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24 de abril de 2019

IGREJA DA FOZ


Mais um desenho feito na Foz (o primeiro foi ESTE), num dos encontros PoSk a que consegui ir. Depois do almoço, fomos até à Igreja de S. João da Foz, que se ergue, altiva e monumental, entre o casario da Foz Velha:


E eu, com o meu banquinho, sentei-me já na descida, em equilíbrio um pouco precário dado o desnível do passeio. Mas sobrevivi, e lá saiu o desenho:


E aqui a minha aguarela exposta no Bar ESPIGA, aquando da Comemoração do 3º aniversário dos PoSk, em Junho de 2019:

E com alguns dos ilustres visitantes:




13 de fevereiro de 2019

LELLO & COMPANHIA


O segundo registo da minha incursão pela Baixa em finais de Janeiro foi um desenho todo certinho e bem-comportado do conjunto de fachadas em torno da Livraria Lello, hoje célebre e incontornável ponto de encontro de centenas de turistas diários. As cores também me saíram pálidas e sem rasgo, mas foi o que se conseguiu arranjar. Há que mencionar que fiz o desenho à sombra, sentada num paralelepípedo de pedra, que me gelou uma certa parte da anatomia e a inspiração:



Aqui fica também o desenho terminado no local, com mota incluída:

3 de fevereiro de 2019

IGREJA DOS CLÉRIGOS AO SOM TECHNO


Na semana passada fui desenhar para a Baixa. Dia de sol, bonito mas muito frio. Junto aos Clérigos, encostei-me à porta de uma loja em obras, da qual saía um chinfrim de música enlatada. A cada dez minutos aparecia um trolha diferente a assobiar e a palitar os dentes. Faziam-se de desentendidos enquanto davam uma espreitadela à rua, às raparigas que passavam, ou ao meu desenho. A igreja, vista daquele ângulo, é imponente, quase esmagadora. Ao tentar desenhá-la saiu-me uma perspectiva em pirâmide bastante, digamos, discotequeira. Mas o Nasoni perdoou-me, eu sei, pois vi-o por ali também a bater o pé.


No local, foi um desafio não me perder pelos caprichos da belíssima fachada barroca -- que, com deslizes e patinagens mais ou menos artísticas, lá saiu em meia hora:


Gosto da liberdade destes traços gatafunhados, embora os tente pouco (lembro-me desta outra igreja, também desenhada assim, ou desta também...). Tenho de gatafunhar mais vezes. :)

29 de dezembro de 2018

E O PORTO AQUI TÃO PERTO...


...visto de Gaia. Foi o meu segundo desenho no PoSk Vadio que se seguiu ao Simpósio Internacional USK 2018, em Julho (o primeiro foi este). Faltava-me pintar o esboço, e ficou assim, sem grandes complicações:



O desenho, esse, foi feito com lentes zoom, tal como o anterior:


Assim continuo a dar vazão aos diversos desenhos que tenho na fila de espera para a aguarela. É um problema crónico: como não pinto no local, vou acumulando para depois pintar em casa... E procrastinando (se é que a palavra existe em português!)... 

16 de dezembro de 2018

DUAS ESQUINAS


Na parte de tarde do Encontro PoSk, este Agosto, fomos descendo em direcção ao Jardim de S. Lázaro, onde por sinal já tínhamos estado a desenhar há uns bons meses (aqui). Houve quem ficasse dentro do recinto, mas eu sentei-me cá fora, nos degraus de um dos portões. E não me pus com esquisitices: desenhei o que tinha mesmo à minha frente:


E o que tinha à minha frente era a Rua de S. Vítor, alinhada a partir da Av. Rodrigues de Freitas, face à qual formava duas esquinas. A tarde estava linda, com um sol que iluminava tudo:


E eu fui apanhada sentada nos degraus do Jardim de S. Lázaro pelo Tiago Ramitos, com o Paulo J. Mendes lá atrás e a Elisabeth Mata ainda mais atrás, sentada no banco:


3 de dezembro de 2018

UMA CAPELA AO SOL


Tenho andado a pôr em dia os meus cadernos, cujos desenhos ficam às vezes meses por pintar!... Este de hoje foi feito nos idos de Agosto, numa manhã de sábado ensolarada, quando os PoSk (Porto Sketchers) reuniram no cimo de Sá da Bandeira. Eu optei por desenhar a Capela de Fradelos, numa transversal que vai ter ao SiloAuto. Os azuis dos azulejos e do céu confundiam-se, tal como os verdes da vegetação e do gradeamento:


Tão perto da capela nos sentámos os três (eu, a Alberta e o Paulo) que a perspectiva ficou distorcida, o que até me agrada:


Findos os desenhos da manhã, tempo para a fotografia de grupo, bem sorridente:



Este encontro ainda deu origem a um segundo desenho, da parte da tarde, que mostrarei em breve -- mal o pinte!

