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31 de março de 2016

MAIS UM "CAFÉ DE LA PAIX"


[Aviso à navegação: este é um post excepcionalmente longo. 
Arranjar uma cadeira.]

Tenho adiado trazer aqui memórias de Paris por saber que qualquer coisa que tente desenhar já terá sido vista um milhão de vezes. Não conheço nenhuma cidade mais pintada do que Paris, ou alguma em que se vejam tantos pintores de rua no seu afã eterno. Por isso, quando finalmente me decidi, saudosa, rabiscar a cidade, resolvi evitar o Sena a todo o custo, a Torre Eiffel, claro está, e outros lugares-comuns como o Sacré Coeur e Notre Dame. Vou desenhar uma esquina, decidi. Uma cena de rua, com gente e carros, talvez um monumento, sim, mas em segundo plano. Ah, e uma esplanada! Como desenhar Paris sem as suas esplanadas? Mãos à obra, pensei, determinada. E saiu-me isto:





O que aqui vêem é o Café de la Paix, com a Ópera a espreitar em segundo plano. (Comi ali certa vez um mille feuilles com - imagine-se - pétalas de rosa que, além de me custar uma fortuna, me deu a impressão que estava a engolir um perfume de avó.) Quando acabei o desenho, longe estava eu de saber, por muito que pressentisse a concorrência esmagadora, que...

22 de fevereiro de 2016

PEOPLE GOING BY


The colors of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
Louis Armstrong ("What a wonderful world")

É muito giro observar pessoas a passar na rua, embrenhadas nos seus assuntos e com o fito dos seus destinos. Algumas vão absortas; outras falam sem parar. Há as que vão relaxadas; outras passam esbaforidas. Estas que aqui tentei desenhar, em escala reduzida (2cm por figura), foram captadas em Paris, em frente à Opera, quando eu, sentada na escadaria, fazia horas para apanhar o comboio que me levaria ao aeroporto. Daí a diversidade étnica e de indumentária dos transeuntes, entre os quais até se via uma japonesa de kimono:


Não há como a figura humana para dar vida e alma a um desenho! Claro que o problema é apanhar as pessoas sem parecerem zombies ou bonecos articulados. Tenho um triste cadastro de mostrengos nos meus cadernos... Mas toca a praticar, e talvez a coisa vá!