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6 de julho de 2025

PRAIA E PISCINA DE LEÇA

Já desenhei a Piscina das Marés por mais de uma vez, e o mar de Leça também (ver, por exemplo, aqui e aqui). Mas esta pequena baía, mesmo ao lado da piscina, acho que não. Hoje esteve um dia esplêndido, com o céu muito azul e uma leve brisa. Se, no resto do país, as temperaturas chegaram perto dos 40º, aqui fazia 25º. Um pequeno paraíso, bem aproveitado pelas pessoas e a merecer uns rabiscos coloridos:

Claro que os azuis saíram todos errados. Então aquele azul da piscina... Como consegui-lo? Impossível para mim. Se alguém souber que cores misturar para criar aquele tom vibrante, de um turquesa vivo, quase irreal, apite por favor:

9 de outubro de 2023

OS OUTONANTES

 Com o Verão oficialmente terminado há duas semanas certas, eis que as praias se encheram de novo de norte a sul, já em pleno Outubro. Este sábado, dia 7, um pouco depois das 19h, a temperatura junto ao mar de Leça era ainda de 23 graus. Os últimos banhistas levantavam-se para finalmente abandonar a praia. Em vez de veraneantes, pensei que seria mais acertado chamar-lhes "outonantes", uma nova estirpe que se vai afirmando de ano para ano, igualmente metódicos e aplicados nas suas lides de areia e banhos. Sentada no paredão, fiz um esboço a lápis muito rápido do sol a pôr-se e, em casa, "borratei-o" assim:

20 de setembro de 2023

PISCINA DAS MARÉS II

Nesta segunda perspetiva, virada a poente, da Piscina da Marés de Siza Vieira (ou Álvaro Siza, como passaram a chamá-lo), vê-se a estrutura norte a rasgar as rochas selvagens:

19 de setembro de 2023

PISCINA DAS MARÉS I

É um dos ex-libris de Leça da Palmeira a piscina de água salgada desenhada por Siza Vieira que, sobre as rochas, se situa em pleno rebentar das ondas. Neste desenho muito rápido, que fiz neste setembro pálido, vê-se ao fundo o paredão do Porto de Leixões:

5 de maio de 2023

CASA DE CHÁ DA BOA NOVA


Não é a primeira vez que a desenho (já o fiz aqui), mas é sempre com espanto e sensação de descoberta que tento captar aquelas linhas limpas e puras, em perfeita comunhão com o mar e os rochedos:

A Casa de Chá de Leça da Palmeira, desenhada por Siza Vieira, é um ex-libris da cidade e monumento nacional. Não haverá muitas obras de arquitetura contemporânea nesta categoria. Que bom tê-la aqui mesmo à mão. E que bela tarde de maio para me perder, por uma meia hora, a olhá-la! À esquerda, o farol de Leça, com a sua cúpula escarlate. À direita, lá ao fundo, o Terminal de Cruzeiros, em Matosinhos, e um deles a fazer-se ao mar:

25 de maio de 2020

BOA NOVA


Que melhor notícia poderia haver do que o retorno, ainda que parcial, à normalidade?

Para celebrar o desconfinamento, como se passou a dizer, depois de dois meses inteirinhos de casa forçada, lá veio um genuíno desenho à vista. E que vista! A Capela da Boa Nova, erguida sobre as rochas, mesmo junto ao mar, é uma pequena preciosidade. E a baía aos seus pés, num sábado cheio de sol, estava mesmo apetecível. 



No que me toca, ainda não foi desta que pus fato de banho, mas quero ver se aproveito este Maio que se pôs tão bonito.


6 de novembro de 2018

ANTES DA TEMPESTADE


Lembram-se do Furacão Leslie? Aquele que supostamente iria destruir quase toda a costa de Portugal do centro para cima? Pois bem, no sábado fatídico, em Leça, o céu apresentava-se com algumas nuvens, sim, mas pouco ameaçadoras, pelo que resolvi dar um passeio até à marina e levar o meu bloco de desenho. É verdade que estava uma pressão um pouco estranha no ar e os passadiços flutuantes onde os barcos estavam presos rangiam de forma um bocadinho assustadora. Sentei-me e fiz um rápido esboço, a que depois dei cor em casa, não fosse o Leslie de repente abater-se sobre a minha cabeça:


Aqui pode ver-se a cena ao vivo, as nuvens e o azul pálido do céu a espreitar:

29 de janeiro de 2017

THE SEA, THE SEA


Outro desenho para o "A Drawing a Day", este a responder à deixa "Landscape", do dia 28 de Janeiro. Nada como uma brincadeira assim, feita em conjunto, para nos motivar a desenhar! Escolhi uma paisagem marinha, de Leça da Palmeira, com a barra do Porto de Leixões ao fundo e um céu ameaçador:


E, como título, o do romance de Iris Murdoch (Prémio Booker de 1978), que acho lindo!

10 de setembro de 2016

PRAIA DOS BEIJINHOS


Com o diminutivo parece algo de romântico, quase adolescente, lembrando beijinhos de namorados. Mas esta praia de Leça tem umas rochas dramáticas, escarpadas, cheias de arestas e bicos perversos. No inverno impõe respeito, mas no Verão também não é exactamente convidativa para banhos. Desenhei-a já em Setembro, numa manhã com uma aragem fresca e quase ninguém na praia:



Uma semana antes, um homem de 67 anos morrera ali mesmo, no rebentar das ondas. Segundo as notícias, não se chegou a aperceber do perigo que corria, pois não pediu socorro. A primeira onda embrulhou-o, a segunda atirou-o para as rochas, à terceira já estava sem sentidos. Beijo?... Beijo da morte, talvez.

Mas olhando para a direita, a paisagem torna-se mais domesticada, com barracas, sinalética e e esplanada do restaurante Fuzelhas. Desenhei-a também, num esboço muito rápido, que pensei descartar. Mas aqui o deixo, para marcar a estação balnear que agora finda, com uns banhistas algo incongruentes deitados directamente sobre a areia:



31 de agosto de 2016

A CAPELA E O GUINDASTE


Como convém em zonas de faina marítima, a capela de Stª Catarina perfila-se junto ao Porto de Leixões, em Leça da Palmeira, muito perto do forte. Foi o meu segundo desenho do Encontro PoSk 4 (aqui particularmente entortado pela digitalização foleira feita em casa com o iPhone). E sim, aquela sucata em primeiro plano é, supostamente, uma carrinha Mercedes:



Este esboço bateu um recorde no meu historial de sketcher: o de o fazer em pé, com o caderno meio periclitante numa mão e a caneta, sem apoio, na outra. E quase bateu um segundo, o da velocidade, pois fi-lo em menos de um quarto de hora, uma raridade sempre para mim...


O meu terceiro e último desenho deste dia foi feito na marina de Leça. Porém, a profusão de informação visual e a proximidade cromática dos motivos (os barcos eram todos em branco e azul, azul e branco) fizeram com que o meu desenho se perdesse completamente. Mas lá o acabei. Só não pintei...


E aqui fica mais uma recordação de um belo encontro de quem gosta de desenhar (fotografia temporizada do Jorge Guedes):


29 de agosto de 2016

FORTE DE LEÇA


No 4º Encontro dos PoSk (Porto Sketchers) desenhei finalmente o monumento que passei a ver com tanta frequência desde que me instalei aos fins-de-semana em Leça da Palmeira. Fiz ao todo, ao longo daquele dia de sábado, 20 de Agosto, três desenhos, o que é dois terços mais do que o meu mísero saldo habitual. Mas fico-me pela quantidade, poupando os meus estimados leitores à questão da qualidade. Neste ângulo em que me coloquei apanhei o Paulo Pebre, ele próprio entretido a desenhar o dito:


Para produzir estes sarrabiscos pedi emprestada uma caixa de fruta vazia a uns vendedores ambulantes que descarregavam a camioneta ali no largo. E foi bem sentada nesse banco improvisado que o Jorge Guedes me fotografou...


14 de abril de 2016

BOA NOVA


Não, não tenho nenhuma notícia particularmente boa para dar, além de que, é certo, me diverti bastante com este desenho. É a Casa de Chá da Boa Nova, do Siza Vieira, em Leça da Palmeira. Já estava há que tempos para a desenhar. E foi este sábado. Uma maravilha, o sol que acabou por brilhar! Deu-me logo vontade de sair, apanhar ar, desentorpecer e exercitar (sedentária incorrigível em que me tornei). Peguei na bicicleta e lá fui, passeio fora, mesmo junto às ondas. O mar estava lindo, um pouco revolto, ainda invernoso, mas a luz, límpida.


E em casa veio a aguarela: