10 de junho de 2023

A CASA DA INQUISIÇÃO


O Encontro dos USK-Portugal teve lugar pelo segundo ano consecutivo em Castelo de Vide. Para mim, foi a primeira vez num encontro nacional e estava muito entusiasmada com a visita de três dias a uma cidade que acho encantadora. Mas o tempo trocou-nos as voltas. Com a chuva, tivemos de adiar o passeio à barragem e às pontes e ficar pela zona urbana. A Casa da Inquisição, programada para o último dia, domingo, foi por isso antecipada para sexta-feira. A visita vale a pena, mas trata-se de uma espécie de Madame Tussaud dos horrores. Para os instrumentos de tortura ainda íamos preparados; com o que não contávamos era com aquelas figuras de silicone tão vivas, tão realistas -- que, obviamente, o meu desenho não captou. Nesta cena, um suposto herege é submetido ao potro, um aparelho destinado a cortar a circulação sanguínea nos braços e pernas, levando à necrose e à amputação:


Aqui, outra desgraçada é queimada viva num auto de fé:


E nesta encenação aparece uma figura sinistra, rodeada de parafernália sacra, que mais não é do que um inquisidor:



Aqui deixo dois registos dos desenhos ao vivo:



20 de maio de 2023

O NAVIO-ESCOLA SAGRES NO CAIS DA RIBERIA

 

Dois encontros POSK num mês é obra  sobretudo para uma faltosa inveterada como eu! Desta vez, descemos à Ribeira, em pleno Dia da Marinha, para desenhar o navio-escola Sagres, ali atracado. Turistas aos montes, um sol escaldante e muitos mastros e cordas para fazer passear a caneta. No meu desenho, um rabelo interpôs-se entre mim e o navio:

Eis o desenho no local, que bem podia ter sido poupado aos meus pincéis (que caribenho o meu azul para as águas do Douro!):  

9 de maio de 2023

COMPANHEIROS DE DESENHO


Ainda o POSK 114, em forma de efeito secundário. Só o publico porque estou a quilómetros de distância dos visados logo, a salvo das merecidas represálias!

Aqui deixo um beijinho penitente aos meus companheiros de rabiscos deste sábado (belas conversas ouvimos na esplanada, em puro vernáculo "fontainhês"!)

7 de maio de 2023

PELAS FONTAINHAS

 

Um palacete cor-de-rosa ao abandono, muitas sacadas coloridas, antenas parabólicas q.b., o princípio da Ponte do Infante, carros de brinquedo e o rio atrás de mim. Foi o meu POSK 114, nas Fontainhas, num sábado de Maio que sabia a Verão.

De costas voltadas para o Douro e a Serra do Pilar, optei desta vez por desenhar as fachadas. Eis-me, em pleno labor "desenhístico":


Comecei o desenho com as fachadas ao sol, mas pelas cinco e pico já as sombras tinham virado:


Num outro encontro neste mesmo sítio o POSK 2, imagine-se, há tanto tempo eu desenhei, justamente, a Igreja, o morro e a Ponte D. Luís, com um plátano em primeiro plano (ver aqui). Sete anos volvidos, os POSK voltam às Fontainhas. Aqui estamos na fotografia de grupo:

5 de maio de 2023

CASA DE CHÁ DA BOA NOVA


Não é a primeira vez que a desenho (já o fiz aqui), mas é sempre com espanto e sensação de descoberta que tento captar aquelas linhas limpas e puras, em perfeita comunhão com o mar e os rochedos:

A Casa de Chá de Leça da Palmeira, desenhada por Siza Vieira, é um ex-libris da cidade e monumento nacional. Não haverá muitas obras de arquitetura contemporânea nesta categoria. Que bom tê-la aqui mesmo à mão. E que bela tarde de maio para me perder, por uma meia hora, a olhá-la! À esquerda, o farol de Leça, com a sua cúpula escarlate. À direita, lá ao fundo, o Terminal de Cruzeiros, em Matosinhos, e um deles a fazer-se ao mar:

30 de maio de 2022

100º ENCONTRO POSK

 

Foi a 7 de maio, um sábado glorioso de sol, que os POSK - Porto Sketchers celebraram o seu centésimo encontro. O local, perfeito: Jardim do Morro, junto ao mosteiro da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia. A afluência, enorme: éramos mais de quarenta. O meu desenho, desta vez (pois que já ali tínhamos estado num outro encontro  ver aqui), foi a própria igreja, com o seu icónico formato cilíndrico:


 Eis o desenho "in situ":

A fotografia de grupo foi um pouco difícil, de tantos que éramos. Nesta estamos ainda a tentar organizar-nos: uns a rir, outros distraídos, outros a tentar pôr ordem no convento (eu apareço logo à esquerda na fila de pé):

Nesta já estamos todos alinhados e bem-comportados:

Não é todos os dias que se celebra um centésimo Encontro. Sobre a memorável efeméride escrevi um texto, que foi publicado na agenda nacional dos Urban Sketchers Portugal (pp. 22-24, aqui). 

24 de abril de 2022

AZUIS ALENTEJANOS

Ao descer a Rua da Misericórdia, em Avis, vê-se do lado esquerdo uma capelinha, tão branca como todo o casario, debruada naquele azul forte tão típico do Alentejo. O mais curioso é este pequeno templo estar ligado a uma casinha, através de um lanço de escadas também azuis, que lhe fica perpendicular e que tem a curiosidade adicional de se situar sobre a rua. Sob a dita casinha, um arco permite a passagem para a Rua das Cisternas, num ângulo cego onde nós próprios, num outro momento da estadia, nos vimos gregos para fazer virar a carrinha sem riscos para nenhum dos lados. Mas o conjunto arquitetónico é tão bonito que essa memória mais tensa se desfaz. E mereceu um desenho:


Ao vivo, o sol era tão forte que o desenho teve mesmo de ser rápido:

19 de abril de 2022

CASA DA MOIRA

Ultimamente deixou de se ver a designação "Turismo de Habitação", já repararam? Agora vê-se "Alojamento Local". Foi o que vi na Casa da Moira, onde ficámos em Avis nesta fugazinha de Páscoa. Um palacete em pleno centro da vila, impecavelmente restaurado, aqui visto na fachada traseira, com as três janelas do nosso imenso quarto em cima à direita:


E aqui o desenho no local, sob um sol que, em pleno Abril, parecia de Verão. Atrás de mim, uns limoeiros carregadíssimos, a vergar sob o peso de tanto fruto, o perfume intenso de uma laranjeira em flor e o zumbido das abelhas a embalar-me enquanto faço os meus rabiscos: 


18 de abril de 2022

AVIS

 

Aproveitámos a pausa pascal para ir ao Alentejo. Fomos parar a Avis, no interior do Alto Alentejo, uma vila impecavelmente tratada e harmoniosa, como costumam ser as vilas alentejanas. O meu primeiro desenho foi feito num confortável banco de rua, à sombra, olhando a igreja matriz que se situa no ponto mais alto da povoação. O azul e o amarelo, que agora nos lembram sobretudo as cores da Ucrânia, neste contexto significam a identidade gráfica típica do Alentejo. E aqui estão eles, o azul e o amarelo:


No local, as cores são ainda mais vivas sob a luz ofuscante:

3 de abril de 2022

A CASA ALLEN


Depois de quase três anos, voltei aos encontros de desenho. Os PoSk fizeram o 99º Encontro num jardim belíssimo e num sábado resplandecente de sol. Foi tão bom rever os amigos!

13 de junho de 2020

FLOR DO NILO


O nome mais comum é agapanto e não é preciso ir ao Egipto para o encontrar. Nesta época vêem-se muito por aqui, pois florescem (não admira) na primavera:


Acho que desta vez consegui o lilás mais parecido com o original do que numa outra tentativa, em que tentei pintar glicínias (ver AQUI). 

25 de maio de 2020

BOA NOVA


Que melhor notícia poderia haver do que o retorno, ainda que parcial, à normalidade?

Para celebrar o desconfinamento, como se passou a dizer, depois de dois meses inteirinhos de casa forçada, lá veio um genuíno desenho à vista. E que vista! A Capela da Boa Nova, erguida sobre as rochas, mesmo junto ao mar, é uma pequena preciosidade. E a baía aos seus pés, num sábado cheio de sol, estava mesmo apetecível. 



No que me toca, ainda não foi desta que pus fato de banho, mas quero ver se aproveito este Maio que se pôs tão bonito.


21 de maio de 2020

STEVE MCQUEEN


O durão cool. E lindo de morrer. Teve um romance tórrido com outra beleza, a Ali MacGraw, a morenita que fez o Love Story. Ele morreu cedo, aos 50 anos. Ela não: continua viva, e bonita, aos oitenta e tais.


14 de maio de 2020

A BRINCAR COM CHAPÉUS


Ainda um auto-retrato do desafio "Self-portrait with head gear", do grupo "Self Portrait Sundays". Neste caso, usei um chapéu de cocktail com véu e plumas. É o tipo de enfeite que faz mesmo falta agora no confinamento.


7 de maio de 2020

VIGGO

Outro dos meus favoritos: Viggo Mortensen. Lembram-se de "A History of Violence"? Quem diria que um filme com um título assim tinha as cenas mais ternas da história do cinema?