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25 de agosto de 2019

ALGUNS NUS


Há tempos tentei praticar o desenho do corpo feminino com trama cruzada, para sinalizar os valores e os contrastes. Não posso dizer que tenha sido totalmente bem-sucedida, mas consegui ver o potencial deste tipo de sombreado. Se treinasse mais, talvez até conseguisse coisas giras. Desta vez ficou assim:

24 de agosto de 2019

DE BONÉ


Mais um auto-retrato, ainda do desafio "Headwear", para o grupo "Self Portrait Sundays". Desta vez, pus rabo-de-cavalo e, para o dito poder acomodar-se, um boné com o orifício providencial. Um sorriso, olhos de soslaio e...está feito!


24 de julho de 2019

AUTO-RETRATO COM CHAPÉU


Em resposta ao primeiro desafio do grupo "Self Portrait Sundays" (Draw yourself with a hat), um retrato com chapéu. De palha, pois então, que o Verão está aí e o sol não perdoa. Caneta e aguarela por cima, com esboço a lápis por baixo. Se casas e paisagens eu arrisco fazer logo a tinta, retratos não. E, mesmo com esta ajuda, a coisa nem sempre sai a contento. Desta vez, enfim, digamos, que fiquei com uma boca esquisita q.b. Quase podíamos dizer que fiquei com um "stiff upper lip", uma expressão inglesa que significa, mais ou menos, ser inexpressivo e não mostrar emoções. Nada mais longe da realidade, eh eh, mas enfim, aqui fica a imagem:


22 de julho de 2019

AUTO-RETRATO A PRETO-E-BRANCO


Mais um auto-retrato, e mais uma vez a tinta, apenas. Estou a adorar esta prática de "hatching", que tão bem permite fazer os contrastes e marcar os valores. Fiquei com os olhos bastante estranhos, mas gosto da posição da mão a segurar a cara:

8 de julho de 2019

RETRATO DE CORPO INTEIRO


Mais uma incursão minha pelo auto-retrato, este já com um mês, publicado originalmente no grupo "Self-Portrait Sundays". Desta vez, arrisquei um plano à distância, com o corpo inteiro dentro de uma folha A4, olhando-me ao espelho. Gostei desta imagem de mim, descalça, encostada ao armário, desenhando de pé:

7 de maio de 2019

QUEIXO NA MÃO


... ou mão no queixo? Seja o que for, aqui mostro mais um auto-retrato, publicado no grupo "Self_Portrait Sundays". Este foi feito directamente a caneta, sem esboço a lápis. Cada vez gosto mais desta técnica de sombreado a que os ingleses chamam "hatching" e nós "trama". Vou continuar a explorá-la!


6 de maio de 2019

TRÊS QUARTOS


Auto-retrato a 3/4 significa que estamos a olhar pelo canto do olho para nós mesmos ao espelho, enquanto tentamos manter as proporções e fazer algo que não pareça um desenho cubista, com um olho na testa e o nariz na barriga. Bem, a coisa não é pêra doce. Ainda por cima, fiz o desenho directamente a caneta, o que significa que não pude corrigir. Mas gostei do resultado, apesar de a boca estar projectada para a frente e com uma comissura que não tem nada a ver com a minha. Ah, e de o cabelo parecer uma touca... Mas a luz, que vinha de um candeeiro baixo de leitura à minha esquerda, gerou umas sombras giras sobre o rosto:




5 de maio de 2019

NUMA CADEIRA DE PALHINHA


Eis-me sentada em frente ao espelho, de caderno e lápis na mão, resolvida a tentar o meu segundo auto-retrato para o "Self Portrait Sundays". Um retrato de corpo inteiro não é brincadeira, ainda mais quando é feito à vista! Mas, bem, com a borracha à mão tudo se consegue... Só me faltaram os pés! Ficam para outro dia.


8 de abril de 2019

BÁRBARA GUIMARÃES


Será que a beleza conta para o #portraitchallenge_2019? Talvez não. Mas a minha contribuição final para esta iniciativa de desenho que fechou a 31 de Março é a cara mais bonita da televisão portuguesa desde sempre. Que possa continuar a brilhar!

5 de abril de 2019

MARIA JOÃO PIRES


Deu o 1º recital aos 5 anos, altura de que se lhe conhecem fotografias a tocar lindamente com as mãos atrás das costas! Maria João Pires é a minha quinta resposta, no feminino e em português, ao #portraitchallenge_2019, deixa "Músico". Pianista lusa de renome mundial, ganhou alguns dos mais prestigiados prémios internacionais, tais como o Beethoven Prize (1970), o Grand Prix du Disque (1990), o Music Prize of UNESCO (2002) e o Gramophone Concert Award (2015). Segundo li, está agora também de volta ao projeto educativo de Belgais. Ainda bem!

1 de abril de 2019

AMÁLIA


Rainha do Fado. A minha quarta resposta (metafórica) à deixa "rainha" do #portraitchallenge_2019 é Amália Rodrigues (1920-1999), uma voz absolutamente régia e um símbolo de Portugal. Como se não bastasse, tinha também uns traços perfeitos, ao mesmo tempo fortes e delicados. Foi um verdadeiro prazer desenhá-la.

30 de março de 2019

PAULA REGO


Mais uma personalidade feminina portuguesa na minha galeria de retratos para o desafio #portraitchallenge_2019. A deixa, desta vez, era "artista". Paula Rego é única, complexa, visceral. Polémica para os que se chocam com facilidade, genial para todos os que se deixam atrair pelas "histórias" que os quadros contam. Histórias estranhas e crípticas, talvez por isso magnéticas. Histórias de um mundo que é só dela, e que dela transportam a marca inconfundível. É, talvez, a mais internacional de entre os artistas plásticos portugueses de todos os tempos.

29 de março de 2019

CATARINA EUFÉMIA


Do nome tinha apenas uma vaga ideia. Sabia que era uma lutadora alentejana, mas desconhecia os contornos da história. Sei agora que esta jovem mulher é bem merecedora desta pequena homenagem, ela que foi celebrada por Sophia e que continua viva na memória de tantos. 


Assassinada aos 26 anos, Catarina Eufémia (1928-1954) foi uma camponesa analfabeta, mãe de 3 filhos, que liderou um grupo de 14 mulheres trabalhadoras a reclamar melhores salários. Morreu no local com o filho mais novo nos braços, de três tiros disparados por um GNR que nunca foi a julgamento. Mantém-se símbolo da resistência ao regime fascista português e é a minha segunda resposta ao desafio de desenho #portraitchallenge_2019, deixa "Líder" -- no feminino, pois claro. Que rosto tão delicado, mas tão determinado, ela tinha!

24 de março de 2019

A "MINHA" FLORBELA ESPANCA


Sim, digo "minha", porque nem a maturidade refreou este encantamento da minha juventude. Gosto do ímpeto, gosto do excesso e gosto da teatralidade desta escrita toda feita de emoção! Gosto do estilo grandiloquente e retórico, um pouco 'démodé' se visto à luz dos dias de hoje, em que a arte, julgando soltar-se, se prende ao quotidiano... E gosto até do egocentrismo exacerbado, tão romântico, tão trágico... A grande Florbela foi a minha primeira retratada feminina no desafio do Instagram chamado #portratit_challenge_2019, deixa "Autor". De tantas personalidades possíveis que admiro, preferi homenagear as mulheres e, porque não, figuras portuguesas. Pois aqui está quem amava "perdidamente" e era, porque poeta, "maior do que os homens"...


Em honra desta sensibilidade superlativa e inspiradora, celebrada por Pessoa, deixo aqui um dos meus exercícios de poesia (não é para rir!), também ele feito do ritmo que, pendularmente, evoca um passado perdido. É verdade: ainda hoje, por vezes, escrevo sonetos "à maneira de Florbela" (salvas, é claro, as devidas distâncias, de que estou muito humildemente ciente)! 

MUITO TEMPO

Já faz tempo, muito tempo, que não vejo,
Pelas ruas da cidade adormecida,
O teu rasto, sempre dúbio, que o desejo
Transfigura face à dor em mim tecida.

Já há anos, tantos anos, que te sinto
Alheio e longe, num lugar desconhecido,
Tão estranho, transformado, bem distinto
Do que eras, ou a mim tinhas parecido.

Tua imagem nunca mais será igual,
Tua voz, teu gesto, já sem esperança,
De mim se afastam, para sempre, sem que o sinta.

Já são outros estes tempos, afinal,
Sem augúrio de afago ou de bonança,
E eu sou vento, sou memória quase extinta.

2 de março de 2019

REI, REININHO, REINAR...


Embarquei em mais um desafio de desenho, o #portraitchallenge_2019, no Instagram. Retratos? Pois sim, adoro. E, como não gosto nada da onda "selfie" dos dias que correm, com toda a gente a olhar apenas para o seu umbigo, quero praticar o retrato alheio. E começo em grande. Viva RR!


Começo em grande e começo pelos músicos, se bem que o Rui Reininho, letrista maior, encaixe também na categoria de poeta, ou "autor". É preciso explicar que as categorias do desafio são oito:


E é preciso explicar também que o RR e eu já nos sentámos a uma mesma mesa, para uma, cof-cof, entrevista! Não acreditam? Ora vejam:


E é isto. Não estou mesmo nada, nada vaidosa.

