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29 de janeiro de 2017

THE SEA, THE SEA


Outro desenho para o "A Drawing a Day", este a responder à deixa "Landscape", do dia 28 de Janeiro. Nada como uma brincadeira assim, feita em conjunto, para nos motivar a desenhar! Escolhi uma paisagem marinha, de Leça da Palmeira, com a barra do Porto de Leixões ao fundo e um céu ameaçador:


E, como título, o do romance de Iris Murdoch (Prémio Booker de 1978), que acho lindo!

10 de setembro de 2016

PRAIA DOS BEIJINHOS


Com o diminutivo parece algo de romântico, quase adolescente, lembrando beijinhos de namorados. Mas esta praia de Leça tem umas rochas dramáticas, escarpadas, cheias de arestas e bicos perversos. No inverno impõe respeito, mas no Verão também não é exactamente convidativa para banhos. Desenhei-a já em Setembro, numa manhã com uma aragem fresca e quase ninguém na praia:



Uma semana antes, um homem de 67 anos morrera ali mesmo, no rebentar das ondas. Segundo as notícias, não se chegou a aperceber do perigo que corria, pois não pediu socorro. A primeira onda embrulhou-o, a segunda atirou-o para as rochas, à terceira já estava sem sentidos. Beijo?... Beijo da morte, talvez.

Mas olhando para a direita, a paisagem torna-se mais domesticada, com barracas, sinalética e e esplanada do restaurante Fuzelhas. Desenhei-a também, num esboço muito rápido, que pensei descartar. Mas aqui o deixo, para marcar a estação balnear que agora finda, com uns banhistas algo incongruentes deitados directamente sobre a areia:



8 de maio de 2016

PAREDES BRANCAS DE ARZILA


Acabadas as chuvas de Abril, parece que voltámos ao dilúvio. Com licença, vou ali a Marrocos apanhar sol e já volto. Uma das coisas boas destas viagens pelo meu álbum de recordações é que sou dona do tempo - tanto na vertente meteorológica como cronológica. E também sou senhora do espaço. Controlo as deslocações aéreas e evito as enchentes nos aeroportos; vou onde quero no momento em que quero! E sem atrasos, nem filas de passaporte, nem controlos alfandegários... Pois bem, onde me apetece voltar hoje? Pode ser ali ao sul, passando o ferry para África. Ora vejam a beleza deste branco contra o azul do mar (bem, a beleza vê-se ao vivo; aqui está bastante adulterada, mas adiante):



São as muralhas de Arzila, 40 km a sul de Tânger, construídas pelos portugueses durante a primeira ocupação (1570-1650). A minha "ocupação" de Arzila, para sorte dos marroquinos, durou bastante menos (uma tarde) e foi em 2009:


14 de abril de 2016

BOA NOVA


Não, não tenho nenhuma notícia particularmente boa para dar, além de que, é certo, me diverti bastante com este desenho. É a Casa de Chá da Boa Nova, do Siza Vieira, em Leça da Palmeira. Já estava há que tempos para a desenhar. E foi este sábado. Uma maravilha, o sol que acabou por brilhar! Deu-me logo vontade de sair, apanhar ar, desentorpecer e exercitar (sedentária incorrigível em que me tornei). Peguei na bicicleta e lá fui, passeio fora, mesmo junto às ondas. O mar estava lindo, um pouco revolto, ainda invernoso, mas a luz, límpida.


E em casa veio a aguarela:


13 de julho de 2015

O MAR DE BAIONA


O mar de Baiona, na Galiza, tem ilhas a enfeitar o horizonte e, nos dois dias que lá passei, estava de um azul resplandecente:


Bem, talvez o azul não fosse exactamente este, mas foi o que me saiu! O esboço, fi-lo sob um calor pouco habitual nestas terras do norte, pelo que foi bastante rápido. Do lado esquerdo vê-se a península em que está o castelo e, dentro dele, o Parador. À direita estão as ilhas Cíes:


E, no meu caderno, ficou a vontade de lá voltar.

4 de julho de 2015

UM MOINHO NA PRAIA


Eu sei que concorrer de novo aos desafios USkP quando tenho lá no cabeçalho, dia após dia, várias caretas e esgares meus a espantar os visitantes é esticar a corda. Estou a melgar toda a gente! Mas não resisti ao desafio do "Calor" — nativa de Agosto e do hemisfério Sul que sou. E acho, claro, que me podem sempre dar o "ghosting treatment". Sabem o que é, o mais recente neologismo da língua de Her Majesty? É o que, segundo o New York Times, a Charlize Theron fez ao Sean Penn para acabar o namoro: ignorar e não responder. É o mínimo que eu mereço, eheheh! E depois posso sempre ir pedir consolo ao Penn.


Mas aqui vai. Um moinho na praia. Calor e banhistas. Toldos e guarda-sóis. Mirones. E o mar a perder de vista... Ah, um pormenor circunstancial: a praia, olhando-se para o lado esquerdo, é rústica, de pescadores e de faina, com peixe fresco vendido na hora. Hei-de lá voltar para desenhar os barcos e as redes. É a Apúlia, onde desta vez fixei apenas o ócio de Verão.