23 de março de 2020

CALÇADO SEXY


Que melhor símbolo da quarentena haverá do que um par de pantufas? Eis as minhas. Cá em casa dão pelo sugestivo nome de "barcaças" e eu fico elegantérrima com elas.

21 de março de 2020

NANÁ NA QUARENTENA


Conheço alguém que não se deixa afetar minimamente pela quarentena. É a minha Naná. Aliás, dêem-lhe quarentena com fartura, ou seja, companhia 24 sobre 24, que ela agradece.

19 de março de 2020

ESPREMIDA


Finalmente, um desenho à vista, em plena quarentena. Não se pode dizer que seja muito inspirador, mas carrega um certo simbolismo. A pasta de dentes, espremida, parece-se com o estado da minha paciência. E a escova está um pouco como eu: prostrada.

16 de março de 2020

UNIVERSIDADE FECHA PORTAS AO CORONAVÍRUS


Fiz um cartoon para o Editorial do boletim informativo da minha Faculdade, cujo título era o deste post. Tentei fazer com que o coronavírus ficasse com uma expressão de aflição e impotência, ao invés de agressividade, como se a investida por estes lados lhe estivesse a ser bem mais difícil do que julgava.

3 de janeiro de 2020

PRIMEIRO PLANO A AGUARELA


Neste auto-retrato, que publiquei no Grupo "Self-Portrait Sundays", tentei uma abordagem menos realista e mais conceptual: contrastes marcados, zonas em dégradé e espaços em branco:


2 de setembro de 2019

LAGO AZUL


Não, não venho mostrar um desenho da Brooke Shields nos seus tempos áureos. Venho apenas recordar um passeio bem bonito que dei à Zona Centro do país, a Ferreira do Zêzere. Atravessando a povoação e penetrando na floresta, atinge-se um local muito agradável, com praia fluvial e muita natureza. Ficámos num hotelzinho que servia ótima comida, com vista para o rio que, ali, forma uma espécie de albufeira. Daí o nome. Da varanda enorme, fiz um esboço da paisagem, que mesmo ali, aguarelei.

25 de agosto de 2019

ALGUNS NUS


Há tempos tentei praticar o desenho do corpo feminino com trama cruzada, para sinalizar os valores e os contrastes. Não posso dizer que tenha sido totalmente bem-sucedida, mas consegui ver o potencial deste tipo de sombreado. Se treinasse mais, talvez até conseguisse coisas giras. Desta vez ficou assim:



24 de agosto de 2019

DE BONÉ


Mais um auto-retrato, ainda do desafio "Headwear", para o grupo "Self Portrait Sundays". Desta vez, pus rabo-de-cavalo e, para o dito poder acomodar-se, um boné com o orifício providencial. Um sorriso, olhos de soslaio e...está feito!


22 de agosto de 2019

MARINA DE FARO


Num dos dias de férias na Praia Verde, fomos a Faro buscar a minha irmã, que chegava de avião para os meus anos. No final da manhã, antes do almoço junto à marina, aproveitei para desenhar os barcos e os reflexos. Não foi tarefa fácil, tanta era a informação:


Mas mais difícil foi a parte da aguarela, como é sempre, tão elusiva é a gama de brancos que todas as marinas apresentam...




























E aqui fica para a posteridade a desenhadora de caderno na mão, findo o serviço:

21 de agosto de 2019

COLHEITA DE CONCHAS


Na Praia Verde, onde estivemos também em Agosto, junto a Montegordo, quase no extremo leste do Algarve, teria feito mais sentido desenhar as algas e os limos que cobriam de verde o areal junto à linha da água. Mas fiquei-me pelas conchas, num apanhado de várias cores, do ocre ao violeta, do azul ao rosa:


20 de agosto de 2019

ALENTEJO AO SOL


Perto da Zambujeira do Mar há um hotel adorável, feito de casinhas tipicamente alentejanas por fora, mas de desenho sofisticado, embora minimalista, por dentro. É a Herdade do Touril. Já tínhamos lá estado há mais de dez anos, mas todas as tentativas posteriores para repetirmos a experiência foram em vão. Este ano, no entanto, fomos mais previdentes e reservámos com antecedência. O único desenho que fiz nos dias deliciosos que ali passámos foi este:


Fui um pouco preguiçosa e prescindi dos guarda-sóis e espreguiçadeiras, sem os quais, no entanto, seria bem difícil aguentar o sol alentejano, como se vê nesta fotografia tomada logo após acabar o esboço:







19 de agosto de 2019

FÉRIAS A SUL


Para mim, férias grandes continuam a pedir sol e calor, pelo que, mais uma vez, rumámos ao sul. "Alentejo com sabor a mar", dizem eles, e é mesmo: Zambujeira do Mar, linda e fotogénica, com os penedos enormes a erguer-se junto às ondas. Fiz este desenho ao fim da tarde, a meio do promontório:

Aqui fica a fotografia do desenho no local:






24 de julho de 2019

AUTO-RETRATO COM CHAPÉU


Em resposta ao primeiro desafio do grupo "Self Portrait Sundays" (Draw yourself with a hat), um retrato com chapéu. De palha, pois então, que o Verão está aí e o sol não perdoa. Caneta e aguarela por cima, com esboço a lápis por baixo. Se casas e paisagens eu arrisco fazer logo a tinta, retratos não. E, mesmo com esta ajuda, a coisa nem sempre sai a contento. Desta vez, enfim, digamos que fiquei esquisita q.b., com um "stiff upper lip" (expressão inglesa que significa, mais ou menos, ser inexpressivo e não mostrar emoções). Nada mais longe da realidade, eh eh, mas enfim, aqui fica a tentativa:


22 de julho de 2019

AUTO-RETRATO A PRETO-E-BRANCO


Mais um auto-retrato, e mais uma vez a tinta, apenas. Estou a adorar esta prática de "hatching", que tão bem permite fazer os contrastes e marcar os valores. Fiquei com os olhos bastante estranhos, mas gosto da posição da mão a segurar a cara:


18 de julho de 2019

NO TERREIRO DO PAÇO


Tenho pouquíssimos desenhos de Lisboa, pois quando vou é sempre a correr. E, como me parece sempre que hei-de voltar dali a pouco com mais tempo, tendo a adiar. Desta vez, porém, fui ao coração da Baixa de propósito para desenhar a praça pombalina por excelência. Banhada de luz, pejada de turistas, com aquele amarelo forte dos edifícios paralelos ao curso do rio, estava linda, imponente, airosa como uma garça com o pé na água. E ficou assim no meu caderno:



De todos os desenhos que tenho feito ao longo destes quase cinco anos de "urban sketching", devo confessar que este é dos que mais gosto. Sentada nos degraus da estátua, no centro da praça, a versão a preto-e-branco do arco da Rua Augusta saiu-me com fluidez.


Ouviam-se gaivotas e mil línguas em redor, enquanto a brisa do Tejo afagava as pedras brancas.