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2 de abril de 2026

O RAPTO DE GANIMEDES

A estátua, de António Fernandes de Sá, mereceu a medalha de bronze na Exposição Universal de Paris em 1900 e quem a vê na Praça da República percebe porquê. É uma bela escultura em bronze, de notável delicadeza formal, dinamismo e leveza. Retrata um formoso jovem da mitologia grega, Ganimedes, que Zeus, tomado de amores e transformado em águia, raptou e levou consigo para o Olimpo:


Não admira que tenha sido uma das figuras mais desenhadas no 144º encontro dos PoSk. Aqui está o meu registo a tinta, sob o sol já quente de março:


Deixo aqui, como curiosidade, algumas outras interpretações da escultura, por colegas "poskianos" que também não resistiram ao encanto do jovem Ganimedes:

27 de agosto de 2025

PERSPETIVAS DE "O BEIJO"

A escultura de Rodin é perfeita de todos os ângulos, contrariamente às versões bidimensionais que aqui mostro. Mas foi um prazer percorrer com a caneta linhas tão suaves e fluidas. (A cor é pura fantasia, claro! 😊)

6 de agosto de 2025

AO CREPÚSCULO NO CONVENTO

O Convento de São Paulo é belo de todos os ângulos e a todas as horas. Quando cai a noite, as luzes exteriores acendem-se e a fachada da igreja assume tons dourados, que o calor alentejano acentua:

A temperatura estava generosa mesmo ao fim do dia mas, ali na serra, há sempre uma leve brisa que refresca:


No interior, quis desenhar as lamparinas de azeite que, ao longo dos corredores, os iluminam tenuemente. E, de volta ao quarto (ou o que foi em tempos uma "cela" dos frades), apeteceu-me captar a cómoda, o candeeiro e a porta. Ok, admito que aquele jogo de luz e sombra ficou muito longe da realidade, mas aqui deixo o registo:

2 de agosto de 2025

TRÊS ANJOS NUMA ROTUNDA

Já tinha ido com os POSK a Miramar, onde o nosso Jorge tinha acabado de adquirir o seu apartamento e onde desenhámos a capela do Senhor da Pedra (ver AQUI), Desta vez, percorremos as ruas arborizadas, perfeitamente geométricas, parando aqui e ali para registar as casas burguesas que por ali abundam. Eu cheguei um pouco tarde, pelo que, de manhã, só consegui desenhar uma escultura de três anjos, no centro de uma rotunda:



Eis o esboço no local:

E ali tirámos a primeira fotografia do dia:

19 de junho de 2025

NOS JARDINS DO PALÁCIO

O nono aniversário dos PoSk (Porto Sketchers) foi comemorado no Palácio de Cristal - que, para as gentes do Porto, dá por "Palácio" apenas. A nossa tarefa era desenhar as estátuas que por ali enfeitam fontes, praças e alamedas. Eu sentei-me junto à Fonte dos Cavalinhos, logo na "avenida principal" e ali tentei os meus primeiros rabiscos da tarde. Saiu-me uma amazona desnuda, com véus ao vento e um vaso de flores à cabeça, montando de lado um animal mítico, metade cavalo, metade réptil, ou talvez peixe, com a parte posterior do corpo em forma de serpente, rematada com barbatanas de sereia:

Esta descrição, altamente científica, faz-se acompanhar da prova empírica - a fotografia no local:

12 de outubro de 2024

OS BINÓCULOS DO MEU PAI

Está foi a deixa do dia 5. Reparem no atraso que já levo no Inktober!... É escusado. Mas aqui deixo o meu par de binóculos. Eram do meu pai, e eram para levar ao teatro. Devem ter aí uns 70 anos... Sim, usados na década de 50 e 60. Daí o verdete e o descolorado de algumas zonas de metal. Olho para eles e emociono-me um bocadinho. Eram do meu Pai.

3 de outubro de 2024

AS MINHAS BOTIFARRAS

 E chegámos ao dia 3. O Inktober propõe "Boots". Pois vamos lá a desenhar umas botas. Fui buscar umas minhas, que me dão ótimo caminhar, mas que não devem nada à elegância. São uma espécie de Doc Martens com meia elástica incorporada. Não se riam: há momentos para tudo, e para andar de botifarras também.

1 de outubro de 2024

UMA MOCHILA

Com a preguicite instalada e de malas arrumadas, só um desafio de desenho me tira da modorra. O INKTOBER (ou, se quisermos em bom português, o TINTUBRO) costuma ter esse efeito em mim, embora a minha determinação para o cumprir todos os dias vá vacilando consoante as deixas.  A primeira do mês é "backpack" e eu aqui estou para deixar a minha contribuição. Em rigor, "tinta" é só linha, ou só caneta, sem cor, mas muitos dos participantes do desafio online optam por colorir -- como eu:


Fica aqui também a lista... e muito trabalhinho pela frente!

29 de abril de 2020

PERFUMES


Mais um conjunto de objetos da minha quarentena, não exatamente os mais úteis em tempo de distanciamento social, mas seguramente indicativos do meu gosto eclético no que toca a aromas...




23 de março de 2020

CALÇADO SEXY


Que melhor símbolo da quarentena haverá do que um par de pantufas? Eis as minhas. Cá em casa dão pelo sugestivo nome de "barcaças" e eu fico elegantérrima com elas.

19 de março de 2020

ESPREMIDA


Finalmente, um desenho à vista, em plena quarentena. Não se pode dizer que seja muito inspirador, mas carrega um certo simbolismo. A pasta de dentes, espremida, parece-se com o estado da minha paciência. E a escova está um pouco como eu: prostrada.

21 de agosto de 2019

COLHEITA DE CONCHAS


Na Praia Verde, onde estivemos também em Agosto, junto a Montegordo, quase no extremo leste do Algarve, teria feito mais sentido desenhar as algas e os limos que cobriam de verde o areal junto à linha da água. Mas fiquei-me pelas conchas, num apanhado de várias cores, do ocre ao violeta, do azul ao rosa:


10 de janeiro de 2019

REUNIÃO IMPROVÁVEL


Começo o ano com um pequeno desenho dito "de estúdio", feito em casa mas à vista. Um conjunto de bonecos do meu rapazinho, bem coloridos e bons para praticar quando está frio lá fora! Um cavalo, uma girafa e um tigre -- ou, é caso para dizer, um encontro muito pouco provável…


20 de janeiro de 2017

UMA CHÁVENA MATINAL


O título do desafio "A Drawing a Day" do passado dia 17 era "CUP". Optei por uma "teacup", acrescentei-lhe um "saucer" e obtive a chávena (de chá) e o pires em que todas as manhãs tomo o meu... café:


Li algures que, depois de um período de guerra, a coisa de que muitas pessoas mais gostavam era poder tomar o café da manhã enquanto liam o jornal do dia. Ou seja, uma situação tão banal simbolizava não só o prazer das coisas simples e a segurança dos gestos rotineiros mas também... a própria paz. Viva ela, pois, a paz! (Que sortudos somos...)