29 de setembro de 2017

OS ALIADOS E A CASCATA DO SIZA


Quem passa de carro quase não a nota. Mas naquela manhã de sábado, no início de Junho (como o tempo corre!), fiz os Aliados a pé, desde a Praça da Liberdade até à Câmara. Toda a zona central da avenida foi, como se diz agora, "intervencionada" pela dupla Siza Vieira - Souto Moura. E foi lá em cima que, para surpresa minha, descobri a tal cascata, com a água a escorrer pelos degraus altos e a ficar retida num espelho de água. Resolvi parar mesmo ali e fazer um desenho:



A manhã estava linda, com uma aragem cálida de Primavera. Mas foi preciso chegar o Outono para eu dar finalmente cor ao desenho – cor q.b., por sinal! No local, as linhas ficaram bem mais sóbrias:


7 comentários:

  1. Saúdo efusivamente o regresso destes desenhos, e fico a aguardar uma cascata deles!!

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    1. Ena, Paulo, obrigada pelo entusiasmo!
      Uma cascata não direi, mas um fiozinho de água, a gotejar de vez em quando, aí talvez... 😏
      Até logo!

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  2. A placa central da avenida era, até meados de 2006, ajardinada. Mas, com a construção do metro, foi entregue a reconversão ao Arq. Álvaro Siza, sim, mas também ao Arq. Souto Moura. O resultado está à vista: foi tudo calcetado de uma ponta à outra por placas de granito. A população do Porto reagiu com indignação àquela afronta, que descaracteriza o que sempre foi a sala de visitas desta bela cidade. Até os velhos agora têm de se sentar em cadeiras de 40 cm de largo, atadas com umas correntes ao chão. Uma vergonha. Cascata? Espelho de água? Deviam obrigar esses dois arquitectos era a pô-las lá nas casas deles, e a deixar ao povo o que é do povo.

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    1. Obrigada pela correcção, Carlos, que já integrei no texto.
      Sei que a reconversão dos Aliados gerou grande controvérsia. E confesso que também me custa ver desaparecer relva e flores em favor de pedra polida... Mas também sei que tudo leva o seu tempo de adaptação. A Torre Eiffel pôs a cidade inteira a protestar e agora... que seria Paris sem ela? 😉

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  3. Tens uma forma muito própria de aguarelar Miú, de que gosto muito!

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    1. Fico muito contente, Teresa, mas a verdade é que sinto que nunca sei aguarelar coisa nenhuma. Cada desenho é sempre um desafio!
      Beijinhos

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  4. Polémicas à parte, o que fica é um bonito registo do nosso tempo.

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