14 de dezembro de 2014

TRÊS DIAS, TRÊS TORRES


Cá continuo eu a caçar desenhos. Desta vez trago o produto - inacabado - de três saídas por Madrid em três dias distintos. Em cada um deles sentei-me ao frio de Dezembro durante meia hora (cada tolo com a sua mania) e, armada de bloco de desenhar e lápis, registei com o nariz no ar as torres de três igrejas: à esquerda, a Igreja das Comendadoras de Santiago; no centro, a Igreja de Nossa Senhora de Montserrat e à direita uma das torres e a cúpula da Catedral de Almudena:


A que, a meu ver, saiu melhor - apesar do pescoço cortado - foi logo a primeira (bah, e nós que gostamos é da sensação de que melhoramos um bocadinho de dia para dia...). A segunda, com todos aqueles detalhes barrocos, foi um osso duro de roer, tendo tido que ser corrigida depois em casa, apesar de o eixo ter continuado inclinado. A terceira, feita em 20 minutos, pareceu-me ter saído razoavelmente, mas noto agora alguns erros de perspectiva, ali na parede do Palácio Real, à direita e na vertical do desenho.

Vou tentar agora aguarelá-las, para lhes dar um pouco de cor, senão parecem... três tristes torres! :) Depois vou mostrando o resultado. Até breve!
Miú


8 de dezembro de 2014

ESQUINA DA CALLE SERRANO JOVER COM PRINCESA


No último sábado de Novembro, fui tomar um "café cortado" ao Starbucks da Calle Princesa. Sentei-me cá fora, na esplanada, a ver o bulício dos madrilenos em modo fim-de-semana. E, claro, pus-me a escolher um ângulo para rabiscar. Saiu-me isto:


Já em casa (ainda não tenho destreza para me aventurar a pintar com aguarelas na rua), fui pincelando e colorindo:


Tentei criar tons matizados, evitando cores estridentes. Às tantas, depois de começar a borratar as persianas todas, achei melhor não estragar mais. Ficou mesmo assim:


Miú

4 de dezembro de 2014

RUA DO POSTIGO DE SAN MARTIN

Sentada na esplanada de um restaurante, saquei do meu sketchbook recém-comprado e rabisquei a perspectiva da Calle do Postigo de San Martin, com a Igreja de San Ginés de Arlés ao fundo. 


Foi o meu segundo desenho em Madrid (poupo-vos o primeiro). Depois, já em casa, aguarelei-o, passo a passo:


E estraguei-o todo. Aquele verde dos cedros já não teve marcha atrás. Mas qualquer sketcher wannabe sabe que o ofício implica estragos, pelo que aqui deixo o envergonhado resultado:


Miú

1 de dezembro de 2014

A POSTOS!


Já me muni dos apetrechos indispensáveis a uma sketcher principiante e devidamente ambulante. O estojo de aguarelas todo XPTO que tenho há uns anos, da Winsor & Newton, de madeira por fora e veludo por dentro, já com uma ou duas bisnagas secas, é obviamente grande demais para estas aventuras na rua. Por isso, aqui vão as minhas compras de ontem:

1. O bloco de desenho. Escolhi um tamanho de bolso da Van Gogh, com papel de aguarela, preso na parte mais larga do rectângulo, e não um caderno de bolso tipo Moleskine. Porquê? Porque os cadernos que tenho encontrado têm papel demasiado fino para aguarela e deixam transparecer a caneta, além de cortarem irritantemente os desenhos a meio. Sei que ficaria com muito mais pinta de Moleskine na mão :), e sei também que isto vai contra a filosofia dos diários gráficos, que praticam o desenho espontâneo, folheável e descartável, mas para já ainda me sinto muito paternalista e protectora face às minhas pobres "vítimas de papel"...


2. Os lápis Staedtler (em três tamanhos, a ver do que gosto mais - as canetas de tinta permanente virão depois...):


3. O estojo de aguarela, também da Van Gogh, com 12 cores e um pincel de desmontar (aqui já aberto e usado pela primeira vez, numa experiência que não revelarei nem sob tortura):


4. E nada de borracha!

Vá, não se riam, eu sei que não vou longe com isto, mas assim pelo menos a pressão é menor. Se ficar tudo uma bodega, vão os materiais para o lixo e não se perde grande coisa. Caso encerrado.

Miú