24 de abril de 2022

AZUIS ALENTEJANOS

 

Ao descer a Rua da Misericórdia, em Avis, vê-se do lado esquerdo uma capelinha, tão branca como todo o casario, debruada naquele azul forte tão típico do Alentejo. O mais curioso é este pequeno templo estar ligado a uma casinha, através de um lanço de escadas também azuis, que lhe fica perpendicular e que tem a curiosidade adicional de se situar sobre a rua. Sob a dita casinha, um arco permite a passagem para a Rua das Cisternas, num ângulo cego onde nós próprios, num outro momento da estadia, nos vimos gregos para fazer virar a carrinha sem riscos para nenhum dos lados. Mas o conjunto arquitetónico é tão bonito que essa memória mais tensa se desfaz. E mereceu um desenho:

Ao vivo, o sol era tão forte que o desenho teve mesmo de ser rápido:

19 de abril de 2022

CASA DA MOIRA


Ultimamente deixou de se ver a designação "Turismo de Habitação", já repararam? Agora vê-se "Alojamento Local". Foi o que vi na Casa da Moira, onde ficámos em Avis nesta fugazinha de Páscoa. Um palacete em pleno centro da vila, impecavelmente restaurado, aqui visto na fachada traseira, com as três janelas do nosso imenso quarto em cima à direita:


E aqui o desenho no local, sob um sol que, em pleno Abril, parecia de Verão. Atrás de mim, uns limoeiros carregadíssimos, a vergar sob o peso de tanto fruto, o perfume intenso de uma laranjeira em flor e o zumbido das abelhas a embalar-me enquanto faço os meus rabiscos: 


18 de abril de 2022

AVIS

 

Aproveitámos a pausa pascal para ir ao Alentejo. Fomos parar a Avis, no interior do Alto Alentejo, uma vila impecavelmente tratada e harmoniosa, como costumam ser as vilas alentejanas. O meu primeiro desenho foi feito num confortável banco de rua, à sombra, olhando a igreja matriz que se situa no ponto mais alto da povoação. O azul e o amarelo, que agora nos lembram sobretudo as cores da Ucrânia, neste contexto significam a identidade gráfica típica do Alentejo. E aqui estão eles, o azul e o amarelo:


No local, as cores são ainda mais vivas sob a luz ofuscante:

3 de abril de 2022

A CASA ALLEN


Depois de quase três anos, voltei aos encontros de desenho. Os PoSk fizeram o 99º Encontro num jardim belíssimo e num sábado resplandecente de sol. Foi tão bom rever os amigos!

13 de junho de 2020

FLOR DO NILO


O nome mais comum é agapanto e não é preciso ir ao Egipto para o encontrar. Nesta época vêem-se muito por aqui, pois florescem (não admira) na primavera:


Acho que desta vez consegui o lilás mais parecido com o original do que numa outra tentativa, em que tentei pintar glicínias (ver AQUI). 

25 de maio de 2020

BOA NOVA


Que melhor notícia poderia haver do que o retorno, ainda que parcial, à normalidade?

Para celebrar o desconfinamento, como se passou a dizer, depois de dois meses inteirinhos de casa forçada, lá veio um genuíno desenho à vista. E que vista! A Capela da Boa Nova, erguida sobre as rochas, mesmo junto ao mar, é uma pequena preciosidade. E a baía aos seus pés, num sábado cheio de sol, estava mesmo apetecível. 



No que me toca, ainda não foi desta que pus fato de banho, mas quero ver se aproveito este Maio que se pôs tão bonito.


21 de maio de 2020

STEVE MCQUEEN


O durão cool. E lindo de morrer. Teve um romance tórrido com outra beleza, a Ali MacGraw, a morenita que fez o Love Story. Ele morreu cedo, aos 50 anos. Ela não: continua viva, e bonita, aos oitenta e tais.


14 de maio de 2020

A BRINCAR COM CHAPÉUS


Ainda um auto-retrato do desafio "Self-portrait with head gear", do grupo "Self Portrait Sundays". Neste caso, usei um chapéu de cocktail com véu e plumas. É o tipo de enfeite que faz mesmo falta agora no confinamento.


29 de abril de 2020

PERFUMES


Mais um conjunto de objetos da minha quarentena, não exatamente os mais úteis em tempo de distanciamento social, mas seguramente indicativos do meu gosto eclético no que toca a aromas...




20 de abril de 2020

LEONARD COHEN


Uma voz suprema, imortal. O "meu" Leonard Cohen, talvez o melhor retrato que consegui fazer até hoje. Ele merece.


15 de abril de 2020

LIVROS E QUARENTENA


Este foi o segundo cartoon que desenhei para o Boletim Informativo da minha Faculdade. Desta vez, o Editorial intitulou-se "Quando a Literatura e as Artes dão Respostas", e o número foi dedicado a diferentes perspetivas da "peste", enquanto termo categorizador de ameaças globais. Assim, colegas meus do Teatro, do Cinema, da Música e, claro, da Literatura trouxeram outras visões de um problema que não é novo, embora a dimensão e as circunstâncias da atual crise o sejam. O meu desenho, desta feita, foi uma colagem de aguarela sobre fotografia, num recanto da nossa Universidade.

23 de março de 2020

CALÇADO SEXY


Que melhor símbolo da quarentena haverá do que um par de pantufas? Eis as minhas. Cá em casa dão pelo sugestivo nome de "barcaças" e eu fico elegantérrima com elas.

21 de março de 2020

NANÁ NA QUARENTENA


Conheço alguém que não se deixa afetar minimamente pela quarentena. É a minha Naná. Aliás, dêem-lhe quarentena com fartura, ou seja, companhia 24 sobre 24, que ela agradece.

19 de março de 2020

ESPREMIDA


Finalmente, um desenho à vista, em plena quarentena. Não se pode dizer que seja muito inspirador, mas carrega um certo simbolismo. A pasta de dentes, espremida, parece-se com o estado da minha paciência. E a escova está um pouco como eu: prostrada.

16 de março de 2020

UNIVERSIDADE FECHA PORTAS AO CORONAVÍRUS


Fiz um cartoon para o Editorial do boletim informativo da minha Faculdade, cujo título era o deste post. Tentei fazer com que o coronavírus ficasse com uma expressão de aflição e impotência, ao invés de agressividade, como se a investida por estes lados lhe estivesse a ser bem mais difícil do que julgava.