25 de julho de 2018

MIRA DOURO


No alto do Morro de Gaia, este miradouro faz jus ao nome e dá-nos uma vista belíssima sobre o Douro. Estive lá este Domingo, com um bom grupo de amadores do desenho de rua, no encontro posterior ao Simpósio dos USK International — o chamado "POSK Vadio", aberto e gratuito. Eu cheguei já de tarde, mas ainda a tempo de conviver, conhecer gente nova e rabiscar. Eis o meu primeiro desenho, com a Ponte da Arrábida ao fundo e eu com óculos zoom


O dia estava luminoso e sereno, não fosse o barulho da música que se ouvia no jardim:


Mas fizemos ouvidos surdos ao chinfrim e, em boa companhia, o tempo voou! Aqui estou eu, em alguns alegres momentos desta tarde:



[Créditos fotográficos: Paulo Brilhante e Elisabeth Mata. Obrigada a ambos!]

23 de julho de 2018

ENTARDECER NA AVENIDA


Ontem, depois das despedidas do POSK VADIO, desci desde a Praça da Batalha até à Avenida dos Aliados para esperar boleia. Com o sol já baixo, pus-me a rabiscar uma das esquinas da Praça da Liberdade: a do BBVA. Terminado o desenho, ficou assim:


O skyline inicial saiu-me fora de sítio, mas que interessa? Para a frente, que atrás vem gente! E que serena aquela luz fugidia, no final só visível no pináculo da torre!...


15 de maio de 2018

CADEIA DA RELAÇÃO


Ando às arrecuas na publicação dos meus desenhos... Só agora surge o que fiz no Encontro "PoSk na Páskoa". Na tarde do dia 1 de Abril, um sábado, já depois do almoço, houve digressões pelas redondezas de Carlos Alberto (o ponto de encontro inicial). Na Cordoaria, desenhei a esquina da prisão onde Camilo penou de amores... 



Pus pós de perlimpimpim nas cores, pois o dia estava tristonho...
 
... mas isso não afectou a nossa boa disposição! Aqui fica a fotografia de parte do grupo: aparecemos eu, o Abnose, o Rui, a Leonor e o Américo, todos sentados em filinha nas costas das letras do PORTO (a Elisabeth tirou a fotografia):



21 de abril de 2018

NO CARVALHIDO, À CHUVA


Ora vamos lá a fazer uma publicaçãozita aqui no blogue, a ver se ele ressuscita!

Depois de uma semana abençoada de sol, eis que a tarde de sábado nos reservou um belo brinde. Mas os PoSk não se deixam intimidar: uma dependência do Multibanco mesmo em frente da antiga Igreja Paroquial do Carvalhido, no Porto, caiu-nos... do céu. E saiu um desenho:


No local, um cruzamento movimentado e barulhento que o esboço não conseguiu traduzir, o registo foi este, aqui mostrado numa fotografia tenebrosa que nem eu consigo explicar:


Vêm aí mais encontros de desenho, pelo que espero pôr aqui mais notícias em breve!

29 de janeiro de 2018

FIM DE ANO NA ESTAÇÃO


Ando com os desenhos atrasados e com a agenda baralhada. Este Encontro dos PoSk / Porto Sketchers foi antes do que mostrei aqui, mas só agora o publico. Aconteceu no dia 30 de Dezembro, um dia antes do Ano Velho, portanto. Um sábado à tarde — cheio de gente, e ruído, e compras de última hora. Já no ano passado ali nos tínhamos encontrado, e eu desenhei a Estação de S. Bento vista do outro lado da rua. Desta feita, optei por me sentar num dos degraus da Estação, olhando de frente para a Rua Mouzinho da Silveira. O desenho, com três guindastes incluídos e a Sé do lado esquerdo, ficou assim:



Perto do solstício de inverno, o sol pôs-se cedíssimo, pelas cinco da tarde, iluminando a partir da zona do rio os prédios ascendentes. Felizmente eu já estava a dar a "obra" por concluída. É um relevo acidentado e complexo, este da zona de S. Bento e da Sé:


E aqui estou eu, compenetrada no meu afã "desenhístico", (bem) apanhada pelo Abnose:


Um mestre da rapidez e do traço (o Paulo J. Mendes) captou-me neste curioso retrato, feito em menos de 5 minutos:


E aqui estamos todos, bem sorridentes e com a sensação de dever cumprido:

Esperemos que, em Dezembro, haja de novo uma despedida de ano neste sítio, que é afinal um dos locais mais típicos, rudes e barulhentos do Porto!

16 de janeiro de 2018

UMA CAPELA INSUSPEITA


Este sábado, dia de meteorologia temperamental, tivemos mais um Encontro PoSk (Porto Sketchers), desta vez na Rua dos Caldeireiros. Depois de um saboroso almoço (com uns filetes de polvo deliciosamente tenros), dirigimo-nos calmamente, rua abaixo, à procura do que apetecesse desenhar. Na verdade, apetecia tudo: a rua tem tanto de íngreme como de típica. De repente, à esquerda, surgiu o que parecia uma casa com um enorme oratório ao nível do primeiro andar. Era uma capela! Capela de Nª Senhora da Silva, dizia a placa, com oratório do séc. XVIII. Parámos logo ali, claro. O meu desenho, muito fracote e com erros crassos de perspectiva que tentei corrigir atabalhoadamente, ficou assim:


Quase no final da sessão de desenho, durante a qual o sol brilhou, um céu que de repente se pôs ameaçador desabou sobre nós com uma chuva gelada. Mas não há elementos que detenham os PoSk! Corajosamente, com guarda-chuvas e arrepios, ainda conseguimos tirar uma bela fotografia de grupo (por Abnose):


29 de setembro de 2017

OS ALIADOS E A CASCATA DO SIZA


Quem passa de carro quase não a nota. Mas naquela manhã de sábado, no início de Junho (como o tempo corre!), fiz os Aliados a pé, desde a Praça da Liberdade até à Câmara. Toda a zona central da avenida foi, como se diz agora, "intervencionada" pela dupla Siza Vieira - Souto Moura. E foi lá em cima que, para surpresa minha, descobri a tal cascata, com a água a escorrer pelos degraus altos e a ficar retida num espelho de água. Resolvi parar mesmo ali e fazer um desenho:



A manhã estava linda, com uma aragem cálida de Primavera. Mas foi preciso chegar o Outono para eu dar finalmente cor ao desenho – cor q.b., por sinal! No local, as linhas ficaram bem mais sóbrias:


27 de maio de 2017

JÁ SOU REINCIDENTE


Logo após a publicação do "Portugal por/by Urban Sketchers", eis que surge mais um atentado às nossas florestas. Desta feita, é o "Porto por/by Urban Sketchers", publicado pela Ponto M, numa requintada edição de capa dura e esmerado cuidado gráfico. (Tenho este 'post' atrasado, pois o lançamento já foi há mais de um mês, no dia 8 de Abril.) A capa, com um lindo elástico lateral preto "à la Moleskine", é assim:





Eu poluo o volume com quatro contributos de sotaque à Porto:



Nestas duas páginas aqui em cima, está à esquerda o meu desenho do Largo Mompilher (que publiquei aqui) e à direita um outro – um dos meus primeiros ensaios de urban sketching – do Largo do Terreiro, na Ribeira (aqui). A seguir, o livro abre-se na minha aguarela bem garrida da Serra do Pilar, de um lado (ver aqui), e na do Passeio de São Lázaro, do outro (aqui):



Apesar disto, garanto que o livro merece ser visto e folheado lentamente. É um belo tributo conjunto a uma bela cidade.

24 de abril de 2017

O BOLHÃO NUMA BOLHA DE TEMPO


Consta que o Mercado do Bolhão tem os dias contados no seu formato e aspecto actuais. Vai sofrer remodelações interiores profundas, ficando fechado por longos meses para obras. E os POSK, autêntico exército de registo patrimonial, meteram pés ao caminho antes que seja tarde! Foi no dia 8 de Abril. Eu, soldado-raso das canetas e pincéis, pus-me cá fora e registei a fachada da Rua Formosa, a qual talvez venha afinal a sofrer mudanças menos significativas:



O desenho no local, onde não o cheguei a pintar, ficou assim:



O meu poiso foi bem escolhido, no vão de uma montra de pijamas, defendida da multidão que calcorreava os passeios estreitos durante a manhã de sábado (obrigada ao Paulo Pebre pela interessante fotografia, que reflecte o motivo do meu desenho):


Mesmo assim, não me livrei do comentário de um miúdo de 5 anos, mimoso mas de língua afiada, que me informou, olhando com desdém para o meu esboço: "Tu não tens jeito nenhum para desenhar!" Ora bolas, lá se foram as minhas pretensões de ser a próxima Paula Rego!

Mais tarde, tirámos a fotografia de grupo, numa das escadarias interiores:



E, já cá fora, o grupo remanescente dirigiu-se, todo animado, ao lançamento do livro (sim, outro!) intitulado "Porto por / by Urban Sketchers". Foi um dia excelente, numa Primavera toda decidida.

5 de março de 2017

NO MIRADOURO DA VITÓRIA


Mais uma vez me dei conta de como desconhecemos o que nos está mais próximo. Refiro-me a lugares, se bem que as pessoas também possam ser exemplo disso. Nunca em toda a minha vida tinha descido a Rua de S. Bento da Vitória, em pleno coração do Porto, que desemboca no miradouro homónimo (propriedade privada mas aberta ao público – até quando, é caso para apreensão). Fi-lo num sábado, dia 25 de Fevereiro, uma manhã radiosa em que os PoSk tiveram o 12º Encontro. A vista é assombrosa, e mais assombrada estava eu por nunca ali ter ido. A aguarela, pintada depois em casa, ficou assim:


Sentada no meu banquinho de pescador, rabisquei no local a Sé, o Palácio Episcopal, a Igreja dos Grilos e a Ponte D. Luís:


Sob um sol dir-se-ia de Verão, tive de me pôr em manga curta, com o casaco de malha ridiculamente pousado sobre a cabeça a fazer as vezes de chapéu, enquanto as hordas de turistas iam e vinham. No fim da manhã, tirámos todos sorridentes a fotografia de grupo, cortesia do António Osório:




8 de janeiro de 2017

OS 100 ANOS DA ESTAÇÃO DE S.BENTO


A minha primeira publicação de 2017 é, afinal, de 2016 – mas do último dia, pelo que ainda se reveste de alguma novidade! Trata-se do desenho que fiz, na companhia dos Porto Sketchers, na tarde do dia 31 de Dezembro, para celebrar o centenário da Estação de S. Bento (vejam aqui alguns dados históricos interessantes). Estava um dia lindo, cheio de sol... e briol. E eu, sentada no meu banco novo de tripé, mesmo em cima da perigosa curva descendente, lá me lancei àquela quantidade de informação, sempre incapaz de a resolver com poucas linhas:



A páginas tantas, já cansada, com os pés gelados e quase a ponto de atirar com o caderno a algum dos turistas que constantemente se interpunham entre nós e a Estação, dei por terminado o esboço. Como disse depois, foi a versão possível dos 100 anos de S. Bento, com 100 gatos e 100 paciência para mais... Enfim, salvou-se o sorriso, num grupo muito simpático e produtivo:


Foi uma bela maneira de encerrar o Ano Velho!

16 de dezembro de 2016

A BATALHAR NA BATALHA


Ultimamente tenho andado tão preguiçosa para o desenho (e tão ocupada com coisas do trabalho) que praticamente só pego no caderno quando há encontros convocados. E este – o oitavo dos PoSk – foi ainda por cima convocado por... mim! Estava um frio gélido naquela manhã de fim de Novembro e caíam de vez em quando umas gotas impertinentes, mas como podia eu faltar? Lá fui, de barrete soviético na cabeça e bem enchouriçada. O meu plano era desenhar a fachada do Teatro S. João que se via no meu cartaz, mas resolvi-me antes pela Igreja de Stº Ildefonso e pelo largo em frente, onde desagua a Rua de Stª Catarina. O desenho foi mais uma vez pintado em casa e ficou assim:


As figuras que se avistam são o António, o Armando e a Alberta, eles também na labuta dos lápis e dos pincéis:


Depois do agradável almoço conjunto, que foi ali mesmo num snack-bar da Praça da Batalha, comecei a desejar ardentemente o meu sofá e umas pantufas. E assim desisti de mais empreendimentos pseudo-artísticos. Mas ficou a fotografia do grupo, essa cheia de calor humano, cujo mote parecia ser: "Contra o frio e os chuviscos... desenhar, desenhar"!