Somebody must have an orphanage for
All these things that nobody wants any more!

(Tom Waits, 1982, "Broken Bicycles") 

Estive em Londres em Janeiro, mas só agora pintei os desenhos que lá fiz. Este que aqui trago hoje foi feito numa terça-feira inundada de um sol inesperado. Vi esta esquina - anónima mas com um vizinho eminente (o Museu Britânico) - e adorei o seu 'pub' pintado de um azul escuro forte, engalanado ainda de luzes de Natal. No poste em frente, uma bicicleta com uma só roda jazia, esquecida. Era uma das muitas bicicletas abandonadas que se vê por tantas cidades europeias:


A cena trouxe-me à memória a canção do Tom Waits. E esta, por seu turno, transportou-me para a minha adolescência nos anos 80. Não há como a música para nos fazer reviver recordações antigas, não é?


Aqui fica o desenho, recém-acabado, quando já me gelavam as mãos e a ponta do nariz. Neste caso, tenho que admitir: o desenho só a tinta agrada-me muito mais do que a versão aguarelada. É um daqueles exemplos em que um desenho que nos sai bem pode ser deitado a perder na fase da cor:

15 de agosto de 2016

NATIONAL GALLERY


Eis o terceiro e último desenho da minha ida a Londres no final de Julho:




Aproveitei o "day off" que o programa do congresso nos concedia à quarta-feira e lá fui, on foot, rever os sítios de sempre. No regresso do Big Ben e do nº 10 da Downing Street, sentei-me no muro lateral do Trafalgar Square, com a coluna de Nelson fora do enquadramento, mas de frente para a National Gallery:




8 de agosto de 2016

BRITISH MUSEUM


Ficando no quarteirão mesmo ao lado do University College, não admira que tivesse sido um dos poucos sítios para onde me pude escapulir num dos intervalos dos trabalhos do congresso. O desenho até começou bem: o corpo central da fachada neoclássica, encimado pela bandeira, não me desagradou. Mas logo tive a infeliz ideia de meter gente. Num instante dei cabo do desenho, com aquelas figuras abonecadas, de proporções irregulares, só superadas por aquele táxi lamentável em primeiro plano... Oh well!



Esta obra-prima foi realizada a partir dos degraus de um prédio fronteiro onde, por entre as centenas de turistas que por ali passavam, lá fui aldrabando nas volumetrias e nas verticalidades:


Com uma certeza fiquei: esta preciosidade não vai ficar exposta neste museu. Curadores do British Museum, conformem-se!

4 de agosto de 2016

VISTA DO MEU HOTEL...


... para um dos lados do verdejante Russell Square, mesmo ao lado da Universidade de Londres, onde estive no fim de Julho num congresso. A rua em ponto de fuga é a Southampton Row. A zona em branco significa que me fartei a meio do desenho, com tanta janela e tanta porta. E sim, aquele círculo no cimo do desenho é mesmo o London Eye!


Bom, como de costume as cores sairam-me muito optimistas. A realidade, a bem da verdade, era ligeiramente outra:


Fiz outros dois desenhos nesta curta estadia, em parcas escapadelas entre comunicações. Foi o que se pôde arranjar... I'll show them later!

P.S. Só depois de publicar este "post" tive conhecimento do atentado ocorrido neste mesmíssimo lugar, às 10:30h da noite de ontem. Uma turista americana morreu e cinco outras pessoas, de várias nacionalidades, ficaram feridas, quando um jovem de 19 anos se pôs a esfaquear quem passava. Escusado será dizer que a notícia me deixou siderada. A sensação que tive nos cinco dias que ali passei, há menos de uma semana, foi de paz e tranquilidade, de absoluta segurança. Quão ilusória, vejo agora! Mais uma vez, a loucura e o terror surgiram onde menos se esperaria.