27 de agosto de 2026

UMA PRAÇA EM BRUXELAS

Já foi em junho que estive em Bruxelas, e tive o supremo azar de o fazer em plena onda de calor. Temperaturas de 40ºC num país habituado a verões amenos, se não mesmo frescos, não são fáceis de suportar. Os espaços interiores públicos, com exceção dos hotéis, não estão preparados para o calor, Quase nunca se encontra restaurantes e cafés com ar condicionado. Aquecimento para o inverno, sim, mas só umas míseras ventoinhas para o verão -- e com sorte. Museus e monumentos: idem aspas. Fui ao Museu Magritte e subi ao Atomium... e em nenhum deles havia AC. Enfim, isto explicará por que é que tive de me resignar a desenhar a partir do quarto do hotel. A vista para a praceta, ou Place Agora, abrange a torre da Grand Place, mesmo ali ao lado (que também desenhei, mas depois):

Do lado direito, a vista estendia-se até ao edifício envidraçado (a torre OXY, na Place de Brouckère) onde, uns dias depois de regressar a casa, houve um trágico incêndio em que morreram seis pessoas:

A composição que fiz foi panorâmica, ocupando as duas páginas do caderno. Infelizmente, as cores saíram garridas em demasia. No entanto, dado o sol intenso, talvez as cores estivessem mesmo mais brilhantes:

Aqui a fotografia no local, com o esboço: