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18 de junho de 2019

OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO


Um pequeno apontamento de Primavera, feito em pleno Maio: uns lírios do ramo que me deram no Dia da Mãe. Esqueci-me na altura de o pôr aqui, mas faço-o agora:

22 de março de 2019

CAMÉLIAS


Foi um repto lançado aos PoSk (Porto Sketchers) através dos ASk (Aveiro Sketchers) no final de Fevereiro: desenhar camélias para uma exposição sobre as ditas, a ter ligar na Estação de S. Bento. Desenhar flores nem sempre é fácil, pois muito depressa se cai nos tons garridos e nas composições "pimba"... Numa primeira abordagem -- que, por pudor, não mostro aqui -- foi justamente esses erros que cometi. Mas à segunda lá me saiu uma coisita mais aceitável:




E aqui está a minha contribuição, devidamente emoldurada, na exposição:



21 de novembro de 2018

FOLHAS CAÍDAS


O meu título garrettiano é, na verdade, bastante denotativo. Nesta estação, é costume ver-se os desenhadores a atrever-se com os tons outonais de que a Natureza se veste -- ou despe. Pois bem, também eu quis colher as minhas folhas de Outono, caídas no jardim, e transformá-las numa aguarela. Apanhei três: uma amarela, do meu ginkgo biloba; outra castanha, da minha magnólia; e por fim uma vermelha, do ácer que tenho mesmo em frente à minha casa:



Aqui deixo também uma versão comparativa. Quais são as verdadeiras?


31 de outubro de 2018

UM CACHO DE UVAS


Outono é também vindimas e uvas, ainda que, estando Novembro à porta, tanto as primeiras como as segundas já estejam a acabar... Hoje trago aqui o meu encontro imediato -- de que grau, não sei -- com um belo cacho de uvas brancas, doces e suculentas. Foi rápido e soube-me bem nos dois momentos: o de desenhar e o de comer, pois o esboço saiu-me com facilidade e o resto... bem, é fácil adivinhar!


E deixo também o momento pré-aguarela:


Só não deixo as grainhas nem os caules, porque esses entretanto desapareceram. :)

27 de junho de 2018

TEMPO DE CEREJAS


Rubras, lustrosas, frescas e suculentas — haverá coisa melhor? Se pudesse, comia-as às mãos cheias, mais e mais, de tão gulosa que sou!... Estas desenhei-as à noite, sob a luz vertical do candeeiro da sala de jantar:


Aquela que falta ali no canto inferior esquerdo foi subtraída pelo meu filho pequeno, que não se ensaiou para a comer segundos antes de eu tirar a fotografia.

2 de fevereiro de 2018

SUCULENTA DALTÓNICA


Tratos de polé, é o que eu dei a este pobre vaso de suculentas que tenho cá em casa. Pareceram-me tão viçosas e bonitas ao sol de inverno que me aventurei a desenhá-las. Logo à partida dei um bom pontapé na perspectiva do cache-pot. E depois, céus, a aguarela. Mal sabia eu que ia ser tamanho desafio: que cor era aquela das folhas carnudas, afinal? Verde não, mas esverdeado, ténue e tímido, talvez. Azul também não, mas em certas partes, até sim. E as flores e os caules? Carmim? Lilás? Ou violeta? Já nem vou falar nas sombras... Enfim, eis a bela salada que ali preparei:


Para fazer justiça à planta maltratada, mostro-a aqui na sua versão intacta:


Nota paralela: hoje, no pino do inverno, estiveram 18ºC. E este fim-de-semana, em Leça, 20º! Talvez tenhamos que nos transformar em suculentas para aguentar a médio prazo as temperaturas deste planeta em aquecimento...

27 de dezembro de 2017

FRÉSIAS SOBRE OCRE


Cá continuo na minha senda botânico-floral. Desta vez, frésias, frágeis e delicadas, sobre fundo manchado amarelo-ocre:


O processo, lento e agradavelmente calmante, foi como fazer renda com a caneta:


7 de dezembro de 2017

TRÊS JACINTOS


Continuo com as minhas experimentações (deliciadas) no desenho botânico. Desta vez, jacintos — bolbosos e carnudos, também sobre fundo liso, monocromático. O papel, igualmente grosso e texturado. E dezenas de pequenas flores, frágeis e vibráteis, recortadas sobre o verde:


Não, este não é um "sketch" dos que costumo fazer. Muito menos daqueles de alegados 15 minutos. E também não tem nada de "urban". Mas estou a adorar. Aqui me vêem, pontinho a pontinho, a avançar laboriosamente nas caprichosas formas vegetais:


5 de dezembro de 2017

LILIUM SOBRE AZUL


"Lilium", nome científico do lírio, uma das mais belas flores de entre as flores mais belas. Aqui, tentei desenhá-lo com traço clássico, como nas ilustrações botânicas do século XIX, com pontilhados e sombreados. E tentei que o tratamento da cor, manchada, apenas no cenário, lhe desse algo de inacabado:


