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29 de dezembro de 2017

AO ESPELHO COM A NANÁ


A minha gata costuma aproveitar-se do meu colo durante o inverno, ignorando-me com altivez quando fica calor. Nestes dias mais frios, é certo e sabido: quando me sento, lá vem ela. E eu deixo, claro. Como resistir-lhe? Enroscada sobre as minhas pernas, ronrona deliciada enquanto me autoriza a fazer-lhe festas. Hoje, entre um afago e outro, vi-a tão sossegada que resolvi tentar um retrato. Pedi que me trouxessem um espelho e mo colocassem em frente. Desta vez usei primeiro o lápis — e ainda bem, pois tive de apagar várias vezes. Mas lá acabou por sair, com a roupa amarrotada, a caneta na mão inversa e a Naná a servir de secretária:


E aqui fica o registo do momento em fotografia, com dentes incluídos, na qual se pode ver...

29 de novembro de 2017

ZOE


Uma menina-mulher, com folhos e um cabelo imenso, a abrir — e a fechar — novembro:


25 de setembro de 2017

BEACH BODIES II


Se não me despacho, não tarda nada chega o Inverno e ficamos com arrepios ao ver gente em traje de banho... Segundo conjunto da série "playera", com mais seis veraneantes, estes todos de inspiração "catwalk": 


Já só falta mais um para terminar esta longa empreitada das pessoas vistas de trás a caminhar.

4 de setembro de 2017

BEACH BODIES I


Agora que o Verão se aproxima do fim é que eu venho falar de praia — ou melhor, de quem por ela se passeia, na areia molhada, pela orla das ondas. De biquíni ou calção de banho, com ou sem chapéu, rápido ou devagar, com companhia ou solitariamente. Uns mais pálidos, outros mais tostados. Comum a todos, uma vez mais, a perspectiva — olhados de retaguarda:


31 de agosto de 2017

DO PÊSSEGO AO CHOCOLATE


É tão interessante tentar captar a diversidade das cores da pele humana. A paleta é realmente extensa, nada tendo a ver com a antítese Ebony and Ivory que cantavam Paul McCartney e Stevie Wonder. Misturando carmim e ocre em diferentes proporções e densidades conseguem-se os tons mais rosados, pálidos ou amarelados da pele caucasiana. Com os terra de siena crus e queimados lá se vai dando alguma ideia de tudo o que se mistura para além disso e que em nada se equaciona com a cor negra. Aqui ficam dois exemplos de cada, por sinal em corpos particularmente esbeltos e harmoniosos – também eles em caminhada de afastamento:


26 de julho de 2017

IDADES


Mais um da série "pessoas que se afastam". Desta vez, aconteceu desenhar o que parecem ser estádios etários bem distintos: a infância, a adolescência, a idade adulta e a terceira idade. É curioso ver-se a diversidade das indumentárias, aqui enriquecida por um pozinho de especiarias da Índia:




19 de julho de 2017

UM HOMEM E TRÊS MULHERES


Não, não é poligamia. É apenas a combinatória inversa do "post" anterior, feita igualmente ao acaso e com a mesma temática: figuras aleatórias a caminhar pela rua, vistas de costas. Também aqui se misturam as estações, mas desta vez igualmente as mãos: há um casal que caminha de dedos enlaçados. Já as senhoras protegem as mãos do frio metendo-as nos bolsos.


17 de julho de 2017

VERÃO VS. INVERNO


Cá continuo, toda divertida, com os meus estudos de pessoas em movimento. Desta vez, uma indumentária de Verão, feminina, lado a lado com três espécimes invernosos, masculinos. Só o cão é uni-estação – e de sexo indefinido. Deixemo-lo assim, qual ser angélico a vogar por esferas livres, sem normas nem atavios. (Mesmo nessa dimensão, fazia-lhe bem uma dieta.)




13 de julho de 2017

GENTE QUE PASSA


Dois estudos sobre a figura humana:



Poucas coisas me dão mais prazer do que desenhar pessoas. Estas, cheias de Verão e tranquilidade, sabem-me já a férias...

7 de maio de 2017

CORES E DOLORES


Com as cores de Cuba, o cigarro na mão, as argolas, as tatuagens, o olhar desafiador e toda a juventude do mundo. É a Dolores – outra modelo Sktchy. Agora estou nesta onda.


30 de abril de 2017

ABIGAIL


... ou verde sobre azul. Foi a minha primeira tentativa de retratar um dos modelos do Sktchy, 'site' que pretende "ligar as pessoas através da arte":


1 de fevereiro de 2017

TAXI DRIVER


A deixa do último dia de Janeiro do "A Drawing a Day" era "character". Depois de muitas gazetas, esta eu tinha de agarrar. É que soube desde logo qual queria escolher: a personagem de Scorcese. Desenhei Travis na versão pós-certinha, já vestido a rigor para o desastre:


Não me canso de rever este filme belíssimo (de 1976), nem de apreciar De Niro na pele do taxista icónico, um veterano de guerra mentalmente instável que percorre as noites de Nova Iorque num percurso descendente de revolta, solidão e morte.

25 de janeiro de 2017

SELFIE


Mais uma tentativa de auto-retrato, desta vez como resposta ao "A Drawing a Day" de anteontem, dia 23. Fiquei com a cara esticada, com o nariz afilado tipo Michael Jackson e com uma testa que nunca mais acaba, mas não pude corrigir nada pois o desenho foi feito directamente a tinta, sem contemplações nem desculpas. Pus-me ao espelho com uma luz lateral forte, para conseguir sombras marcadas. Diga-se em rodapé que o meu filho de 6 anos me reconheceu, o que é sinal de alguma coisa – de quê não sei (mas palpita-me que seja de que tenho afinal a cara mais torta e esquisita do que pensava)...




18 de janeiro de 2017

RIDÍCULO


Chamar-lhe ridículo é talvez enganador. Talvez ele meta mais medo do que vontade de rir. Mas a apresentação e a mímica desta figura peculiar têm bastante de cómico. O cabelo. Os esgares. O efeito "escaldão com óculos de sol". Ora, a deixa para o desafio "A Drawing a Day" de 16 de Janeiro era o adjectivo em epígrafe. E não encontrei nada, nem ninguém, de mais ilustrativo do que este (assim chamado) "pig in a wig":


Na língua inglesa, o termo "pig" surge em expressões variadas, naturalmente pejorativas. Um machista é um "chauvinistic pig"; um racista é um "racist pig". E, como uma das muitas pérolas com que este homem brindou a população feminina foi a de lhes chamar "pigs", devolvo-lhe a gentileza, com pena no entanto do inocente suíno, que não merecia ser assim destratado.

Descobri entretanto que esta versão caricatural já tem vários precedentes. Deixo aqui alguns:

31 de dezembro de 2016

UM NU PARA FECHAR O ANO


Com o frio que está lá fora não apetece muito tirar a roupa, mas esta modelo não se mostra nada arrepiada. Encontrei-a num site chamado "Quick Poses" para aprendizes de gatafunhices (como eu), onde algumas almas caridosas se despem para bem da arte. É o primeiro nu que aqui publico, e é um pouco inglório pois não foi feito ao vivo, mas a olhar para a fotografia. Bah! Servirá para dizer adeus ao ano velho – e fazer votos para que 2017 nos deixe mais aconchegados e menos despidos, digamos, de esperança!


7 de outubro de 2016

BB


O acrónimo bem que podia significar "Bela-entre-as-Belas", mas Brigitte Bardot cedo se fartou do rótulo. Retirou-se antes dos 40 anos, com uma espécie de "indigestão" de imagens dela própria, como haveria de dizer numa entrevista. Mas percebe-se o porquê da perseguição e da glória, olhando-se para a geometria perfeita destas feições singulares:


Hoje com 82 anos, intocados pelo bisturi, BB persevera na luta pelos direitos dos animais. Porém, outras causas menos nobres a fizeram cair recentemente em desgraça, como a de uma França limpa de islamismo através do apoio à extrema-direita. Um ícone do séc. XX e um ídolo nacional – que deu corpo ao busto da République – feito de luzes e de sombras, aqui em desenho a grafite sobre papel reciclado.

27 de setembro de 2016

HUGH JACKMAN A PARTIR DE LEIBOVITZ


Fazer o retrato da minha filha, que mostrei aqui, fez-me recordar o quanto sempre gostei de desenhar pessoas. O que trago hoje é algo de bem diferente, feito sem linha a tinta e com mancha de aguarela em camadas sobrepostas. Trata-se da minha versão de uma fotografia lindíssima de Annie Leibovitz. O actor aparece ataviado de personagem de Les Misérables, com sombras fortes e cores intensas no vestuário e no background - que eu, receosa de não lhes fazer justiça, optei por ignorar: 


Ok, sei que não está reconhecível, que o rosto ficou alongado demais e os olhos pequenos demais e que a distância do queixo ao ombro dá a impressão de um pescoço de girafa. Mas valeu pelo treino das sombras e da cor da pele em aguarela...

22 de agosto de 2016

UMA RAPARIGA NO SOFÁ


Desta vez não precisei de sair de casa para caçar um desenho. Foi aqui mesmo, na sala. A presa? A minha filha:


Eis o esboço de 15 minutos, sob pressão, pois o modelo ia sair e estava com poucas contemplações para estas ideias peregrinas da mãe:


De bom grado ou não, acho que a minha filha vai servir de cobaia mais vezes...

27 de abril de 2016

OS ALUNOS


Dizia um antigo professor meu que felizmente os alunos não envelhecem nunca. Assim parece, realmente. Ao passo que nós, como toda a gente, vamos mostrando cada vez mais a idade, temos sempre alunos jovens à nossa frente, como se o tempo não passasse por eles. Ano após ano conhecemos turmas novas, cheias de caras frescas como alfaces:



O meu professor tinha razão. Uma das coisas boas da nossa profissão é lidarmos com gente jovem e saudável. Em princípio, claro. Não lidamos com a doença, como os médicos e os enfermeiros, nem com o conflito, como os advogados e os juízes, nem com a burocracia, como os funcionários e os técnicos. É claro que, por vezes, também nos deparamos com casos de doença, conflito e (é certo) uma boa dose de burocracia. Mas não é essa a natureza do que fazemos. Cabe-nos ensinar e acompanhar pessoas na flor da idade, que querem aprender, fazer coisas, "começar" a vida – e este impulso de renovação e recomeço consegue contagiar-nos. Os alunos são sempre diferentes, claro, a cada semestre que passa, mas na memória acumulada e confundida ano após ano, é como se fossem sempre os mesmos, imutáveis, sempre jovens. Sempre com 20 anos... Por isso, a Alexandra, o Tiago e a Joana – alunos meus que tento retratar acima – representam, apesar de únicos e irrepetíveis na sua individualidade, essa essência de juventude que aos meus olhos continuamente se repete e eterniza.

20 de abril de 2016

TORPOR NA RELVA

Though nothing can bring back the hour 
Of splendour in the grass, of glory in the flower, 
We will grieve not, rather find 
Strength in what remains behind
(William Wordsworth)

Chamar-lhe "esplendor" seria talvez demasiado poético, mas este preguiçar indolente sob o sol da tarde tem na verdade um pouco da glória dos prazeres simples. E tem também aquele brilho tão especial da luz de Abril, captado entre chuvadas de Primavera. Uma pequena extravagância, estes minutos roubados à rotina do trabalho:
Não costumo desenhar com lapiseira Bic, mas desta vez foi o que tinha à mão. O papel? Bem, o único que encontrei: uma das folhas A4 que tinha na impressora do meu gabinete. Algumas das figuras, como se vê, nem mereceram cor, tão frágil e delicado se mostrou o papel perante a aguarela...




Possamos nós, como aconselha Wordsworth, colher força no passado para fazer face ao futuro. Ou, no que toca a sestas na relva, gozar estes intervalos de sol para aguentar a chuva toda que ainda está para vir.