25 de fevereiro de 2019

OUTRO AUTO-RETRATO


Juntei-me (ou melhor, juntaram-me) a um grupo do Facebook que apenas publica auto-retratos. E com uma particularidade: só aos Domingos. Por isso se chama "Selfportrait Sunday". Há-os de todas as formas e feitios, materiais e cores, tamanhos e fôlegos. É um espaço muito interessante e divertido. Como ontem foi Domingo, eis que me pus ao espelho de lápis e caderno na mão. Atenção: o caderno era um bloco "chunga" do meu rapazinho, que encontrei por ali. E saiu isto:


Não sei dizer se estou parecida, ou se apenas o estou em alguns aspectos... A minha irmã disse sem cerimónias que estou com "nariz à Michael Jackson"! Bah! O que importa é que deu para desenferrujar a mão. Outros auto-retratos virão. por certo melhores.

22 de janeiro de 2019

PESSOAS AO ACASO


Depois do exercício de retrato a preto e branco deste fim-de-semana, intencionalmente cuidadoso, apeteceu-me hoje desenhar pessoas de forma bem mais rápida e descontraída: só meia dúzia de traços, deixando a caneta deslizar sem preocupação. Pessoas à espera, desconhecidas, sem nome. Também é bom (e fácil) desenhar assim!




21 de janeiro de 2019

SEIS DESENHADORES DESENHADOS


Deu-me de repente vontade de voltar a fazer retratos a lápis -- que é a melhor forma de criar contraste e profundidade. Ah, e de apagar os erros! Com o sábado chuvoso que esteve este fim-de-semana, aproveitei. Olhando para fotografias de cinco amigos desenhadores e de um outro, que nunca conheci mas muito admiro (e a quem se deve a criação do conceito de urban sketching) lá me pus a rabiscar:


Em primeiro lugar, o Paulo, cujas feições são como ele: tão difíceis de captar quanto ele é esquivo e misterioso, tão suaves quanto ele é gentil e cortês. Depois, o Rui, com os seus cabelos dramáticos, os traços fortes e o gesto amável. A Teresa veio depois -- e como me sinto embaraçada por a ter deixado bem menos gira, e muito mais marcada, do que ela é! O Eduardo, de todos, foi o que saiu melhor, quase de um só movimento. Da Suzana, tímida e delicada, tentei captar o sorriso e o olhar franco. E do Gabi Campanário -- o tal que não conheço ao vivo -- quis registar o olhar límpido e penetrante e a expressão doce que lhe costumo ver nas fotografias.

14 de novembro de 2018

TRÊS RAPARIGAS


Uma loura, outra negra, outra oriental. Todas belas -- pelo menos nas fotografias onde as vi, no catálogo online da Zara. Apeteceu-me desenhá-las. Os esboços saíram rapidamente e tentei dar um tratamento igualmente rápido à cor. A loura ficou menos mal; a morena, enfim, bem numas coisas (olhos), mal noutras (sorriso). Já a oriental ficou bem aquém da beleza original. Mas é sempre divertido tentar captar a diversidade de cores e formas do rosto humano. :)



23 de setembro de 2018

RETRATOS EM VALENÇA


Ontem fui a Valença a mais um Encontro UskPN  “Sketching com História”, organizado em parceria com o CIM (Comunidade Intermunicipal do Alto Minho). Além de dois desenhos urbanos que aqui mostrarei, diverti-me a desenhar pessoas. A primeira, enquanto esperávamos pelo almoço, cá fora à sombra, foi a Cláudia, encostada a uma árvore em plena concentração:


Depois de uma tentativa frustrada de apanhar o Paulo, desenhei um Tuba mefistofélico e emagrecido, que naturalmente não colheu grande aprovação, e um Marcelo com uma difícil linha craniana, a cujo desenho o próprio também torceu o nariz:


Depois do almoço, foi a vez de a Isabel Braga servir de vítima. Tentei retratá-la, toda de branco como estava, contra uma mancha vibrante de cor, sem esquecer a madeixa cor-de-rosa, os brincos de filigrana e a bolsinha laranja vivo. Claro que não lhe fiz justiça, mas lá colorida ficou!



Gosto muito de desenhar pessoas, apesar da dificuldade óbvia de elas se mexerem constantemente. Quando estão elas próprias a desenhar, apesar de tudo, sempre ficam menos mexericas :).

E, finalmente, aqui apareço eu, também retratada, ainda que fotograficamente, enquanto retratava os outros: