14 de janeiro de 2019

ANO NOVO EM CÁCERES


É tradição cá em casa fazer-se a passagem de ano fora. Consoada e Natal em família; réveillon longe de casa. Este ano cumpriu-se o costume e fomos, mais uma vez, até Espanha, desta vez a Cáceres, onde os foliões, consta, são mais alegres e expansivos que os de cá. Confirmámos a teoria "in loco", mas não é da festarola que venho falar. Venho mostrar o desenho que fiz no primeiro de Janeiro, com temperaturas a rondar os 0º, mas com um sol belíssimo:



É a Praça de Las Veletas, com o Convento de S. Pablo (Sec. XV-XVII). O enorme centro histórico de Cáceres -- a "ciudad monumental"-- é de uma beleza ímpar, com um emaranhado de ruelas e praças calcetadas medievais por entre inúmeros palacetes, casas fortificadas, igrejas e mosteiros, de estilo gótico e renascentista. Tudo harmoniosamente em pedra, com a cidade moderna a estender-se para além das muralhas. Foi quase impossível escolher o que desenhar, pelo que desisti e sentei-me no primeiro banco ao sol que encontrei a jeito. E, ali, saiu o desenho:



Mais tarde, numa esplanada da Plaza Mayor, consegui ainda captar a Torre de Bujaco (séc. XII), à esquerda, e a Torre Nueva o de Los Púlpitos (séc. XV), à direita, num esboço de ângulo largo. O problema, aqui, foi que usei uma caneta grossa e sem resistência à água... O desenho, já de si probrezinho, vai ter de ficar mesmo assim:


10 de janeiro de 2019

REUNIÃO IMPROVÁVEL


Começo o ano com um pequeno desenho dito "de estúdio", feito em casa mas à vista. Um conjunto de bonecos do meu rapazinho, bem coloridos e bons para praticar quando está frio lá fora! Um cavalo, uma girafa e um tigre -- ou, é caso para dizer, um encontro muito pouco provável...

31 de dezembro de 2018

UM ANIMAL QUE NUNCA VI


Acabo o ano com o desenho de um animal tão misterioso como familiar, resgatado dos meus cadernos atrasados, de uma página que remonta já a Outubro. Durante esse mês costuma decorrer um desafio internacional de desenho -- o Inktober, com uma deixa diária. Há muitos corajosos que o seguem religiosamente. Eu, avessa a obrigações nesta matéria lúdica, só tive vontade de fazer um único desenho durante o mês inteiro, o do dia 11. A deixa era "whale":


Como se vê, a minha baleia surge numa representação pouco original: a de se ver os dois níveis do mar, sobre e sob a linha da água. Pus ainda uma criança num barquito a afagar o focinho da dita e, depois, vários tons de azul e muita água. Gostei de dar rédea solta ao pincel e às manchas de tinta!

E é nesta cor versátil e infinita, o azul, que quero deixar os meus melhores votos de Ano Novo a quem visita este blogue. Depois da morte anunciada da blogosfera, verificar que ainda há pessoas -- muitas das quais eu também nunca vi mas que me são já tão familiares -- que continuam a passar por aqui, dando generosamente atenção aos meus desenhos, é motivo de muita alegria e gratidão. Muito obrigada pelo vosso apoio e carinho! E por aqui nos voltaremos a "ver", espero, daqui a um ano...

29 de dezembro de 2018

E O PORTO AQUI TÃO PERTO...


...visto de Gaia. Foi o meu segundo desenho no PoSk Vadio que se seguiu ao Simpósio Internacional USK 2018, em Julho (o primeiro foi este). Faltava-me pintar o esboço, e ficou assim, sem grandes complicações:



O desenho, esse, foi feito com lentes zoom, tal como o anterior:


Assim continuo a dar vazão aos diversos desenhos que tenho na fila de espera para a aguarela. É um problema crónico: como não pinto no local, vou acumulando para depois pintar em casa... E procrastinando (se é que a palavra existe em português!)... 

27 de dezembro de 2018

UMA CASA DE FAMÍLIA


Atravessou gerações, desde o bisavô que, no Brasil, arrecadou riqueza e refinou o gosto arquitectónico. Fica em Moreira da Maia, num terreno em cujo vértice pontua o portão de ferro. É uma casa altiva mas discreta, com um belo jardim arborizado. Pediram-me um desenho desta casa, e foi assim que eu a vi:

Quis aproximar-me e registá-la mais de perto, erguendo-se serenamente entre a vegetação. E fiz outro desenho, com aquele tufo luxuriante de glicínias em primeiro plano:


Acho que a família gostou. As duas imagens foram para um livro dedicado às memórias, tantas e tão gratas, que a casa encerra.

16 de dezembro de 2018

DUAS ESQUINAS


Na parte de tarde do Encontro PoSk, este Agosto, fomos descendo em direcção ao Jardim de S. Lázaro, onde por sinal já tínhamos estado a desenhar há uns bons meses (aqui). Houve quem ficasse dentro do recinto, mas eu sentei-me cá fora, nos degraus de um dos portões. E não me pus com esquisitices: desenhei o que tinha mesmo à minha frente:


E o que tinha à minha frente era a Rua de S. Vítor, alinhada a partir da Av. Rodrigues de Freitas, face à qual formava duas esquinas. A tarde estava linda, com um sol que iluminava tudo:


E eu fui apanhada sentada nos degraus do Jardim de S. Lázaro pelo Tiago Ramitos, com o Paulo J. Mendes lá atrás e a Elisabeth Mata ainda mais atrás, sentada no banco:


3 de dezembro de 2018

UMA CAPELA AO SOL


Tenho andado a pôr em dia os meus cadernos, cujos desenhos ficam às vezes meses por pintar!... Este de hoje foi feito nos idos de Agosto, numa manhã de sábado ensolarada, quando os PoSk (Porto Sketchers) reuniram no cimo de Sá da Bandeira. Eu optei por desenhar a Capela de Fradelos, numa transversal que vai ter ao SiloAuto. Os azuis dos azulejos e do céu confundiam-se, tal como os verdes da vegetação e do gradeamento:


Tão perto da capela nos sentámos os três (eu, a Alberta e o Paulo) que a perspectiva ficou distorcida, o que até me agrada:


Findos os desenhos da manhã, tempo para a fotografia de grupo, bem sorridente:



Este encontro ainda deu origem a um segundo desenho, da parte da tarde, que mostrarei em breve -- mal o pinte!

30 de novembro de 2018

LIBERDADE


...é o nome da praça principal de Brno, enorme e cheia de vida, mesmo no coração da cidade checa. Desenhei-a sentada num banco de jardim mais acima, olhando para a Igreja de São Jaime e para os belos edifícios coloridos, cada qual no seu tom pastel:


O esboço, um pouco trabalhoso, foi até bastante rápido. E o céu, ora azul ora esbranquiçado, não denota o calor agradável de fim de Agosto:


Deixo aqui também uma fotografia minha, para registo histórico 😊, em frente a um dos edifícios da Universidade:


Foi uma viagem de que guardo óptimas recordações, a uma cidade onde tenho bons amigos.

26 de novembro de 2018

VIAGEM A BRNO


Foi a minha segunda visita à República Checa, também em trabalho. Tinha estado em Praga há uns anos, onde confirmei todo o encanto e toda a beleza de que ouvira falar. Mas desta vez a conferência a que ia, em pleno Agosto, era na "segunda cidade" ("a que se esforça a dobrar", como lá dizem). Brno é bela também, com muito património, sobretudo barroco, muita vida e muito arvoredo, mas numa dimensão bem mais familiar. O meu primeiro desenho foi de uma igreja, com o seu pináculo gótico, perto de um dos edifícios da universidade. Era a Igreja "Jan Amos Comenius" Em redor, as árvores cobertas de folhas frescas de Verão encobriam-na parcialmente:


Difíceis, tantos tons de verde misturados com amarelo ocre! Como sempre, o esboço fluiu mais facilmente. Aqui o deixo, fotografado "in situ":


Mostrarei em breve a segunda aguarela, feita em pleno coração de Brno, uma cidade tão agradável quanto difícil de pronunciar. :)

21 de novembro de 2018

FOLHAS CAÍDAS


O meu título garrettiano é, na verdade, bastante denotativo. Nesta estação, é costume ver-se os desenhadores a atrever-se com os tons outonais de que a Natureza se veste -- ou despe. Pois bem, também eu quis colher as minhas folhas de Outono, caídas no jardim, e transformá-las numa aguarela. Apanhei três: uma amarela, do meu ginkgo biloba; outra castanha, da minha magnólia; e por fim uma vermelha, do ácer que tenho mesmo em frente à minha casa:



Aqui deixo também uma versão comparativa. Quais são as verdadeiras?


14 de novembro de 2018

TRÊS RAPARIGAS


Uma loura, outra negra, outra oriental. Todas belas -- pelo menos nas fotografias onde as vi, no catálogo online da Zara. Apeteceu-me desenhá-las. Os esboços saíram rapidamente e tentei dar um tratamento igualmente rápido à cor. A loura ficou menos mal; a morena, enfim, bem numas coisas (olhos), mal noutras (sorriso). Já a oriental ficou bem aquém da beleza original. Mas é sempre divertido tentar captar a diversidade de cores e formas do rosto humano. :)



6 de novembro de 2018

ANTES DA TEMPESTADE


Lembram-se do Furacão Leslie? Aquele que supostamente iria destruir quase toda a costa de Portugal do centro para cima? Pois bem, no sábado fatídico, em Leça, o céu apresentava-se com algumas nuvens, sim, mas pouco ameaçadoras, pelo que resolvi dar um passeio até à marina e levar o meu bloco de desenho. É verdade que estava uma pressão um pouco estranha no ar e os passadiços flutuantes onde os barcos estavam presos rangiam de forma um bocadinho assustadora. Sentei-me e fiz um rápido esboço, a que depois dei cor em casa, não fosse o Leslie de repente abater-se sobre a minha cabeça:


Aqui pode ver-se a cena ao vivo, as nuvens e o azul pálido do céu a espreitar:

31 de outubro de 2018

UM CACHO DE UVAS


Outono é também vindimas e uvas, ainda que, estando Novembro à porta, tanto as primeiras como as segundas já estejam a acabar... Hoje trago aqui o meu encontro imediato -- de que grau, não sei -- com um belo cacho de uvas brancas, doces e suculentas. Foi rápido e soube-me bem nos dois momentos: o de desenhar e o de comer, pois o esboço saiu-me com facilidade e o resto... bem, é fácil adivinhar!


E deixo também o momento pré-aguarela:


Só não deixo as grainhas nem os caules, porque esses entretanto desapareceram. :)

28 de outubro de 2018

INTRAMUROS


O meu segundo desenho da visita a Valença com os USkPN em Setembro foi feito dentro de muros, a partir de uma ruela adjacente à Praça da República. Com as sombras dos prédios próximos em primeiro plano, vislumbra-se a Câmara Municipal ao fundo, com o seu original conjunto de sinos a erguer-se na fachada:


Ficou torta a Câmara, coitada, mas mostro-a na mesma, para passar a vez. E aqui fica o registo do esboço, no qual figura um elegante transeunte como bónus, a olhar-nos desconfiadamente:


4 de outubro de 2018

MURALHAS DE VALENÇA


Foi no dia 22 de Setembro, um sábado cheio de sol, que os UskPN se reuniram em Valença. E eu, bem posicionada numa das guaritas da muralha, fiz o meu primeiro desenho: as portas da cidade, para a qual afluíam turistas e mais turistas (espanhóis, sobretudo):


A cor foi, como sempre, adicionada em casa, mas o esboço foi completado no local. Felizmente a guarita providenciava-me uma sombra muito útil, pois o sol, embora quase outonal, queimava!


Fiz ainda um segundo desenho urbano, que aqui mostrarei em breve. Entretanto, deixo a fotografia do grupo, muito animado, no centro da qual apareço eu (créditos: "Tofu & Tofu"):



Aproveitem este fim de Verão maravilhoso, que parece querer continuar!