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18 de julho de 2019

NO TERREIRO DO PAÇO


Tenho pouquíssimos desenhos de Lisboa, pois quando vou é sempre a correr. E, como me parece sempre que hei-de voltar dali a pouco com mais tempo, tendo a adiar. Desta vez, porém, fui ao coração da Baixa de propósito para desenhar a praça pombalina por excelência. Banhada de luz, pejada de turistas, com aquele amarelo forte dos edifícios paralelos ao curso do rio, estava linda, imponente, airosa como uma garça com o pé na água. E ficou assim no meu caderno:



De todos os desenhos que tenho feito ao longo destes quase cinco anos de "urban sketching", devo confessar que este é dos que mais gosto. Sentada nos degraus da estátua, no centro da praça, a versão a preto-e-branco do arco da Rua Augusta saiu-me com fluidez.


Ouviam-se gaivotas e mil línguas em redor, enquanto a brisa do Tejo afagava as pedras brancas.


13 de janeiro de 2017

UMA ESQUINA DO BAIRRO ALTO


Fica no Largo do Carmo e, por entre as árvores despidas, os prédios recuperados estavam lindos, a resplandecer ao sol de inverno. Este que desenhei, sob aquele céu tão azul, foi precisamente o hotel em que ficámos, numa escapadinha em família de 3 dias – o Hotel do Carmo:


Adoro estes novos hotéis em Lisboa, implantados em prédios antigos, mas respeitando a traça original, a fachada, as sacadas e os tons pastel. Há-os para todas as bolsas, desde o segmento de luxo à versão 'hostel' e dos apartamentos, mas todos primam pelo bom gosto e por projectos arquitectónicos que respeitam a identidade e a alma do local. Eu não resisti a desenhar esta perspectiva, algo difícil, mas que para variar não me saiu mal de todo:


E não resisto também a impingir dois retratos meus in loco, o da esquerda numa das sacadas do primeiro andar, que me trazem boas recordações de uma paragem invulgar nas rotinas de Janeiro:




4 de junho de 2016

LIVROS E ÁRVORES


São uma bela combinação. Feira do Livro 2016 no Parque Eduardo VII, fim-de-semana passado. Céu azul, ou predominantemente azul, stands coloridos, muita gente...  e desníveis a chamar ao desenho:



Os materiais, muito inadequados: papel de impressão demasiado fino para aguarela e a única caneta que tinha à mão: uma Uni-ball azul (que felizmente resiste à água). Mas às vezes, quando o papel não presta e a pressão diminui, a mão solta-se e tudo fica mais fácil...

26 de março de 2016

MICHAEL CUNNINGHAM


Foi esta terça-feira, na FCSH da Nova, que vi ao vivo o autor de As Horas, tríptico belíssimo que lhe valeu o Pulitzer e a fama hollywoodesca. Anfiteatro cheio: muitos académicos, muitos alunos, alguns curiosos, uma ou outra cara pública. E uma palestra luminosa, emotiva, a prender tudo e todos de início ao fim, com um humor descontraído e uma atitude totalmente despretensiosa. Tão diferente de tantas primas-donas que pululam por aí! E a simpatia... Uma simpatia espontânea, fácil, contagiante. Aqui deixo o meu registo:


Nesta tarde recém-primaveril em Lisboa, alguém lhe perguntou da plateia sobre o acto criativo da escrita. Da resposta dele retive três ideias cristalinas. Foram mais ou menos isto (desculpem se a minha memória empobrece as palavras que ouvi):
- "Nine out of ten of my Creative Writing students say they write for themselves. Right. So I make an elaborate cake to eat it all by myself? No, everybody writes for the readers."
- "Some days I write only three sentences. And they are trash. Some other days, I write seven pages. And they seem to be pretty good! It's a mystery."
- "Bad writing differs from good writing just as dead writing differs from writing that is living. Writing that is living makes you feel: love, sorrow, fear, passion."

10 de março de 2015

UMA LISBOA TROPICAL


Sob este sol meridional Lisboa é toda ela luz... Na vista que aqui trago, colhida do lado de Almada, vê-se o casario de Alfama, o Panteão, a Sé e, rente ao rio, a Praça do Comércio. Uma vista mil vezes esboçada, pintada e interpretada, eu sei, mas aqui está ela, revisitada desta vez por mim, em tons tropicais. Comecei pelo ocre dos ministérios e pelo castanho queimado dos telhados:


Passei depois aos azuis, do céu e do rio, e aos mil tons dos edifícios, em cascata, espreguiçando-se à brisa morna...


Por fim, os reflexos - num Tejo límpido, jovial - e, por trás da ponte Vasco da Gama, indícios da outra margem...


E aqui a deixo, sorrindo, de cara ao sul: