2 de abril de 2026

O RAPTO DE GANIMEDES

A estátua, de António Fernandes de Sá, mereceu a medalha de bronze na Exposição Universal de Paris de 1900 e, quem a vê na Praça da República, percebe porquê. É uma bela escultura em bronze, de notável delicadeza formal, dinamismo e leveza. Retrata um formoso jovem da mitologia grega, Ganimedes, que Zeus, tomado de amores e transformado em águia, raptou e levou consigo para o Olimpo:


Não admira que tenha sido uma das figuras mais desenhadas no 144º encontro dos PoSk. Aqui está o meu desenho a tinta, sob o sol quente de março:


Deixo aqui, como curiosidade, algumas outras interpretações da escultura, por colegas "poskianos" que também não resistiram ao encanto do jovem Ganimedes:

29 de março de 2026

NO QUARTEL, NÃO NA TROPA

O 144º encontro dos Posk-Porto Sketchers decorreu ontem, sábado, sob um sol esplendoroso. Foi na Praça da República, recentemente requalificada, como se diz agora. Muitas das árvores de grande porte que ali havia foram-se, havendo agora exemplares jovens, frágeis e com pouca sombra. Relva, felizmente, há muita e verdinha. Sentei-me à frente do quartel, e o meu desenho, colorido depois, ficou assim:

Para o fazer calmamente, tive de me sentar junto a uma palmeira das antigas, com um tronco grossíssimo que servia de guarda-sol. Por ali fiquei cerca de uma hora:

Pelas cinco e meia, o grupo, disperso pelos quatro cantos da praça, reuniu-se para a fotografia da praxe:

15 de março de 2026

UMA RUA, TRÊS ÉPOCAS

A Rua Brito Capelo, em Matosinhos, tem casas e edifícios de uma variedade imensa, testemunho de diferentes períodos históricos, influências, modas, demolições, reconstruções e violações várias de um património muito rico. Ao longo dos seus quase dois quilómetros, é uma espécie de roteiro arquitetónico da cidade, oferecendo inúmeros motivos de interesse para urban sketching. O 143º Encontro dos PoSk-Porto Sketchers teve lá lugar ontem, sábado. Escolhi um conjunto ilustrativo da diversidade que ali nos levou: uma casa Arte Nova (verde), uma outra do séc. XIX (rosa) e um prédio recente, branco, de linhas discretas e razoavelmente limpas: 

A aguarela, acrescentada em casa, saiu-me garrida, pelo que deixo a versão a preto-e-branco, mais em consonância com o dia cinzento (muito cinzento) que apanhámos: 


A rua, vedada aos automóveis, é percorrida apenas pelo metro e pelos transeuntes -- escassos, é certo, sobretudo se comparados com o antigo frenesim daquela via central. Mas o ar ligeiramente fantasmagórico do meu registo ficou a dever-se sobretudo à chuva, batida a vento (gelado), com que fomos brindados. O meu triste desenho teve de ficar a meio: 


Mau grado as adversidades atmosféricas, o grupo manteve-se bem-disposto e produtivo, como sempre! Eis-nos, abrigados na entrada do metro, mas corajosamente sorridentes: