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1 de outubro de 2015

TELHADOS DE VALLADOLID


Este é o terceiro e último desenho da minha deslocação a Valladolid em Julho, que aqui ficou prometido há um par de semanas:




Foi à hora do almoço que o fiz, sentada no restaurante do Corte Inglês (eu prometi o desenho, não um guia gastronómico decente, ok?). Como em todos os "bunkers" da marca que conheço, o dito fica no último andar, e tem umas vistas muito bonitas sobre o coração histórico da cidade. Aqui estão elas, em colheita local:


Tantos ocres e laranjas, batidos pelo sol! Em clima de "rentrée" outonal, já dá saudades...

21 de setembro de 2015

CONVERSA NA CATEDRAL


Se no romance de Vargas Llosa a conversa tem lugar num bar de Lima chamado "La Catedral", no meu caso a conversa decorreu ao lado de uma catedral a sério, a de Valladolid, e foi com uma senhora que estava sentada no banco onde me instalei, à sombra de uma árvore alta. Sem nunca se referir ao meu desenho (deve tê-lo achado pouco merecedor de menção), a senhora, aposentada, contou-me praticamente toda a sua vida. E eu fui escutando e rabiscando, enquanto compunha o segundo esboço que fiz na minha viagem à cidade este Julho:



Trata-se de um desenho um pouco complexo, com várias linhas de fuga e planos diversos. Com um ou outro gato, lá o dei por concluído, num registo convenientemente "incompleto". As cores, como quase sempre, foram aplicadas em casa e ficaram assim:





Ainda houve um terceiro desenho deste passeio ao centro de Espanha. Mostro-o depois.

15 de setembro de 2015

UMA SURPRESA NA MESETA


Fui em Julho a Valladolid em trabalho e fiquei surpreendida com a cidade. Julgava que ia encontrar um local perdido no meio da meseta ibérica, sem rasgo nem carácter. Mas, como acontece tanto na vizinha Espanha, a cidade tem não só um "casco histórico" digno de visita, como é enorme e muito bem conservada. O edifício da universidade, para começar, é uma beleza, mas as igrejas, praças e edifícios públicos, já para não falar nos numerosos quarteirões de habitação mais antigos, são imponentes e harmoniosos. Ali, no coração de Espanha, o calor não dá tréguas: 37º no primeiro dia; 42 no segundo. As ruas só ficam inundadas de gente ao cair da tarde, quando o sol vai mais baixo. Foi a essa hora, pelas 7 da tarde, que me atrevi a sair do hotel com o bloco de desenho na mão. Sentei-me na Plaza Mayor, de viés para a "Casa Consistorial" (a câmara municipal), e fiz este esboço:


Trata-se de um edifício de inspiração renascentista, construído no final do séc. XIX. Eram tantos os detalhes e tão abafado o ambiente na praça que me fiquei pela metade - ou, noutra leitura, por um "menos é mais"... Só agora, dois meses volvidos, lhe acrescentei a cor: