8 de abril de 2019

BÁRBARA GUIMARÃES


Será que a beleza conta para o #portraitchallenge_2019? Talvez não. Mas a minha contribuição final para esta iniciativa de desenho que fechou a 31 de Março é a cara mais bonita da televisão portuguesa desde sempre. Que possa continuar a brilhar!

5 de abril de 2019

MARIA JOÃO PIRES


Deu o 1º recital aos 5 anos, altura de que se lhe conhecem fotografias a tocar lindamente com as mãos atrás das costas! Maria João Pires é a minha quinta resposta, no feminino e em português, ao #portraitchallenge_2019, deixa "Músico". Pianista lusa de renome mundial, ganhou alguns dos mais prestigiados prémios internacionais, tais como o Beethoven Prize (1970), o Grand Prix du Disque (1990), o Music Prize of UNESCO (2002) e o Gramophone Concert Award (2015). Segundo li, está agora também de volta ao projeto educativo de Belgais. Ainda bem!

2 de abril de 2019

NA FOZ VELHA


Encontro PoSk (Porto Sketchers) nº 57, na Foz Velha. Dia de sábado esplendoroso, de autêntico Verão, embora fosse ainda Março. Ruinhas e ruelas variadas, casas recuperadas e casas degradadas, solares apalaçados e casebres de trabalhadores. Um pouco de tudo naquela zona arejada e de belas vistas. Parámos primeiro no Largo do Rio da Bica. E aí fiz o meu primeiro desenho, aguarelado depois em casa:


O casario subia a partir dali, pontuado por uma altiva palmeira sobrevivente:


No final do desenhanço da manhã, tempo ainda para a sorridente fotografia do grupo:


E aqui deixo ainda a minha aguarela tal como apareceu na exposição comemorativa do 3º aniversário dos PoSk, em Junho de 2019:


Para acabar, os suspeitos do costume (Sr. Nariz incluído):



1 de abril de 2019

AMÁLIA


Rainha do Fado. A minha quarta resposta (metafórica) à deixa "rainha" do #portraitchallenge_2019 é Amália Rodrigues (1920-1999), uma voz absolutamente régia e um símbolo de Portugal. Como se não bastasse, tinha também uns traços perfeitos, ao mesmo tempo fortes e delicados. Foi um verdadeiro prazer desenhá-la.

30 de março de 2019

PAULA REGO


Mais uma personalidade feminina portuguesa na minha galeria de retratos para o desafio #portraitchallenge_2019. A deixa, desta vez, era "artista". Paula Rego é única, complexa, visceral. Polémica para os que se chocam com facilidade, genial para todos os que se deixam atrair pelas "histórias" que os quadros contam. Histórias estranhas e crípticas, talvez por isso magnéticas. Histórias de um mundo que é só dela, e que dela transportam a marca inconfundível. É, talvez, a mais internacional de entre os artistas plásticos portugueses de todos os tempos.

29 de março de 2019

CATARINA EUFÉMIA


Do nome tinha apenas uma vaga ideia. Sabia que era uma lutadora alentejana, mas desconhecia os contornos da história. Sei agora que esta jovem mulher é bem merecedora desta pequena homenagem, ela que foi celebrada por Sophia e que continua viva na memória de tantos. 


Assassinada aos 26 anos, Catarina Eufémia (1928-1954) foi uma camponesa analfabeta, mãe de 3 filhos, que liderou um grupo de 14 mulheres trabalhadoras na tentativa de reclamar melhores salários. Morreu no local de trabalho com o filho mais novo nos braços, de três tiros disparados por um GNR que nunca foi a julgamento. Mantém-se símbolo da resistência ao regime fascista português e é a minha segunda resposta ao desafio de desenho #portraitchallenge_2019, deixa "Líder" -- no feminino, pois claro. Que rosto tão delicado, mas tão determinado, ela tinha!

24 de março de 2019

A "MINHA" FLORBELA ESPANCA


Sim, digo "minha", porque nem a maturidade refreou este encantamento da minha juventude. Gosto do ímpeto, gosto do excesso e gosto da teatralidade desta escrita toda feita de emoção! Gosto do estilo grandiloquente e retórico, um pouco 'démodé' se visto à luz dos dias de hoje, em que a arte, julgando soltar-se, se prende ao quotidiano... E gosto até do egocentrismo exacerbado, tão romântico, tão trágico... A grande Florbela foi a minha primeira retratada feminina no desafio do Instagram chamado #portratit_challenge_2019, deixa "Autor". De tantas personalidades possíveis que admiro, preferi homenagear as mulheres e, porque não, figuras portuguesas. Pois aqui está quem amava "perdidamente" e era, porque poeta, "maior do que os homens"...


Em honra desta sensibilidade superlativa e inspiradora, celebrada por Pessoa, deixo aqui um dos meus exercícios de poesia (não é para rir!), também ele feito do ritmo que, pendularmente, evoca um passado perdido. É verdade: ainda hoje, por vezes, escrevo sonetos "à maneira de Florbela" (salvas, é claro, as devidas distâncias, de que estou muito humildemente ciente)! 

MUITO TEMPO

Já faz tempo, muito tempo, que não vejo,
Pelas ruas da cidade adormecida,
O teu rasto, sempre dúbio, que o desejo
Transfigura face à dor em mim tecida.

Já há anos, tantos anos, que te sinto
Alheio e longe, num lugar desconhecido,
Tão estranho, transformado, bem distinto
Do que eras, ou a mim tinhas parecido.

Tua imagem nunca mais será igual,
Tua voz, teu gesto, já sem esperança,
De mim se afastam, para sempre, sem que o sinta.

Já são outros estes tempos, afinal,
Sem augúrio de afago ou de bonança,
E eu sou vento, sou memória quase extinta.

22 de março de 2019

CAMÉLIAS


Foi um repto lançado aos PoSk (Porto Sketchers) através dos ASk (Aveiro Sketchers) no final de Fevereiro: desenhar camélias para uma exposição sobre as ditas, a ter ligar na Estação de S. Bento. Desenhar flores nem sempre é fácil, pois muito depressa se cai nos tons garridos e nas composições "pimba"... Numa primeira abordagem -- que, por pudor, não mostro aqui -- foi justamente esses erros que cometi. Mas à segunda lá me saiu uma coisita mais aceitável:




E aqui está a minha contribuição, devidamente emoldurada, na exposição:



10 de março de 2019

SERRA DA ESTRELA II


O meu segundo desenho no passeio à neve-sem-neve não levou cor, coitado. Mas até teria merecido, não tivesse eu sido acometida de um ataque de preguicite de férias:


Aqui apareço eu, equilibrada junto ao precipício, com vento gélido a zumbir-me aos ouvidos, mas um sol lindo a iluminar tudo:




8 de março de 2019

NA SERRA DA ESTRELA


No fim-de-semana do Carnaval, um passeio à serra. Depois de quinze dias com temperaturas de quase 25º em pleno Fevereiro, parecia impossível encontrar algo de semelhante a neve. Mas, surpresa das surpresas, na Torre havia-a! No chão, é um facto, e não a cair, mas mesmo assim vimo-la, mexemos-lhe e brincámos nela. E eu, com o meu caderno de desenhos e bons agasalhos, pude fazer uns sarrabiscos. Este calhau gigantesco perto do cume estava mesmo a pedir um desenho:


Ao vivo, notam-se dois míseros pedaços de neve, para salvar a honra do convento:



É divertido desenhar montanhas, pois é pouco rigoroso e bastante intuitivo. Hei-de voltar a fazê-lo!

2 de março de 2019

REI, REININHO, REINAR...


Embarquei em mais um desafio de desenho, o #portraitchallenge_2019, no Instagram. Retratos? Pois sim, adoro. E, como não gosto nada da onda "selfie" dos dias que correm, com toda a gente a olhar apenas para o seu umbigo, quero praticar o retrato alheio. E começo em grande. Viva RR!


Começo em grande e começo pelos músicos, se bem que o Rui Reininho, letrista maior, encaixe também na categoria de poeta, ou "autor". É preciso explicar que as categorias do desafio são oito:


E é preciso explicar também que o RR e eu já nos sentámos a uma mesma mesa, para uma, cof-cof, entrevista! Não acreditam? Ora vejam:


E é isto. Não estou mesmo nada, nada vaidosa.

25 de fevereiro de 2019

OUTRO AUTO-RETRATO


Juntei-me (ou melhor, juntaram-me) a um grupo do Facebook que apenas publica auto-retratos. E com uma particularidade: só aos Domingos. Por isso se chama "Selfportrait Sunday". Há-os de todas as formas e feitios, materiais e cores, tamanhos e fôlegos. É um espaço muito interessante e divertido. Como ontem foi Domingo, eis que me pus ao espelho de lápis e caderno na mão. Atenção: o caderno era um bloco "chunga" do meu rapazinho, que encontrei por ali. E saiu isto:


Não sei dizer se estou parecida, ou se apenas o estou em alguns aspectos... A minha irmã disse sem cerimónias que estou com "nariz à Michael Jackson"! Bah! O que importa é que deu para desenferrujar a mão. Outros auto-retratos virão. por certo melhores.

21 de fevereiro de 2019

CERVEIRA INTRAMUROS (II)


O terceiro e último desenho do Encontro USkPN do dia 9 de Fevereiro foi feito também dentro das muralhas e com vista para... as ditas. Pedras e mais pedras, granito e mais granito! E muito musgo e líquenes a insinuar-se pelas frestas e ângulos da construção medieval. Foi D. Dinis quem mandou erguer a fortificação, no início do séc. XIV, portanto. Mais um caso de engenharia sólida e portões baixos, à medida, supõe-se, dos homens medievais:


O desenho foi muito rápido e insatisfatório: começou a chover e eu, a desenhar a partir do jardim em frente (sim, com os pés na terra, no meio dos tufos de plantas, a fazer uma triste figura), tive de desistir a meio, pois as pingas faziam borratar a minha Staedtler, que apesar de ser "à prova de água", não o é antes de secar. Assim, do desenho no local só consegui trazer as linhas gerais da composição e os traços da estrutura...


... e, mesmo estes, borratados q.b.!

19 de fevereiro de 2019

CERVEIRA INTRAMUROS (I)


Os meus segundo e terceiro desenhos no Encontro USkPN em Vila Nova de Cerveira foram feitos de pé, algo raro em mim, e dentro das muralhas. Dantes, funcionava ali uma adorável Pousada de Portugal, com os quartos nas casinhas recuperadas, cada qual independente ou quase, com porta a dar para as ruas da citadela, e as zonas comuns na casa grande -- a Casa dos Governadores. Foi esta que eu apanhei neste desenho, com a muralha à esquerda, a Igreja da Misericórdia no enfiamento da rua e a montanha ao fundo:

Em 2008 a Pousada fechou, estando agora todas as instalações devolutas, mas felizmente em bom estado de conservação:


Não deixa, no entanto, de pairar sobre toda a zona do castelo uma atmosfera nostálgica. E o tempo, cinzento e sempre a ameaçar chuva, não ajudou nada naquele dia...

15 de fevereiro de 2019

ENCONTRO EM CERVEIRA


Este sábado, dia 9, fomos a uma das localidades mais a norte do nosso rectângulo, na fronteira do Rio Minho: Vila Nova de Cerveira. O dia estava péssimo e eu, vinda de Braga, meti-me por caminhos tortuosos de montanha que, debaixo de chuva intensa e ventania a condizer, me fizeram atrasar um bom bocado. Mas lá acabei por me juntar ao grupo USkPN: 34 ao todo, tolhidos de frio mas dedicados à causa "Sketching com História". Era o último encontro da série de dez, que percorreu as principais localidades do Alto Minho, pelo que não quis faltar. A tiritar e com as mãos geladas, comecei por desenhar -- como quase todos -- a entrada para as muralhas medievais:


Aqui está o desenho no local, que tive de interromper (e mais tarde retomar), para escapar à conversa impertinente de um sujeito embriagado, eufemismo para "mega-chato", que resolveu colar-se ao meu lado no banco da praça e discorrer sobre o quanto gostava de ver "dibujar":
-- "Lo haces muy bien, chica!" -- repetia quase junto aos meus ouvidos sem cessar...


A fotografia do fim da jornada foi tirada na mesma rampa de acesso ao castelo (pelo Tofu), com os desenhadores já desconcentrados e ansiosos por regressar ao autocarro quentinho:


E aqui estou eu, a fazer jus ao mote "Ao mau tempo, boa cara"!