18 de abril de 2017

PARAÍSO EM PENELA


Mais uma revelação: poucos quilómetros ao largo de Coimbra, já depois de Condeixa, e do bulício, e do trânsito caótico, subitamente... nem sombra de civilização, apenas árvores, árvores a perder de vista! É a serra de Sicó, de que eu na minha ignorância nunca ouvira falar. E, numa curva, a vila de Penela, com um castelo belíssimo e o casario branco a descer em cascata pela colina. O hotel onde ficámos, nesta brevíssima pausa pascal, encontra-se um pouco mais abaixo, junto a um curso de água, com mó, moinho e diques variados. Não resisti a um desenho durante uma caminhada matinal, que depois colori, metendo-me em senhoras alhadas no que toca aos dificílimos verdes:


Deixo aqui duas outras imagens, mais fiéis à beleza do original, naquela manhã de quinta-feira a saber a férias:




13 de março de 2017

BAGAS DE INVERNO


Não são de azevinho mas dir-se-ia que sim. E bem podiam servir para coroas de advento. Estas que tenho num canto do meu jardim mostram-se em todo o seu esplendor a partir de Novembro. Depois das chuvadas que tivemos em Janeiro e Fevereiro tive sorte em ainda encontrar algumas bagas intactas, batidas por este sol tão quente que temos tido em pleno inverno:



O nome não o sabia, mas depois de intensas buscas lá descobri: a planta, de folhas alongadas e bicudas, lanceoladas, que mudam de cor consoante a estação, passando do verde ao vermelho e ao acastanhado, chama-se "Nandina", também conhecida por Avenca do Japão ou Bambu Celeste. É um arbusto elegante e delicado, muito ornamental, de que sempre gostei muito, apesar da minha ignorância onomástica. Espero que vá dando mais umas boas estações de bagas, a pontuar de escarlate este pequeno quadrado verde, fragmento de natureza domesticada a que posso chamar meu:


19 de maio de 2016

UM COPO COM GLICÍNIAS


São plantas trepadeiras de um perfume doce e intenso, que crescem por vezes, quase milagrosamente, de forma bravia em jardins abandonados. Foi num deles, numa rua aqui perto, que colhi três raminhos. Aqui os deixo, mas sem o aroma de Primavera que inundou o meu quarto:


As cores saíram-me terrivelmente mal: o lilás típico das glicínias saiu-me um teimoso tom de violeta (o que não admira, pois usei "purple lake" quase sem azul). Por isso deixo aqui também o desenho, que sempre me agradou um pouco mais do que a aguarela:


7 de abril de 2016

A MINHA MAGNÓLIA AMARELA


Comprei uma magnólia supostamente amarela há cerca de três anos, num vaso com uma haste já bem enraizada e ornada de algumas folhas viçosas. Uma magnólia chinesa ("fei huang"), disseram-me, muito rara e procurada. Nada de flor, porém, pois era verão e as magnólias florescem no inverno. Vim para casa esperançada de que no inverno seguinte haveria novidades. Transplantei-a e pegou bem, mas nada. E dois invernos depois, zero ainda. Comecei a duvidar da minha escolha e a lamentar não ter antes trazido um exemplar em branco ou rosa, mais comuns e menos exóticos. Vejo tantos pela vizinhança, pejados de flor, desde finais de Janeiro! Eis senão quando, no fim de Março - ou seja, já na primavera - a minha magnólia renitente finalmente se resolveu a dar um ar da sua graça. Brotaram vários botões carnudos, de um amarelo pálido, que se abriram em pétalas aveludadas, de delicada fímbria translúcida. Ah!... Isto merece um desenho!



Perdoada a minha árvore preguiçosa e admirados os seus belos caprichos florais, o meu deleite estava no entanto condenado a esmorecer: as flores envelhecem depressa, acastanhando e apodrecendo antes de cair. Beleza efémera, está visto, mas mesmo assim... beleza!


25 de junho de 2015

APONTAMENTOS DO MEU JARDIM


Ontem deu-me para isto. Flores! O dia estava encoberto e fresco - mesmo bom para se estar no jardim e lhes sentir o perfume. Pára aqui, espreita ali, senta acolá, e lá fui desenhando este e aquele exemplar:


Feito o esboço, cometi a leviandade de o querer pintar. Como se fosse fácil aprisionar as cores da natureza num bocado de papel! Resultado: entre o folclórico e o pastoso. Bem feito! É para ver se aprendo.



Legenda pseudo-técnica: à esquerda, o grito vermelho da dipladénia, planta exuberante de grandes dotes de alpinismo; à direita, um conjunto de flores-da-fortuna, minúsculas mas cheias de vida:


Duas tentativas frustradas de captar a minha gardénia e o seu branco perfeito e esquivo: à esquerda em botão, à direita desabrochada:


Um raminho da solana e os bagos escarlates do hipericão, já depois de caírem as pinças amarelas, lindas, que formam a coroa farfalhuda das suas pétalas:
Finalmente, à esquerda, três folhas do meu arbusto preferido do jardim: o ácer-anão, o qual, nem de propósito e perante a minha total impotência, parece estar a secar. E no lado direito um dos cachos da hortênsia azul: