15 de junho de 2015

A LENDA DO GALO


Isto dos sketches é um bocadinho viciante, não há que ver. Ainda há uns dias fiz um desvio considerável por Barcelos única e exclusivamente para desenhar. Para mais, estava uma tarde cinzenta a ameaçar chuva, mas nem isso me demoveu. De dentro do carro captei o conjunto da Igreja Matriz e das ruínas do Paço dos Duques, construído na primeira metade do séc. XV. Entre os dois fica o pelourinho onde, reza a lenda, um peregrino galego acusado injustamente de um crime local foi agrilhoado. Diz-se que, aproximando-se a hora do enforcamento, fez um último pedido: que o levassem a falar com o juiz. Na casa deste, à hora da refeição, o condenado olhou para o galo assado sobre a mesa e exclamou: "Que eu seja culpado se este galo não cantar três vezes antes de acabar o dia!" Por ter cantado o galo e ter sido absolvido o inocente, Barcelos conta hoje com o símbolo mais colorido e alegre do país.


E aqui, a prova do crime - do meu sketch, não do homicídio atribuído ao galego, que esse ficou por resolver nas brumas do tempo...



10 comentários:

  1. Que vício muito bom e ainda bem que fez o desvio! Beijos

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    1. Obrigada, Evelyne!
      E, parece-me, até breve, certo? ;)
      Beijinhos

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  2. Ay Miú, qué historia tan hermosa nos has contado y acompañado de un boceto ilustrativo excelente! Muy interesante. Felicidades!
    Un abrazo.

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    1. É a lenda do Galo de Barcelos, Joshemari. De certeza que conhece o objecto, feito de barro e pintado de mil cores. É também símbolo de Portugal.
      Muito obrigada pelo comentário amigo.
      Um abraço!

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  3. Continua a fazer desvios similares...
    Beijinho

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    1. :)
      Olha que vontade não me falta, Manela!

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